Exército da Colômbia treina no JRTC e realiza diálogos de Estado-Maior com o Exército Sul

Exército da Colômbia treina no JRTC e realiza diálogos de Estado-Maior com o Exército Sul

Por Donald Sparks/Exército Sul dos EUA
junho 23, 2021

O Exército dos EUA tem um histórico de treinamento com o Exército da Colômbia há mais de 60 anos, quando os oficiais dos Rangers do Exército dos EUA desenvolveram o programa de treinamento Lancero para o Exército da Colômbia, em meados da década de 1950. Desde então, a iniciativa se transformou em um dos mais duradouros relacionamentos militares profissionais bilaterais com o Exército Sul dos EUA (ARSOUTH, em inglês), assumindo a liderança para manter essa parceria de tantos anos, que culminou com uma unidade do Exército da Colômbia dirigindo pela primeira vez um treinamento bilateral no Centro de Treinamento Conjunto de Prontidão (JRTC, em inglês) em Fort Polk, Luisiana, seguido de diálogos de Estado-Maior entre ambos os exércitos, na Base Conjunta de San Antonio-Fort Sam Houston, Texas.

Em Luisiana, desde o início de maio de 2021, um elemento do pelotão da Brigada Antinarcóticos de elite do Exército da Colômbia se integrou ao 1º Batalhão, 118º Regimento de Infantaria (1-118º Regimento de Infantaria) da Guarda Nacional do Exército da Carolina do Sul, como parte do rodízio 21-08, para realizar operações táticas de infantaria, exercitar a interoperabilidade e fortalecer sua capacidade de planejar e executar complexas operações de manobras.

“O JRTC é um ambiente essencial e o ápice do treinamento de uma brigada; são necessárias unidades qualificadas e capazes de entrar em combate após o treinamento em um dos principais centros de treinamento de combate do Exército”, disse o General de Brigada Daniel R. Walrath, comandante geral do ARSOUTH, durante uma visita entre os dias 8 e 10 de junho ao JRTC com altas autoridades do Exército da Colômbia. “O Exército Sul tem muitos parceiros na região, e o Exército da Colômbia é um dos melhores. Estamos muito orgulhosos e felizes com a sua participação, e esperamos continuar a ter esses tipos de eventos de treinamento como um esforço contínuo para fortalecer nosso relacionamento com a Colômbia.”

Enfatizando o profissionalismo dos colombianos durante as suas primeiras 48 horas na área de treinamento conhecida como “a caixa”, o Primeiro-Sargento do Exército dos EUA Edwin Pérez, treinador-observador-controlador do JRTC, elogiou os soldados por seu alto nível de disciplina e iniciativa.

“Eles começam a se mover, assumem a posição e estão engajados e sintonizados com o que precisam fazer – quando é tempo de ir, é tempo de ir para eles”, disse o 1º Sgt Pérez. “Esse pelotão é muito agressivo e assume a dianteira no ataque ao inimigo. Nossos soldados [do Exército dos EUA] estão observando quão disciplinados eles são e coletando seus conhecimentos táticos.”

Treinar com o Exército da Colômbia não é novidade para o 1-118º Regimento de Infantaria, já que em 2019 a unidade foi a Tolemaida, Colômbia, como parte do Exercício Juntos e Adiante. O exercício permitiu que ambos os exércitos intercambiassem doutrinas de infantaria e ao mesmo tempo treinassem em cenários situacionais de esquadrão e pelotão. A Guarda Nacional da Carolina do Sul e a Colômbia participam juntos, desde 2012, do Programa de Parceria Estatal, que apoia as atividades militares de cooperação para segurança dos EUA com o país sul-americano.

“Minha rapaziada estava ansiosa para treinar com os colombianos novamente. Foi uma experiência agradável para ambos”, disse o Subtenente Adjunto de Comando do Exército dos EUA Greg Billings. “Nós fizemos uma paridade deles com nossa Companhia Alpha, e eles adoraram trabalhar juntos. Tiveram um desempenho excelente e estamos felizes por tê-los em nossas formações.”

A unidade conseguiu superar a barreira do idioma com soldados hispano-falantes em suas fileiras, o que também permitiu que ambos os exércitos se integrassem perfeitamente.

“Os colombianos trazem uma perspectiva diferente das diversas operações e uma visão mais nova sobre como conduzir as diversas táticas”, disse o S Ten de Comando Billings. “Eles passaram muito mais tempo na selva do que nós e foram uma aquisição valiosa para nos ajudar a esse respeito.”

A viagem ao JRTC foi a primeira do General de Brigada Germán López, chefe de Estado-Maior da Geração de Força do Exército da Colômbia, que considerou o treinamento de suas tropas com os soldados norte-americanos um reflexo de sua capacidade e de seu compromisso com a parceria com o Exército dos EUA.

“É muito importante para nosso exército observar, treinar e aprender muito para melhorar a qualidade de nossas unidades”, disse o Gen Bda López. “Além disso, estando aqui, queremos mostrar ao mundo de que lado estamos. Esse é o caminho que queremos trilhar globalmente e colocar nosso exército em outro nível com outros exércitos em todo o mundo como um dos melhores.”

Como parte do fortalecimento da interoperabilidade e da identificação de futuras oportunidades de treinamento com seus homólogos colombianos, a equipe do ARSOUTH manteve diálogos de Estado-Maior com o objetivo de proporcionar ao Exército da Colômbia uma visão sobre os programas específicos do Exército dos EUA, as áreas de interesse mútuo e as áreas de modernização ou reforma.

Realizados de forma híbrida, os diálogos de Estado-Maior contaram com uma delegação do Exército da Colômbia comandada pelo Gen Bda López em Fort Sam Houston, e o Exército dos EUA foi representado por uma delegação liderada pelo Coronel Jeffrey López, chefe da Direção de Cooperação de Segurança do ARSOUTH em Bogotá, Colômbia. Antes da reunião executiva entre os dias 8 e 10 de junho, as equipes do Exército da Colômbia e do ARSOUTH montaram grupos de trabalho virtuais e presenciais para desenvolver um plano bilateral de cinco anos para o período 2021-2025.

O plano de cinco anos destaca os principais objetivos dos exércitos dos EUA e da Colômbia, e o Gen Bda López está de acordo com que o Exército da Colômbia participe do rodízio do JRTC em 2023, bem como sedie ou participe de futuros exercícios Vanguarda do Sul em toda a região. O Exército Sul dos EUA e o Exército da Colômbia permanecem preparados para enfrentar as ameaças atuais e continuam desenvolvendo capacidades e interoperabilidade para combater os futuros desafios.

“Nossas equipes, como parte dos diálogos de Estado-Maior, estão trabalhando em um plano de longo prazo e estamos propondo que uma força maior, uma formação em tamanho de companhia, volte ao JRTC em 2023”, disse o Gen Bda Walrath ao Gen Bda López. “Acreditamos que a participação nesses tipos de exercícios de treinamento será o próximo passo para o fortalecimento de nossa parceria com seu exército. Seus soldados e líderes nos tornam mais fortes, e também aprendemos com vocês.”

Para o 1º Sgt Pérez, aprender com os colombianos oferece aos soldados do Exército dos EUA a oportunidade de aumentar o estándar para ser o melhor exército do mundo.

“Uma das coisas que precisamos ter em mente é que se nós, como Exército dos Estados Unidos, vamos nos chamar de melhores, temos que treinar com afinco porque outros países estão treinando muito também”, disse o 1º Sgt Pérez. “Se formos fazer parcerias com eles [os colombianos], queremos ter certeza de trazer sempre nosso melhor cada vez que treinarmos juntos.”

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