Polícia da República Dominicana usa informações de inteligência para desarticular dois grupos de narcotraficantes

Dominican Republic police use intelligence to dismantle two drug trafficking groups

Por Dialogo
outubro 09, 2014



Vários meses de investigações e trabalho de inteligência da Direção Nacional de Controle de Drogas (DNCD) da República Dominicana resultaram em setembro em uma série de prisões que desmantelaram duas organizações de tráfico de drogas.
Agentes da DNCD e autoridades do Ministério Público prenderam Santos Piantini Ramos, de 54 anos, e Carlos Manuel Martínez Vizcaíno, 58 – supostos líderes de quadrilhas que recrutavam jovens transportadores, conhecidos como “mulas”, para levarem cocaína e substâncias ilícitas.
As operações desbarataram grupos perigosos que colocam jovens habitantes da República Dominicana em risco – e mostram o alcance e as habilidades dos agentes da DNCD.

Ramos e Martínez Vizcaíno recrutavam jovens para transportarem drogas

Agentes de segurança dominicanos coletaram informações de inteligência detalhadas sobre os indivíduos. Por exemplo, eles fotografaram Ramos, conhecido como “Máximo”, em diversas províncias onde seu grupo operava. Ao longo da investigação, eles construíram uma imagem detalhada sobre como as organizações criminosas trabalhavam.
As gangues supostamente recrutavam jovens – homens e mulheres, incluindo adolescentes – para transportarem drogas, pagando entre US$ 700 e US$ 5.000 por viagem. Para contrabandear as substâncias, as mulas podiam tentar engoli-las, atá-las ao corpo ou carregá-las em maletas com fundo falso. Se uma mula pudesse levar uma grande quantidade de drogas em seu estômago, os homens de Martínez Vizcaíno a chamavam de “bom comedor”. A mula que chegava de outro país era conhecida como “artista”.
Os grupos também usavam outros códigos para evitar serem pêgos pela polícia. Eles usavam a palavra “livrinho” para se referir a passaporte, por exemplo. A cidade de Nova York era conhecida como “as torres”. Já cocaína e heroína eram chamadas de “o restaurante” e “o chequinho”.
Esses velhos truques não driblaram as forças de segurança dominicanas.
“O método de usar mulas para traficar drogas não é novo. É muito antigo”, diz Daniel Matul Romero, analista de segurança da Universidade da Costa Rica. “E é cada vez mais difícil usar esse método devido aos altos níveis de controle utilizados nos aeroportos.”

Rotas comuns

Martínez Vizcaíno, conhecido como “El Viejo”, tinha uma estratégia comum para traficar drogas para a República Dominicana – e de lá para o resto do mundo.
Ele pagava as mulas jovens recrutadas por um suposto membro do grupo chamado Miguel Alexis Martínez Morrobel, também conhecido como “Derlin” e “El Flaco”. As mulas de Derlin viajavam para a Colômbia, o Peru e a Venezuela, geralmente por uma ou duas semanas, e recebiam drogas para trazerem de volta à República Dominicana. De lá, El Viejo enviava então diversas mulas para distribuírem as drogas no destino final – quase sempre Estados Unidos ou Europa.
Agentes da DNCD capturaram El Viejo na região de Venta de Herrera em 14 de agosto. E prenderam Derlin no mesmo dia. Máximo foi detido em 7 de setembro, quando dirigia rumo ao aeroporto de Punta Cana. Os agentes também prenderam um dos passageiros, Pedro Celestino Richardson, que supostamente levava 75 pequenos pacotes de cocaína.

Traficantes exploram pessoas que estão desesperadas financeiramente

Organizações do narcotráfico muitas vezes recrutam pessoas que estão passando por sérias dificuldades financeiras para trabalharem como mulas. Levar drogas dentro do corpo é perigoso e pode inclusive causar a morte se o pacote abrir em seu interior.
Ciente de que os grupos de narcotraficantes utilizam mulas dispostas a levar heroína e cocaína dentro do corpo, a DNCD monitora aeroportos para detectá-las.
Em 25 de maio, por exemplo, um grupo de agentes da DNCD prendeu o engenheiro eletricista Carlos Leandro Colón Arias no Aeroporto Internacional Las Americas (AILA).
Colón Arias foi detido depois que desembarcou de um voo procedente da Colômbia. Após interrogá-lo, os agentes o levaram para o Hospital Central das Forças Armadas, onde os médicos realizaram uma laparotomia exploratória e encontraram 27 pequenos pacotes contendo 770 gramas de heroína líquida dentro do estômago do suspeito.
Em 17 de maio, agentes da DNCD no AILA detiveram Johnny Omar Sánchez Girón, conhecido como “Moreno”, quando ele tentava partir rumo a Nova York com 34 pacotes pequenos de cocaína no estômago. Eles haviam seguido Sánchez Girón por diversos meses enquanto ele trabalhava como mula para o grupo de El Viejo, fazendo várias viagens à Colômbia. Máximo foi preso em 7 de setembro, quando dirigia rumo ao aeroporto de Punta Cana.
“A desarticulação dessas células e a prisão de seus líderes são um sinal do sucesso do trabalho da polícia contra os grupos criminosos internacionais”, diz Matul Romero. “Os controles das autoridades estão mais difíceis de burlar.”
Isso é uma coisa muito boa para a República Dominicana. Obrigado. Acho muito bom, mas eu acredito que é necessário um pouco mais. A DNCD não consegue nada colocando-o na prisão, quantos foram condenados e por quantos anos, vamos parar de nos enganar aqui para poder fazer direito, o que aconteceu com a Mulata Segunda em Sabnete de Jasika, deixe em paz
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