FARC adiam a libertação de reféns na Colômbia

FARC Postpones Hostage Release in Colombia

Por Dialogo
fevereiro 02, 2012


As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) anunciaram que adiarão indefinidamente a libertação de seis policiais e militares, a que se haviam comprometido em dezembro de 2011.

“A área que havíamos escolhido para a libertação dos prisioneiros de guerra Luis Alfonso Beltrán, César Augusto Laso, Carlos José Duarte, Jorge Trujillo, Jorge Humberto Romero e José Libardo Forero (…) foi injustificadamente militarizada pelo governo da Colômbia, o que nos força a adiar sua concretização”, diz o comunicado que a guerrilha publicou em 1º de fevereiro em sua página na internet.

O comunicado, assinado pelo secretariado da guerrilha comunista, é dirigido a personalidades como a Prêmio Nobel da Paz Rigoberta Menchú e as escritoras Elena Poniatowska e Isabel Allende, bem como a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, a quem haviam prometido as libertações.

“Tão logo seja aplacada a insanidade que se apoderou do Palácio de Nariño (da presidência da Colômbia), faremos uma nova tentativa para que os senhores possam receber aqueles que serão libertados”, acrescentou o comunicado.

As FARC afirmaram que “militares patriotas nos haviam alertado sobre as intenções do governo (do presidente Juan Manuel) Santos de procurar a todo custo um resgate militar, sem se importar com o fato de que o mesmo poderia ter um resultado nefasto, como o do dia 26 de novembro passado”, referindo-se à morte de quatro reféns dessa guerrilha, assassinados por seus captores durante um combate com a força pública.

No entanto, o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, declarou no dia 1º de fevereiro que as FARC mentiram novamente para o país, depois de tomar conhecimento do comunicado da organização terrorista. “Essa gente uma vez mais demonstra as mentiras que dizem e como, no fundo, enganam permanentemente o povo colombiano”.

O ministro enfatizou que no processo de aproximação com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, nunca foi mencionado o local das supostas libertações, e reiterou a disposição do governo de facilitar a libertação dos sequestrados. “O governo insiste em dizer que, se hoje mesmo nos informarem as coordenadas, em que local poderemos encontrá-los e o que é preciso que se faça para trazê-los imediatamente, isto será feito”.

Finalmente, o titular da Defesa solidarizou-se com as famílias dos sequestrados – um militar e cinco policiais que estão há mais de 12 anos em cativeiro – e rechaçou as intenções das FARC de transformar a libertação dos sequestrados em um espetáculo para a mídia. “Lamentamos muito que as famílias continuem submetidas a semelhante situação… não apenas por elas, mas também por essas pessoas sequestradas”, declarou.





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