Onze países da CFAC concluem treinamento em operações de paz na Guatemala

Eleven CFAC Countries Complete UN Peace Operations Training in Guatemala

Por Dialogo
dezembro 16, 2014




Delegações de militares da Conferência das Forças Armadas Centro-Americanas (CFAC) concluíram recentemente um curso integrado de treinamento da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre operações de paz.

Por quase quatro semanas, entre 3 e 27 de novembro, delegações de 11 países participaram de um programa de treinamento na Guatemala.

O curso foi realizado no Comando Regional de Treinamento de Operações de Manutenção da Paz (CREOMPAZ) em Cobán, Alta Verapaz.

O programa CFAC, designado especificamente para os países membros da organização, destacou as habilidades e o treinamento exigido pelos contingentes da ONU, observadores militares e equipes que realizam operações de paz.

Delegações de militares de Argentina, Belize, Brasil, Chile, Colômbia, República Dominicana, El Salvador, Jamaica, Nicarágua, Uruguai e Canadá participaram do curso, que terminou com quatro dias de capacitação intensa.

“A educação e o treinamento para operações internacionais e de paz sob o comando e o controle da ONU são altamente especializados”, diz o Coronel do Exército do Chile Carl Marowski, diretor do Centro Conjunto de Treinamento para Operações de Manutenção da Paz. “É imperativo treinar militares para o trabalho em ambientes operacionais complexos que são multinacionais e multidimensionais. As condições diferem muito das suas realidades nacionais socioculturais, religiosas, étnicas e geográficas.”

A CFAC é uma organização militar internacional especializada criada pelos presidentes de El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua em 12 de novembro de 1997, e integrada pela República Dominicana em 2007. Sua missão é promover um esforço permanente e sistemático de cooperação, coordenação e apoio mútuo entre as Forças Armadas para o estudo profissional de temas compartilhados; oferecer uma defesa de alto nível para ameaças contra a democracia, a paz e a liberdade; contribuir para a segurança da região; promover desenvolvimento e cooperação militares; e realizar operações humanitárias e de manutenção da paz.

O CREOMPAZ busca a certificação da ONU como uma unidade acadêmica para forças de construção da paz. O processo é similar ao de uma universidade que busca ser credenciada por um organismo acadêmico nacional.

Treinamento do CREOMPAZ e da CFAC


O CREOMPAZ oferece diversos programas de treinamento em dois modelos básicos.

Um modelo é voltado à educação para operações. Ele confere a base para as habilidades intelectuais e de conhecimento que servirão para processar a informação após o julgamento dos comandantes. Esse modelo busca “uma resposta fundamentada em face de situações complexas e imprevisíveis, de acordo com o treinamento, a ética, a moral e os códigos de conduta que eles aprenderam”, diz o coronel Marowski.

Os focos do segundo modelo são a instrução individual e o treinamento coletivo. Ele oferece técnicas, procedimentos e habilidades exigidas para uma função específica, ou seja, para tarefas operacionais da ONU.

“Isso prepara o grupo para desenvolver respostas previsíveis e mecanismos diante de situações igualmente previsíveis ou menos complexas”, diz o coronel.

Os treinamentos oferecidos pela CFAC e o CREOMPAZ se complementam.

“Nesses cursos [do CREOMPAZ], o treinamento básico de patrulhamento, prática de tiro, transmissões militares e primeiros socorros nos âmbitos do pelotão e do esquadrão é complementado pelo treinamento de ‘Soldado Básico’ proposto pela ONU”, explica o coronel do Exército da Guatemala Mario Mérida, membro da Rede Guatemalteca para a Segurança Democrática.

O treinamento prepara os oficiais militares para servirem como “observador militar da ONU, oficial de Estado-Maior da ONU, oficial de logística e finanças da ONU e instrutor da ONU”, diz o coronel Mérida. “Os cursos para oficiais e soldados também respondem às competências exigidas pelo Batalhão da Conferência das Forças Armadas Centro-Americanas (CFAC). Como parte do treinamento específico para a CFAC, o programa também inclui um curso sobre operação e manutenção de equipamentos.”

O CREOMPAZ oferece um treinamento que é útil para soldados tanto em tarefas normais como em uma missão da ONU.

O treinamento, que enfatiza “autocontrole, disciplina, integridade, liderança e trabalho em equipe, será fundamental para o sucesso da operação”, diz o coronel Marowski. “Esse conhecimento será complementado depois com educação e treinamento específico em tarefas operacionais e de mobilização da ONU (Manutenção da Paz) para desenvolver uma capacidade de interoperabilidade e integração na unidade e no país de destino da missão.”

As operações de paz da ONU beneficiam os exércitos nacionais dos soldados que as integram.

“Elas resultam em uma melhor performance operacional dentro das regulações estabelecidas pela ONU, reduzindo violações de direitos humanos e produzindo uma melhor resposta em casos de trânsito por áreas de risco em face de um encontro armado fortuito”, afirma o coronel Mérida. “Os soldados aprendem e desenvolvem as competências e habilidades exigidas, e atuam dentro das regulações determinadas pela ONU. Além disso, eles estão disponíveis para prestar apoio na resposta a desastres em nossos países, se a magnitude da catástrofe exigir.”



