Ministro do Interior do Equador afirma que o país é utilizado como rota de passagem de drogas

Por Dialogo
maio 25, 2012

O Equador continua sendo um lugar de passagem de droga e um intermediário para a venda, mas os volumes de negociação diferem dos de seus vizinhos Colômbia e Peru, disse o ministro do Interior, José Serrano, em uma entrevista publicada no dia 22 de maio.

“O país não tem plantação de droga”. “Isso faz com que a situação do Equador seja diferente da dos nossos vizinhos e é usado como uma passagem para a intermediação e venda,” disse Serrano para o jornal equatoriano El Comercio.

Com relação aos volumes negociados na Colômbia e Peru, “as diferenças são consideráveis,”, porque nesses países “se comercializa maior quantidade de droga do que se vende” nos mercados internacionais, acrescentou.

O político disse que “uma coisa é o Equador ser um país de passagem e outra é ser usado como ponto de negociação” e reforçou que o território equatoriano “é usado como trânsito” de entorpecentes com o apoio das quadrilhas locais.

“A droga é comercializada no país de maneira intermediária. “Existe um emissor, ou seja, essa droga vem do sul (Peru) ou norte (Colômbia) e, obviamente, vai para o México. Com base nesse critério, podemos investigar, aprender sobre os vínculos e desarticular as quadrilhas intermediárias”, disse ele.

Setores de oposição voltaram a criticar a política antidrogas do governo de Rafael Correa após a queda de um pequeno avião suspeito de tráfico de drogas, em 13 de maio passado, na província de Manabí (Costa do Pacífico).

No acidente morreram dois mexicanos e no local foram encontrados 1,3 milhões de dólares, que segundo Serrano seriam usados para comprar drogas ou em uma operação de lavagem.

Diante dos questionamentos, Correa negou que o tráfico de droga esteja transbordando no seu país, mas observou que “seria uma demagogia irresponsável dizer que no Equador não funcionam cartéis de drogas como em toda a América Latina”.

Entre janeiro e abril passado, o Equador apreendeu 12 toneladas de drogas, principalmente cocaína. As apreensões de entorpecentes chegaram a 26 toneladas em 2011, frente a 18 no ano de 2010 e o recorde de 68 toneladas em 2009.





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