EUA pedem para reunir esforços para combater o narcotráfico na América Latina

EUA pedem para reunir esforços para combater o narcotráfico na América Latina

Por AFP
fevereiro 19, 2021

O tráfico de drogas cresceu na América Latina e Washington não pode combater sozinho esse flagelo que ameaça a segurança regional, advertiu o Almirante de Esquadra da Marinha dos EUA Craig S. Faller, comandante do Comando Sul dos EUA, no dia 10 de dezembro de 2020.

“Estamos vendo o aumento do narcotráfico da Colômbia para a Venezuela e de nações através do Caribe para a América Central, e isso é uma preocupação”, disse o Alte Esq Faller durante uma entrevista coletiva no Panamá.

 

“Estamos vendo o aumento do narcotráfico da Colômbia para a Venezuela e de nações através do Caribe para a América Central, e isso é uma preocupação”, Alte Esq Faller.

 

Segundo o oficial dos EUA, o narcotráfico e os grupos criminosos internacionais são uma “indústria” multimilionária que “ameaça” a região com múltiplas atividades ilícitas, como o tráfico de drogas ou de seres humanos.

Devido ao uso das novas tecnologias, o ciberespaço e as criptomoedas, o combate a esses grupos se tornou mais complexo e difícil para que cada país o faça sozinho.

“Nem os Estados Unidos são suficientemente fortes para lutar contra isso”, alertou o Alte Esq Faller.

As declarações do líder do Comando Sul, encarregado das operações militares dos EUA no Caribe e nas Américas Central e do Sul, foram feitas durante uma visita ao Panamá.

No país centro-americano, o Alte Esq Faller se reuniu com o presidente Laurentino Cortizo e seu ministro da Segurança, Juan Pino, para abordar assuntos de cibersegurança, segurança de fronteiras e segurança marítima.

“Temos que trabalhar em conjunto para encontrarmos diferentes maneiras” para “desmantelar e derrotar essas organizações criminosas”, disse o oficial.

Na véspera, o diretor interino da Administração para o Controle de Drogas dos EUA, Timothy Shea, afirmou que o Panamá é um ponto “crítico de transbordo” para o narcotráfico destinado aos Estados Unidos.

Recentemente, o promotor panamenho antidrogas, Javier Caraballo, advertiu que o narcotráfico para os Estados Unidos através da América Central conseguiu manter o ritmo apesar da pandemia da COVID-19.

Em 2019, o Panamá bateu um recorde de apreensões, com quase 91 toneladas, a grande maioria de cocaína. Essa cifra ultrapassa a marca anterior de 85 toneladas, em 2017.

O Panamá se tornou a entrada do corredor centro-americano que os narcotraficantes utilizam para transportar a droga proveniente da América do Sul, principalmente da Colômbia, para os Estados Unidos, o maior consumidor mundial.

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