Delegações de militares da Conferência das Forças Armadas Centro-Americanas (CFAC) concluíram recentemente um curso integrado de treinamento da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre operações de paz.

Por quase quatro semanas, entre 3 e 27 de novembro, delegações de 11 países participaram de um programa de treinamento na Guatemala.

O curso foi realizado no Comando Regional de Treinamento de Operações de Manutenção da Paz (CREOMPAZ) em Cobán, Alta Verapaz.

O programa CFAC, designado especificamente para os países membros da organização, destacou as habilidades e o treinamento exigido pelos contingentes da ONU, observadores militares e equipes que realizam operações de paz.

Delegações de militares de Argentina, Belize, Brasil, Chile, Colômbia, República Dominicana, El Salvador, Jamaica, Nicarágua, Uruguai e Canadá participaram do curso, que terminou com quatro dias de capacitação intensa.

“A educação e o treinamento para operações internacionais e de paz sob o comando e o controle da ONU são altamente especializados”, diz o Coronel do Exército do Chile Carl Marowski, diretor do Centro Conjunto de Treinamento para Operações de Manutenção da Paz. “É imperativo treinar militares para o trabalho em ambientes operacionais complexos que são multinacionais e multidimensionais. As condições diferem muito das suas realidades nacionais socioculturais, religiosas, étnicas e geográficas.”

A CFAC é uma organização militar internacional especializada criada pelos presidentes de El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua em 12 de novembro de 1997, e integrada pela República Dominicana em 2007. Sua missão é promover um esforço permanente e sistemático de cooperação, coordenação e apoio mútuo entre as Forças Armadas para o estudo profissional de temas compartilhados; oferecer uma defesa de alto nível para ameaças contra a democracia, a paz e a liberdade; contribuir para a segurança da região; promover desenvolvimento e cooperação militares; e realizar operações humanitárias e de manutenção da paz.

O CREOMPAZ busca a certificação da ONU como uma unidade acadêmica para forças de construção da paz. O processo é similar ao de uma universidade que busca ser credenciada por um organismo acadêmico nacional.

Treinamento do CREOMPAZ e da CFAC


O CREOMPAZ oferece diversos programas de treinamento em dois modelos básicos.

Um modelo é voltado à educação para operações. Ele confere a base para as habilidades intelectuais e de conhecimento que servirão para processar a informação após o julgamento dos comandantes. Esse modelo busca “uma resposta fundamentada em face de situações complexas e imprevisíveis, de acordo com o treinamento, a ética, a moral e os códigos de conduta que eles aprenderam”, diz o coronel Marowski.

Os focos do segundo modelo são a instrução individual e o treinamento coletivo. Ele oferece técnicas, procedimentos e habilidades exigidas para uma função específica, ou seja, para tarefas operacionais da ONU.

“Isso prepara o grupo para desenvolver respostas previsíveis e mecanismos diante de situações igualmente previsíveis ou menos complexas”, diz o coronel.

Os treinamentos oferecidos pela CFAC e o CREOMPAZ se complementam.

“Nesses cursos [do CREOMPAZ], o treinamento básico de patrulhamento, prática de tiro, transmissões militares e primeiros socorros nos âmbitos do pelotão e do esquadrão é complementado pelo treinamento de ‘Soldado Básico’ proposto pela ONU”, explica o coronel do Exército da Guatemala Mario Mérida, membro da Rede Guatemalteca para a Segurança Democrática.

O treinamento prepara os oficiais militares para servirem como “observador militar da ONU, oficial de Estado-Maior da ONU, oficial de logística e finanças da ONU e instrutor da ONU”, diz o coronel Mérida. “Os cursos para oficiais e soldados também respondem às competências exigidas pelo Batalhão da Conferência das Forças Armadas Centro-Americanas (CFAC). Como parte do treinamento específico para a CFAC, o programa também inclui um curso sobre operação e manutenção de equipamentos.”

O CREOMPAZ oferece um treinamento que é útil para soldados tanto em tarefas normais como em uma missão da ONU.

O treinamento, que enfatiza “autocontrole, disciplina, integridade, liderança e trabalho em equipe, será fundamental para o sucesso da operação”, diz o coronel Marowski. “Esse conhecimento será complementado depois com educação e treinamento específico em tarefas operacionais e de mobilização da ONU (Manutenção da Paz) para desenvolver uma capacidade de interoperabilidade e integração na unidade e no país de destino da missão.”

As operações de paz da ONU beneficiam os exércitos nacionais dos soldados que as integram.

“Elas resultam em uma melhor performance operacional dentro das regulações estabelecidas pela ONU, reduzindo violações de direitos humanos e produzindo uma melhor resposta em casos de trânsito por áreas de risco em face de um encontro armado fortuito”, afirma o coronel Mérida. “Os soldados aprendem e desenvolvem as competências e habilidades exigidas, e atuam dentro das regulações determinadas pela ONU. Além disso, eles estão disponíveis para prestar apoio na resposta a desastres em nossos países, se a magnitude da catástrofe exigir.”
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