República Dominicana apreendeu volume histórico de cocaína em 2013

Por Dialogo
janeiro 08, 2014




SANTO DOMINGO, República Dominicana – Autoridades dominicanas incineraram mais de 11 toneladas métricas de narcóticos em 2013, incluindo um volume recorde de cocaína, o que o procurador-geral avaliou como o resultado de uma melhor coordenação entre agências que combatem o crescente contrabando de droga através dos países caribenhos.
Com o confisco de 10 toneladas métricas da droga, o país bateu seu próprio recorde de apreensões de 2012, que foi de cerca de 9 t.
Segundo o procurador-geral dominicano, Francisco Domínguez Brito, 2013 foi marcado pelo trabalho de várias instituições policiais e agências antidrogas do país.
“Conseguimos fortalecer a coordenação em todas as questões, em investigações e condenações, o que nos permitiu desferir golpes contra o tráfico e o comércio de drogas, assim como a lavagem de dinheiro”, afirmou Brito em nota.
Em 30 de dezembro, o gabinete de Brito anunciou a última das 52 incinerações controladas de drogas ilícitas do ano. O Instituto Nacional de Ciências Forenses (INACIF) afirma que registrou o confisco e a destruição de 11,2 toneladas métricas de drogas ilegais. Desse total, 88% – ou 9,875 toneladas métricas – eram cocaína, e o restante, maconha e crack.
As incinerações semanais do ano foram concluídas em 28 de dezembro, de acordo com o INACIF. As apreensões de 2013 marcaram outro ano recordista em apreensões para as agências dominicanas de segurança.
Em 2012, os agentes confiscaram pouco mais de 10 toneladas métricas de drogas ilegais, das quais quase 9 t eram cocaína. Em 2011, as autoridades apreenderam 6,7 toneladas métricas de cocaína, ante 4,85 toneladas métricas em 2010.
O aumento contínuo nas apreensões nos últimos anos é um sinal de que os narcotraficantes usam cada vez mais o litoral dominicano para enviar cocaína sul-americana a mercados nos Estados Unidos e na Europa. Autoridades alertam que os conflitos entre organizações criminosas e autoridades na América Central e no México estão direcionando mais contrabandistas ao Caribe, que já foi uma rota de trânsito popular, mas tinha sido quase totalmente abandonado há alguns anos.
A República Dominicana continua sendo o maior ponto de transbordo no Caribe, segundo a Agência Antidrogas dos Estados Unidos, que presta assistência a agências antidrogas dominicanas.
Enquanto os dominicanos praticamente eliminaram o uso de pequenas aeronaves de transporte de drogas – que lançavam cocaína regularmente nos litorais e campos –, os narcotraficantes se voltaram para as rotas marítimas. Lanchas e pequenos barcos de pesca foram encontrados transportando grandes cargas de drogas da América do Sul.
Em outubro, autoridades realizaram uma operação em Punta Salina, próximo à cidade de Baní, no sudeste do país, apreendendo 1.110 kg de cocaína. Na mesma área, em março, agentes descobriram uma operação de contrabando e confiscaram, na Baía de Ocoa, 1.860 kg da droga que tinham sido enviados da Colômbia via Venezuela por lancha.
Na mesma baía, em maio, foi descoberta uma carga de 1.500 kg e a polícia deteve um dominicano supostamente envolvido na operação.
Além disso, autoridades dominicanas encontraram provas de que cartéis de drogas mexicanos estão usando o país como uma espécie de base logística regional, ou depósito, para armazenar e movimentar cocaína.
Em setembro, autoridades descobriram e desmantelaram pela primeira vez um laboratório de processamento de cocaína em uma fazenda a oeste da capital, Santo Domingo. Junto com os equipamentos para processar a droga, foram apreendidos 230 kg de cocaína, segundo a polícia.
Analistas veem essas evidências como um outro sinal preocupante de que elementos criminosos internacionais estão se estabelecendo no país. Brito diz que, por essa razão, continua sendo importante que o Escritório Nacional de Controle de Drogas, o Ministério da Defesa, a polícia e os promotores realizem atividades coordenadas.
“Continuaremos trabalhando juntos sob uma estratégia conjunta. Já dissemos que, em nenhuma circunstância, permitiremos que os barões das drogas e grupos do crime organizado operem impunes em nosso território”, ressaltou Brito. “Seremos consistentes nesse aspecto.”
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