Encontrado no Equador US$ 1,3 milhão em uma pequena aeronave supostamente da máfia mexicana

Por Dialogo
maio 17, 2012

Pelo menos US$ 1,3 milhão foi encontrado em uma aeronave que se acidentou em 13 de maio no oeste do Equador, causando a morte de dois tripulantes mexicanos que realizavam uma operação para o narcotráfico, informou a Polícia no dia 15 de maio.

“É uma quantia de mais ou menos US$ 1,3 milhão”, disse à AFP o Coronel Ulises Parreño, chefe da Polícia na localidade de Pedernales, em cujas imediações ocorreu o sinistro.

O oficial informou que os pacotes com as cédulas foram encontrados pela Polícia quando esta inspecionava o local onde caiu a aeronave, um setor rural da província de Manabí (sobre a costa do Pacífico).

No entanto, o presidente Rafael Correa informou à imprensa que “muito provavelmente trata-se de um cartel de drogas” envolvido no caso, acrescentando que ele “seria um irresponsável demagogo se negasse que no Equador funcionam cartéis de drogas, como em toda a América Latina”.

“O que posso dizer, na verdade, é que funcionam muito menos (no Equador) do que em outros países da América Latina e que decidimos com convicção combater esta pandemia mundial”, acrescentou.

O governante enfatizou: o Equador “está situado entre os dois países maiores produtores de drogas do mundo, a Colômbia e o Peru, e apesar disto não temos cultivos de drogas. Cuidamos muito bem de nosso espaço aéreo e terrestre, mas eventualmente uma aeronave pode se infiltrar em nosso país”.

Segundo o ministro do Interior, José Serrano, esta quantia serviria, ao que tudo indica, para uma operação de lavagem de dinheiro ou para pagar um carregamento de drogas, pois “estas pequenas aeronaves geralmente são utilizadas com este objetivo”. No aparelho – de licença mexicana – não havia entorpecentes.

A aeronave, que não tinha permissão de voo da autoridade equatoriana, chocou-se contra uma colina causando a morte do piloto e do copiloto, ambos mexicanos, e cujos restos foram trasladados na terça-feira para Quito, para repatriação.

De acordo com as autoridades, o avião viajava sem luzes e em baixa altitude, provavelmente para não ser detectado pelos radares equatorianos.

Pelo menos dois outros casos de narcotráfico envolvendo aeronaves de bandeira mexicana foram registrados no Equador nos últimos nove anos.

Em outubro de 2003, a Polícia encontrou uma aeronave com 400 quilos de cocaína em Portoviejo (sudoeste), em um caso que envolveu um ex-governador equatoriano, e em outubro de 2007 foram apreendidas 3,7 toneladas dessa droga na província de Esmeraldas (noroeste) antes de serem embarcadas em outro aparelho.

Esta última aeronave decolou sem permissão e foi interceptada no México, onde as autoridades detectaram rastros do contrabando e detiveram um piloto.



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