FAES capacita salvadorenhos para resguardarse proteger contra catástrofes naturais

FAES Trains Salvadorans to Protect themselves  in Natural Disasters 

Por Lorena Baires/ Diálogo
julho 20, 2016

A Força Armada de El Salvador (FAES) está formação população salvadorenha que mora em áreas vulneráveis para responder acertadamente a uma situação de emergência provocada por fenômenos naturais. As capacitações foram realizadas em áreas distintas do país, e as últimas ocorreram em junho nos municípios de Candelaria e Apastepeque, nos departamentos de Cuscatlán y San Vicente, respectivamente. O Comando de Apoiode Transmissões (CATFA, por sua sigla em espanhol) mostrou aos habitantes do Cuscatián, uma cidade que descansa nas encostas do lago de Ilopango, como reagir às inundações e deslizamentos de terra provocados pelas intensas chuvas de uma depressão tropical. "Este exercício busca elevar o nível de prontidão operacional do nosso pessoal, reagindo oportunamente para oferecer segurança à população e aliviar o sofrimento das possíveis vítimas. Da mesma forma, melhorar a coordenação efetiva com outras unidades de emergência do país", explicou o Coronel Victor Antonio Orellana, executivo do Destacamento Militar Nº 5 da FAES. Simulacro em ação Enquanto as sirenes das ambulâncias soavam forte, os soldados evacuavam os salvadorenhos afetados e os trasladavam até o posto de socorro, albergue provisório e centro de atendimento médico instalados pela emergência. Lá descansava em uma maca Julio Medrano, um pescador de 58 anos, que simulou ter sido arrastado por uma das correntes de água do lago enquanto realizava sua pesca habitual em frente ao cantão Santo Antonio, no município de Candelaria. "Agradecemos à Força Armada por este exercício que nos deixou conhecimentos que não tínhamos antes sobre o que fazer ante esses desastres, sobretudo porque vivemos às margens do lago e no país são frequentes as chuvas fortes, e a água do lago sempre inunda nossas casas", disse Medrano. As equipes de resgate corriam de um lado para o outro, mobilizando os afetados, caminhando entre calçadas alagadas e poças de grandes dimensões. No albergue provisório encontrava-se Lisette Pineda, integrante do Comitê de Proteção Civil Municipal da Alcadia de Cuscatlán, que se mostrou satisfeita com os resultados do exercício de simulação. “Estamos muito contentes porque toda a comunidade se envolveu na simulação e isso nos garante que todos saberemos o que fazer ante uma emergência real. Esperamos seguir realizando essas capacitações para elevar a eficácia da reação de todas as instituições envolvidas", sublinhou Pineda. A 54 quilômetros de distância, no município de Apastepeque, os cidadãos foram capacitados pela Quinta Brigada de Infantaria da FAES para resguardar-se das inundações provocadas pelas tormentas pesadas de outra depressão tropical. Ao chamado de evacuação pelos altofalantes da municipalidade, o Comitê de Emergência da colônia Brisas de Santa Rita se uniu aos soldados para evacuar as pessoas feridas; enquanto a equipe médica selecionava os pacientes que seriam trasladados até a Unidade de Saúde e o Hospital Nacional de San Vicente. Adriana Díaz, dona de casa de 37 anos, simulou ser uma das vítimas quando o muro de trás de sua casa caiu. No exercício, uma vizinha conseguiu entrar na casa e liberá-la dos escombros que a esmagavam. "Agradeço à FAES por nos ter dado esta capacitação porque atrás da nossa colônia corre um riacho que transborda quando chove muito. Esperamos que isto não aconteça, mas tenho certeza que agora poderemos nos resguardar bem ante um desastre", comentou enquanto era levada em uma ambulância ao hospital. Luis Antonio Azucena, representante da Direção Nacional de Proteção Civil, considera valiosos esses exercícios de simulação ante situações como inundações, terremotos ou deslizamentos de terra, devido às condições geográficas do país. "Enfrentamos uma realidade; o país é vulnerável a desastres, e nossa população deve estar capacitada para evitar desgraças. Por isso, coordenamos as ações da FAES que buscam ensinar habilidades aos cidadãos para que se resguardem numa emergência", disse Azucena. Os integrantes do CATFA e da Quinta Brigada de Infantaria asseguraram que continuarão realizando esse tipo de simulação para que as comunidades estejam capacitadas sobre o que fazer em caso de desastre, a quem pedir ajuda e quais medidas de prevenção e mitigação adotar na hora de auxiliar uma pessoa ferida.
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