Costa Rica e Panamá lançam trabalho conjunto contra o crime organizado

Costa Rica and Panama Agree to Work Together against Organized Crime

Por Dialogo
maio 04, 2015





A Costa Rica e o Panamá, implementando um acordo firmado pelos dois países em fevereiro, trabalham em conjunto na luta contra o crime organizado e o narcotráfico ao longo dos 330 quilômetros de fronteira comum.

Autoridades de segurança de ambos os países criaram uma força-tarefa conjunta como parte de um amplo esforço para melhorar a segurança na região. Como nenhum dos dois países tem exército, suas forças policiais estão aprimorando a capacidade por meio da cooperação, uma estratégia definida em um encontro anterior, realizado na cidade panamenha de Bocas del Toro. A cooperação envolve a troca de informação e o desenvolvimento de uma força conjunta na fronteira, disseram o ministro de Segurança Pública da Costa Rica, Gustavo Mata, e o diretor da Força Pública, Juan José Andrade, a Diálogo
.

Troca de informação


A troca de informação é um componente essencial do esforço conjunto. Conforme o acordo, as forças de segurança da Costa Rica e do Panamá compartilham inteligência, dados e comunicações de rádio da polícia em tempo real.

“Não é segredo que a Costa Rica e o Panamá são zonas de passagem, por via terrestre e marítima [para os narcotraficantes]”, disse Mata, ex vice-diretor do Organismo de Investigações Judiciais (OIJ) – ou Polícia Judiciária. Há anos, narcotraficantes e outros criminosos que operam na fronteira entre Costa Rica e Panamá escapam da captura simplesmente atravessando de um país a outro. A troca de informações ajudará os policiais a identificar fugitivos e a rastrear seus movimentos.

Reuniões de acompanhamento estão previstas


Uma reunião bilateral está marcada para setembro, quando representantes da Costa Rica e do Panamá discutirão os resultados dos esforços bilaterais.

O encontro de setembro faz parte de uma série de reuniões de acompanhamento agendadas pelos representantes dos dois países, disse Andrade em uma outra entrevista a Diálogo.
As reuniões serão realizadas a cada seis meses, alternando-se entre os dois países. A primeira estava prevista para abril na cidade de Ciudad Neily, na fronteira sul da Costa Rica, para definir questões relacionadas a controle de fronteiras, troca de informação, compartilhamento de inteligência e ação combinada em terra.

O ministro hondurenho da Segurança, General Julián Pacheco, estava entre as autoridades que discutiram esses temas na reunião bilateral de fevereiro. Vários analistas de segurança da Colômbia, incluindo o General Rosso José Serrano, ex-Chefe da Polícia Nacional Colombiana, também participaram do encontro.

Pacheco – ex-chefe do Escritório de Informação Estratégica das Forças Armadas e do Escritório de Inteligência e Investigação do Estado – organizou um encontro regional realizado em março em Honduras. Além de autoridades centro-americanas, chilenas, colombianas e equatorianas, participaram oficiais dos EUA, incluindo o Almirante de Esquadra do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA John Kelly, comandante do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), e autoridades da Agência Antidrogas dos EUA (DEA) e da Agência Federal de Investigação (FBI).

Pacto conjunto entre Costa Rica e EUA dá resultado


A cooperação entre a Costa Rica e os Estados Unidos levou a uma série de importantes apreensões. Em outubro de 1999, os dois países concordaram em realizar patrulhas marítimas conjuntas. Esse acordo bilateral possibilitou um importante número de apreensões de drogas pelas equipes das Guardas Costeiras dos EUA e da Costa Rica em ações coordenadas.

Em 2014, autoridades policiais da Costa Rica confiscaram cerca de 22 toneladas de cocaína e quase US$ 7,3 milhões em dinheiro. Entre 1º de janeiro e 9 de abril, forças de segurança da Costa Rica confiscaram cerca de 3 toneladas de cocaína. A maior parte da droga foi interceptada no mar e no posto costa-riquenho de Peñas Blancas, na fronteira norte, cerca de 310 km a noroeste da capital San José.

Como parte da cooperação, Mata prepara uma visita às instalações da Patrulha Fronteiriça dos EUA no Texas.

“[Os EUA] também estão nos ajudando a formar a Polícia de Fronteira”, diz Mata. “[A ideia] é ir lá e aprender como a polícia fronteiriça trabalha no Texas, replicar o modelo de fronteira que os EUA têm com o México, porque, além da equipe que a Patrulha Fronteiriça usa, ela tem um equipamento de alta tecnologia – como drones e câmeras – com o qual o governo dos EUA também estaria disposto a nos ajudar.”




