Costa Rica e Panamá cooperam na luta contra o crime ao longo da fronteira dos dois países

Costa Rica and Panama Cooperate to Fight Crime Along Shared Border

Por Dialogo
março 30, 2015




Forças de Segurança panamenhas e costa-riquenhas estão compartilhando inteligência, tecnologia e treinamento para combater o crime ao longo da fronteira dos dois países.

A cooperação segue um acordo de entendimento assinado em 12 de fevereiro pelo ministro da Segurança do Panamá, Rodolfo Aguilera, e seu colega costa-riquenho, Luis Gustavo Mata Vega, durante a reunião binacional de segurança na província de Bocas del Toro, no Panamá.

O objetivo do esforço conjunto é reprimir grupos do crime organizado que transportam drogas e vários tipos de contrabando, além de se envolver em outras atividades criminosas, como o tráfico de pessoas.

“A ideia é controlar as rotas migratórias dos criminosos", disse Aguilera durante a reunião de segurança binacional.

Compartilhando informações e recursos


Compartilhar informações é um componente fundamental do esforço binacional. Forças de segurança dos dois países estão compartilhando informações sobre supostos criminosos a partir de seus bancos de dados. Até meados de 2015, os dois países planejam estabelecer uma força-tarefa conjunta para combater o narcotráfico e outros crimes.

Ambos os países estão lutando contra as mesmas atividades criminosas. Aguilera destacou o narcotráfico, o contrabando de mercadorias na zona de Livre Comércio de Colón, o comércio ilegal de produtos agropecuários em ambos os lados da fronteira e o contrabando de armas como questões comuns que merecem uma atenção imediata.

Nenhum dos países possui um Exército ativo. Em termos de segurança pública, a Costa Rica se vale principalmente de sua Força de Segurança Pública, subordinada ao Ministério da Segurança Pública. Já as Forças Púbicas do Panamá – que incluem a Polícia Nacional, o Serviço Nacional Aeronaval e o Serviço Nacional de Fronteiras – são responsáveis pela segurança naquele país.

Desde 1º de janeiro, autoridades de segurança do Panamá apreenderam 10,4 toneladas de drogas na região de fronteira e em todo o país. Em 2014, foram confiscadas 39 t de drogas; entre 2009 e 2014, foram apreendidas 209 t de drogas, cuja maior parte seria enviada para os Estados Unidos. A Polícia Nacional do Panamá também apreendeu 342 armas de fogo que não tinham as permissões necessárias.

“Existe um mercado negro paralelo ao mercado de repasse de armas de segunda mão, o que vemos com preocupação e devemos atacar o quanto antes nesta fronteira”, disse Aguilera, assegurando que os dois países estão trabalhando para trocar informações sobre a documentação de armas que são transportadas pela fronteira.

As autoridades planejam construir um posto de segurança binacional em Paso Canoas, uma cidade internacional compartilhada pela província de Chiriquí, no oeste do Panamá, e pela província de Puntarenas, na Costa Rica. A ideia é reproduzir a experiência positiva obtida pelo Panamá na fronteira com a Colômbia, onde desde 2014 autoridades panamenhas e colombianas compartilham um posto de vigilância na localidade colombiana de La Unión.

Desenvolvimento abrangente em Paso Canoas


Além do trabalho conjunto para melhorar a segurança na região de fronteira, os dois países traçam estratégias para estimular o desenvolvimento integral em Paso Canoas e oferecer oportunidades econômicas à população civil. Autoridades da Costa Rica e do Panamá pretendem se reunir nos próximos meses para formular um plano estratégico de desenvolvimento da área.

Representantes de Aduanas, Migração e Polícia da Costa Rica, além da Corporação Andina de Fomento, vão participar da reunião, segundo Aguilera.

“É um trabalho árduo de redesenho que definitivamente não podemos fazer sozinhos”, disse.

