“Pichi” é capturado no Panamá

Por Dialogo
fevereiro 12, 2013


A Polícia deteve no Panamá, no dia 10 de fevereiro, o colombiano Edinson Rodolfo Rojas, vulgo “Pichi”, líder da quadrilha criminosa “La Oficina de Envigado”, supostamente envolvido no assassinato de 11 pessoas no ano passado, entre elas policiais antinarcóticos, informou a instituição panamenha.

Rojas, de 39 anos, foi detido depois da operação de perseguição e vigilância Delta 13 da Direção Nacional de Informação Policial, que possibilitou sua captura na comunidade de Brisas del Golfo, no populoso distrito de San Miguelito, nas cercanias da capital panamenha.

“Congratulações à Polícia pela captura, no Panamá, do indivíduo de codinome Pichi, sucessor de Sebastián na Oficina de Envigado”, publicou o presidente colombiano Juan Manuel Santos no Twitter após tomar conhecimento da notícia.

“Agradeço ao presidente Ricardo Martinelli e às autoridades panamenhas por sua ajuda”, acrescentou Santos.

A Direção Antinarcóticos da Colômbia também participou desta operação para deter o suposto sucessor de “Sebastián” e “Valenciano”.

A captura ocorreu através de diversas informações de inteligência de ambos os países, segundo a Polícia panamenha.

Segundo a polícia colombiana, “Pichi” é o líder do grupo “La Oficina de Envigado”, uma quadrilha criminosa ligada ao narcotráfico que opera no estado de Antióquia, e mentor intelectual da atual situação de violência em Medellín.

Ele é ainda vinculado ao massacre de Envigado, povoado rural colombiano em Antióquia, onde nove pessoas foram assassinadas no dia 31 de dezembro passado, ao que tudo indica, durante uma disputa entre membros de grupos a serviço do narcotráfico, segundo afirmações da polícia da Colômbia no Twitter, depois de sua captura.

Rojas também é associado à morte, em julho de 2012, de dois policiais antinarcóticos em Medellín, da qual fora o mentor intelectual, segundo a polícia colombiana.

Rojas será expulso do Panamá para a Colômbia, visto que entre os dois países não existe um tratado de extradição.

A Polícia colombiana havia oferecido uma recompensa de US$ 11 mil por informações que levassem aos autores do massacre de Envigado.



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