Equador, EE.UU. e México trabalham para desarticular rede de tráfico de cocaína

Ecuador Works With U.S. and Mexico to Foil Cocaine Smuggling Network

Por Dialogo
maio 16, 2013



QUITO — Autoridades do Equador desarticularam uma importante rede de produção e contrabando de cocaína que tinha ligações com o cartel de drogas mexicano de Sinaloa, segundo representantes do governo. A ação policial, batizada de Operação “Aluvión”, foi realizada nos dias 6 e 7 de maio na cidade portuária de Guayaquil e em Santa Rosa e Machala, na província de El Oro.
“O chefe da organização foi preso e é o elo com os cartéis de drogas de outros países”, detalhou o ministro do Interior, José Serrano. Ele e o general Rodrigo Suárez, comandante da polícia, disseram, em uma coletiva de imprensa em 7 de maio, que as prisões incluíram quatro cidadãos mexicanos e cinco equatorianos. Os detidos fariam parte de uma organização criminosa internacional que envia grandes quantidades de drogas do Equador para o México por via marítima.
A Operação Aluvión começou em 18 de abril, quando um telefonema alertou o Departamento Nacional Antidrogas do Equador e a Unidade de Pesquisa Antidrogas sobre o plano de transporte de quatro toneladas de cocaína ao país centro-americano em um iate.
“As drogas estavam escondidas no fundo de um iate chamado 'Green Onion' [Cebola Verde], que tinha uma bandeira mexicana e seguia através de águas equatorianas próximo das Ilhas Galápagos”, afirmaram as autoridades equatorianas. Segundo as autoridades, não foi possível alcançar o Green Onion antes de sua entrada em águas internacionais, por isso a Guarda Costeira dos Estados Unidos foi notificada por meio do Departamento Antidrogas dos EE.UU.
Ao perceber que haviam sido localizados pelo Steadfast, cúter da Guarda Costeira dos EE.UU., os três traficantes, todos mexicanos, incendiaram o iate e se jogaram no mar. A captura ocorreu a 542 km de Cabo San Lucas, no México, segundo autoridades. A mesma inteligência que levou ao Green Onion alertou as autoridades equatorianas para as operações em terra.
Em 6 de maio, três unidades da força especial antinarcóticos atacaram a fazenda de plantação de bananas San José, em La Tembladera, na província de El Oro. No local, encontraram um guarda armado com 453 kg de cocaína e mais de US$ 276.000 (R$ 552.000) em espécie. O gerente da propriedade era um cidadão mexicano.
Em 7 de maio, a polícia invadiu várias casas pertencentes a membros de gangues na cidade de Machala. As investigações ainda não apontaram qual laboratório produzia as drogas, pois a fazenda era usada principalmente para estocagem e distribuição.
Os integrantes de gangues capturados nas províncias de Guayas e El Oro estão diretamente ligados ao iate Green Onion, segundo Serrano.
Os serviços de inteligência do Equador vinham monitorando o líder mexicano do grupo, Manuel de Jesús Acosta Alvarado, em suas residências em Machala e Santa Rosa, e estabeleceram suas ligações com o Cartel de Sinaloa, liderado pelo fugitivo Joaquín “El Chapo” Guzmán.
Acosta Alvarado entrou no Equador em janeiro e atuava em várias cidades ao longo da região litorânea, disse Serrano, ao estimar que a Operação Aluvión evitou que 400 milhões de doses de cocaína chegassem aos consumidores.
Desde o início deste ano, as autoridades equatorianas apreenderam 14,5 t de substâncias ilegais, informou Serrano.
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