A Costa Rica e o Panamá, implementando um acordo firmado pelos dois países em fevereiro, trabalham em conjunto na luta contra o crime organizado e o narcotráfico ao longo dos 330 quilômetros de fronteira comum.

Autoridades de segurança de ambos os países criaram uma força-tarefa conjunta como parte de um amplo esforço para melhorar a segurança na região. Como nenhum dos dois países tem exército, suas forças policiais estão aprimorando a capacidade por meio da cooperação, uma estratégia definida em um encontro anterior, realizado na cidade panamenha de Bocas del Toro. A cooperação envolve a troca de informação e o desenvolvimento de uma força conjunta na fronteira, disseram o ministro de Segurança Pública da Costa Rica, Gustavo Mata, e o diretor da Força Pública, Juan José Andrade, a Diálogo
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Troca de informação


A troca de informação é um componente essencial do esforço conjunto. Conforme o acordo, as forças de segurança da Costa Rica e do Panamá compartilham inteligência, dados e comunicações de rádio da polícia em tempo real.

“Não é segredo que a Costa Rica e o Panamá são zonas de passagem, por via terrestre e marítima [para os narcotraficantes]”, disse Mata, ex vice-diretor do Organismo de Investigações Judiciais (OIJ) – ou Polícia Judiciária. Há anos, narcotraficantes e outros criminosos que operam na fronteira entre Costa Rica e Panamá escapam da captura simplesmente atravessando de um país a outro. A troca de informações ajudará os policiais a identificar fugitivos e a rastrear seus movimentos.

Reuniões de acompanhamento estão previstas


Uma reunião bilateral está marcada para setembro, quando representantes da Costa Rica e do Panamá discutirão os resultados dos esforços bilaterais.

O encontro de setembro faz parte de uma série de reuniões de acompanhamento agendadas pelos representantes dos dois países, disse Andrade em uma outra entrevista a Diálogo.
As reuniões serão realizadas a cada seis meses, alternando-se entre os dois países. A primeira estava prevista para abril na cidade de Ciudad Neily, na fronteira sul da Costa Rica, para definir questões relacionadas a controle de fronteiras, troca de informação, compartilhamento de inteligência e ação combinada em terra.

O ministro hondurenho da Segurança, General Julián Pacheco, estava entre as autoridades que discutiram esses temas na reunião bilateral de fevereiro. Vários analistas de segurança da Colômbia, incluindo o General Rosso José Serrano, ex-Chefe da Polícia Nacional Colombiana, também participaram do encontro.

Pacheco – ex-chefe do Escritório de Informação Estratégica das Forças Armadas e do Escritório de Inteligência e Investigação do Estado – organizou um encontro regional realizado em março em Honduras. Além de autoridades centro-americanas, chilenas, colombianas e equatorianas, participaram oficiais dos EUA, incluindo o Almirante de Esquadra do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA John Kelly, comandante do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), e autoridades da Agência Antidrogas dos EUA (DEA) e da Agência Federal de Investigação (FBI).

Pacto conjunto entre Costa Rica e EUA dá resultado


A cooperação entre a Costa Rica e os Estados Unidos levou a uma série de importantes apreensões. Em outubro de 1999, os dois países concordaram em realizar patrulhas marítimas conjuntas. Esse acordo bilateral possibilitou um importante número de apreensões de drogas pelas equipes das Guardas Costeiras dos EUA e da Costa Rica em ações coordenadas.

Em 2014, autoridades policiais da Costa Rica confiscaram cerca de 22 toneladas de cocaína e quase US$ 7,3 milhões em dinheiro. Entre 1º de janeiro e 9 de abril, forças de segurança da Costa Rica confiscaram cerca de 3 toneladas de cocaína. A maior parte da droga foi interceptada no mar e no posto costa-riquenho de Peñas Blancas, na fronteira norte, cerca de 310 km a noroeste da capital San José.

Como parte da cooperação, Mata prepara uma visita às instalações da Patrulha Fronteiriça dos EUA no Texas.

“[Os EUA] também estão nos ajudando a formar a Polícia de Fronteira”, diz Mata. “[A ideia] é ir lá e aprender como a polícia fronteiriça trabalha no Texas, replicar o modelo de fronteira que os EUA têm com o México, porque, além da equipe que a Patrulha Fronteiriça usa, ela tem um equipamento de alta tecnologia – como drones e câmeras – com o qual o governo dos EUA também estaria disposto a nos ajudar.”
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