Equador e Estados Unidos analisam erosão no rio Coca

Equador e Estados Unidos analisam erosão no rio Coca

Por Julieta Pelcastre/Diálogo
setembro 07, 2021

Uma equipe de especialistas do Exército dos EUA fez uma visita ao rio Coca, na província equatoriana de Napo, Equador, no dia 2 de agosto de 2021, para analisar o seu processo de erosão que afeta as obras estratégicas de infraestrutura viária, elétrica e petrolífera.

“Meus agradecimentos ao Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA por sua visita ao Equador, para encontrar as melhores alternativas para a erosão regressiva do Rio Coca”, declarou o ministro de Energia e Recursos Naturais não Renováveis do Equador, Juan Carlos Bermeo Calderón, no dia 2 de agosto.

O Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA é um dos principais especialistas desse país em infraestrutura e engenharia civil e uma das maiores agências públicas especializadas em engenharia, projetos e administração da construção de represas, canais e obras de proteção contra inundações, afirmou a Embaixada dos EUA no Equador. Essa equipe participa de uma grande variedade de obras públicas em todo o mundo, acrescentou.

“Esperamos ter o plano bilateral inicial antes do final de 2021”, disse Adriel McConnell, gerente de Projetos para a América Latina do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA, no dia 2 de agosto. Por sua vez, a Corporação Elétrica do Equador (CELEC) garantiu em um comunicado que o governo realiza as ações necessárias para proteger as obras fundamentais, incluindo as da central hidrelétrica Coca Codo Sinclair.

A frente de erosão

Especialistas norte-americanos e autoridades do Ministério de Energia e da CELEC percorreram a frente de erosão, localizada a 7,9 quilômetros rio abaixo da central hidrelétrica Coca Codo, informou a CELEC em um comunicado.

Eles também visitaram as áreas que sofreram erosão e afetaram vias e a infraestrutura dos oleodutos da Petroecuador, a empresa pública de hidrocarbonetos do Equador.

Em abril de 2021, a erosão regressiva do Rio Coda causou a perda de um vão da estrada que liga Pichincha a Sucumbíos e Orellana, informou o jornal equatoriano El Comercio. Em 2020, essa estrada desmoronou no setor de Piedra Fina, na altura do Rio Montana, acrescentou.

O desgaste do rio também provocou o colapso da ponte sobre o Rio Montana em outubro de 2020, informou o Ministério de Transporte e Obras Públicas do Equador através do Twitter.

Em abril de 2020, a erosão rompeu três oleodutos que derramaram cerca de 70.000 litros de petróleo no rio, afetando as comunidades indígenas águas abaixo, informou a plataforma de jornalismo ambiental Mongabay Latam, em sua página da web. “Se não agirmos imediatamente, a represa Coca Codo e outras obras na região continuarão sob séria ameaça”, acrescentou.

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