Mata Vega disse esperar que o esforço binacional leve a políticas claras e específicas que ajudem na cooperação eficiente da Costa Rica e do Panamá na luta contra o crime organizado.



Forças de Segurança panamenhas e costa-riquenhas estão compartilhando inteligência, tecnologia e treinamento para combater o crime ao longo da fronteira dos dois países.

A cooperação segue um acordo de entendimento assinado em 12 de fevereiro pelo ministro da Segurança do Panamá, Rodolfo Aguilera, e seu colega costa-riquenho, Luis Gustavo Mata Vega, durante a reunião binacional de segurança na província de Bocas del Toro, no Panamá.

O objetivo do esforço conjunto é reprimir grupos do crime organizado que transportam drogas e vários tipos de contrabando, além de se envolver em outras atividades criminosas, como o tráfico de pessoas.

“A ideia é controlar as rotas migratórias dos criminosos", disse Aguilera durante a reunião de segurança binacional.

Compartilhando informações e recursos


Compartilhar informações é um componente fundamental do esforço binacional. Forças de segurança dos dois países estão compartilhando informações sobre supostos criminosos a partir de seus bancos de dados. Até meados de 2015, os dois países planejam estabelecer uma força-tarefa conjunta para combater o narcotráfico e outros crimes.

Ambos os países estão lutando contra as mesmas atividades criminosas. Aguilera destacou o narcotráfico, o contrabando de mercadorias na zona de Livre Comércio de Colón, o comércio ilegal de produtos agropecuários em ambos os lados da fronteira e o contrabando de armas como questões comuns que merecem uma atenção imediata.

Nenhum dos países possui um Exército ativo. Em termos de segurança pública, a Costa Rica se vale principalmente de sua Força de Segurança Pública, subordinada ao Ministério da Segurança Pública. Já as Forças Púbicas do Panamá – que incluem a Polícia Nacional, o Serviço Nacional Aeronaval e o Serviço Nacional de Fronteiras – são responsáveis pela segurança naquele país.

Desde 1º de janeiro, autoridades de segurança do Panamá apreenderam 10,4 toneladas de drogas na região de fronteira e em todo o país. Em 2014, foram confiscadas 39 t de drogas; entre 2009 e 2014, foram apreendidas 209 t de drogas, cuja maior parte seria enviada para os Estados Unidos. A Polícia Nacional do Panamá também apreendeu 342 armas de fogo que não tinham as permissões necessárias.

“Existe um mercado negro paralelo ao mercado de repasse de armas de segunda mão, o que vemos com preocupação e devemos atacar o quanto antes nesta fronteira”, disse Aguilera, assegurando que os dois países estão trabalhando para trocar informações sobre a documentação de armas que são transportadas pela fronteira.

As autoridades planejam construir um posto de segurança binacional em Paso Canoas, uma cidade internacional compartilhada pela província de Chiriquí, no oeste do Panamá, e pela província de Puntarenas, na Costa Rica. A ideia é reproduzir a experiência positiva obtida pelo Panamá na fronteira com a Colômbia, onde desde 2014 autoridades panamenhas e colombianas compartilham um posto de vigilância na localidade colombiana de La Unión.

Desenvolvimento abrangente em Paso Canoas


Além do trabalho conjunto para melhorar a segurança na região de fronteira, os dois países traçam estratégias para estimular o desenvolvimento integral em Paso Canoas e oferecer oportunidades econômicas à população civil. Autoridades da Costa Rica e do Panamá pretendem se reunir nos próximos meses para formular um plano estratégico de desenvolvimento da área.

Representantes de Aduanas, Migração e Polícia da Costa Rica, além da Corporação Andina de Fomento, vão participar da reunião, segundo Aguilera.

“É um trabalho árduo de redesenho que definitivamente não podemos fazer sozinhos”, disse.

Mata Vega disse esperar que o esforço binacional leve a políticas claras e específicas que ajudem na cooperação eficiente da Costa Rica e do Panamá na luta contra o crime organizado.
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