Estados Unidos e Guatemala assinam convênio de cooperação

Estados Unidos e Guatemala assinam convênio de cooperação

Por Julieta Pelcastre/Diálogo
março 09, 2021

A Embaixada dos Estados Unidos na Guatemala, através do Departamento de Assuntos Internacionais contra o Narcotráfico e Aplicação da Lei (INL, em inglês), entregou um pacote de ajuda à Promotoria de Delitos de Narcoatividade do Ministério Público (MP) da Guatemala, no dia 3 de fevereiro de 2021, para fortalecer as ações contra o narcotráfico.

A doação consiste em equipamento tático, tecnológico, eletrônico e mobiliário, capacitações em metodologias de investigação para o combate a estruturas criminosas, além de designar fundos cujo montante não foi especificado no comunicado feito pelo MP à imprensa.

“Hoje agradecemos o apoio técnico e financeiro que recebemos do INL da Embaixada dos EUA, através do qual a Promotoria de Delitos de Atividades de Narcotráfico está mais consolidada”, disse María Consuelo Porras Argueta, promotora-geral e chefe do MP, no momento da entrega da doação.

Durante a cerimônia, o embaixador dos EUA na Guatemala, William W. Popp, lembrou que, em 2019, foram identificadas na Guatemala as primeiras importações de folhas de coca e o primeiro narcolaboratório. Em 2020, foram implementadas as corporações de gerenciamento aéreo, e os narcotraficantes encontraram novas formas de distribuição em meio à pandemia, utilizando os aplicativos digitais de serviços de entrega em domicílio.

Quatro metas

A Promotoria guatemalteca impôs metas para 2021: desmantelar as estruturas do narcotráfico, incrementar o número de casos que vão a julgamento, destruir os precursores químicos e identificar os bens e extingui-los, disse o embaixador Popp. “A Promotoria não está sozinha nesse trabalho. Ela trabalha lado a lado com a polícia […], o Ministério da Defesa e com nossas agências de imposição da lei”, acrescentou.

Cerca de 90 por cento da cocaína que chega via terrestre aos EUA passam pelo território guatemalteco, informou o jornal espanhol La Vanguardia, no dia 23 de janeiro.

Acordo policial

“A Guatemala enfrenta desafios importantes. Muitas áreas do país, especialmente ao longo das fronteiras da Guatemala, estão sob a influência de organizações de tráfico de drogas. A Guatemala também enfrenta uma série de organizações criminosas transnacionais envolvidas no tráfico de migrantes, no tráfico de pessoas, na lavagem de dinheiro, no tráfico de armas e na extorsão”, informa o Departamento de Estado dos EUA em sua página na internet.

Com relação a isso, o Ministério de Governo da Guatemala, o Departamento de Segurança Nacional e o Serviço de Migração e Controle de Alfândega dos EUA assinaram um acordo de cooperação no dia 3 de fevereiro que agilizará o intercâmbio de informação policial, registro de migração e registro de antecedentes penais de guatemaltecos sujeitos a repatriação.

“O objetivo desse memorando é compartilhar, por meios eletrônicos, registros de migração e registros de antecedentes criminais relativos aos guatemaltecos sujeitos a repatriação a partir dos EUA; e o seu propósito é o intercâmbio de dados policiais e migração para a administração da justiça penal e, assim, suprimir as atividades criminosas e as ameaças à segurança interna”, disse o ministro de Governo da Guatemala, Gendri Reyes Mazariegos, durante a assinatura do acordo.

O Ministério da Defesa prevê para 2021 o equipamento de soldados, a aquisição de armamento para o controle das fronteiras e a criação de destacamentos militares em suas fronteiras, a compra de lanchas para patrulhamento e um simulador de instrução naval, além da aquisição, manutenção e reparação de aeronaves para resposta diante das diferentes ameaças, informou o Exército da Guatemala em uma postagem no Twitter, no dia 12 de fevereiro.

“Os Estados Unidos apoiam as metas da Guatemala de se tornar um país mais seguro, mais transparente e próspero em benefício de todos os cidadãos”, disse o embaixador Popp no dia 3 de fevereiro, durante a cerimônia de doação. “Essa luta contra a atividade do narcotráfico continuará forte. Trata-se de uma luta chave para a Guatemala, para a região e para os Estados Unidos e todos os países aliados e amigos da Guatemala.”

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