Estados Unidos e Equador apreendem mais de 2,4 toneladas de drogas

Estados Unidos e Equador apreendem mais de 2,4 toneladas de drogas

Por Julieta Pelcastre/Diálogo
março 12, 2021

Forças da ordem dos EUA e do Equador uniram suas capacidades em operações realizadas entre os dias 16 e 21 de janeiro de 2021, quando foram confiscados 2.439 quilos de drogas que seriam transportadas para a Europa e a América do Norte.

No dia 21 de janeiro, a Marinha do Equador publicou no Facebook que, em uma operação coordenada, a Guarda Costeira dos EUA entregou à instituição dois cidadãos equatorianos, capturados enquanto navegavam em águas internacionais a 250 milhas náuticas a oeste de El Salvador. Os detidos transportavam 379 kg de cocaína e, junto com a droga, foram levados ao Subcomando de Guarda-Costas Norte em Esmeraldas, segundo o portal equatoriano Extra.

Em outra operação, no dia 19 de janeiro, o ministro de Governo do Equador, Patricio Pazmiño, publicou no Twitter que a Polícia e a Marinha “haviam desarticulado um braço operacional de uma quadrilha dedicada ao tráfico de drogas para o México. Sete pessoas foram detidas e 760 kg de cocaína apreendidos”. A detenção da lancha rápida que levava a droga e os criminosos teve o apoio da Guarda Costeira dos EUA, acrescentou o portal Ecupunto.

Dias antes, no porto de Guayaquil, as autoridades haviam apreendido 1.300 kg de cocaína que estava destinada à Estônia. O ministro Pazmiño disse no Twitter, no dia 16 de janeiro, que um cão farejador de drogas detectou a presença de 1,3 tonelada de cocaína. O alcaloide estava em um contêiner misturado a um carregamento de cacau, informou o jornal equatoriano El Universo, no dia 18 de janeiro.

Vínculo-chave

“No transcurso de 2020, a Polícia apreendeu 54 toneladas de drogas a mais do que no ano anterior. Enquanto em 2019 foram apreendidas 70 toneladas, em 2020 o total foi de 128 toneladas de drogas”, publicou El Universo, no dia 1º de janeiro.

Na última década, o Equador se tornou um elo-chave no comércio mundial de drogas e, a partir de lá, é exportada até um terço da cocaína da Colômbia; a droga sai dos portos, costas e aeroportos do Equador, de onde é enviada aos EUA, Europa, Ásia e Oceania, de acordo com uma informação divulgada no dia 30 de janeiro pela InSight Crime, uma organização de pesquisas e jornalismo especializada no crime organizado na América Latina e no Caribe.

O relatório Crime organizado e cadeia de valor, publicado pela Revista Latino-Americana de Estudos de Segurança, indicou que o Equador se tornou um país que ocupa um lugar privilegiado na cadeia de valor do narcotráfico, ao incrementar exponencialmente sua participação na produção, refinamento, armazenamento e transporte de drogas ilícitas.

“Sem dúvida, a luta do narcotráfico é brutal, principalmente dos grandes grupos organizados do México e da Colômbia, os quais estamos combatendo permanentemente na fronteira com a Colômbia”, disse o presidente do Equador Lenin Moreno, no programa de rádio De frente com o presidente, no dia 19 de janeiro.

 

Sem dúvida, a luta do narcotráfico é brutal, principalmente dos grandes grupos organizados do México e da Colômbia, os quais estamos combatendo permanentemente na fronteira com a Colômbia”,  presidente do Equador Lenin Moreno.

 

Durante o programa de rádio, o ministro Pazmiño disse que o Equador está entre os maiores produtores de cocaína do mundo. Assim sendo, “as zonas de maior produção, no momento, estão na fronteira sul com o Equador e na fronteira norte de Norte de Santander, justamente com a Venezuela, país onde se encontram as duas principais rotas para o Pacífico e o Caribe”.

Por esse motivo, o Ministério da Defesa promoveu o conceito de segurança cooperativa regional; “realizamos reuniões com as Forças Militares da Colômbia e do Peru com o objetivo de melhorar a segurança das fronteiras”, disse à imprensa o General de Exército Oswaldo Jarrín, ministro da Defesa do Equador, no dia 28 de janeiro. Um exemplo de segurança cooperativa regional foi a realização do exercício multinacional UNITAS LXI no Equador, em novembro de 2020, com a participação de 10 países, “para realizar um exercício presencial de segurança, para evitar desafios como a pesca ilegal e o narcotráfico”, acrescentou.

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