O Panamá e os Estados Unidos têm reforçado sua parceria de longa data em matéria de segurança, um esforço cooperativo essencial para combater ameaças regionais. Essa colaboração foi destacada no início de agosto, durante uma cerimônia de doação entre o General de Brigada Phil J. Ryan, comandante do Exército dos EUA, Sul, e Juan Carlos Rodríguez, secretário-geral do Ministério da Segurança Pública do Panamá.
Reunidos na sede do Serviço Nacional de Fronteiras (SENAFRONT) do Panamá, os líderes ressaltaram o valor duradouro da cooperação em segurança, para enfrentar desafios comuns, desde o tráfico de drogas e o crime transnacional, até a migração ilegal e a influência maligna externa.
“A cooperação com os Estados Unidos tem sido essencial para fortalecer nossas capacidades operacionais”, declarou à Diálogo o Comissário do SENAFRONT, Raymond Cáceres Cedeño, oficial de ligação do Panamá no Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM). “Graças a essa assistência, conseguimos melhorar nosso alcance, treinamento, equipamentos e respostas a ameaças comuns, como o narcotráfico e a migração irregular, que atualmente permanecem em níveis baixos. Isso não apenas reforça a segurança regional, mas também aprofunda a relação estratégica entre ambos os países.”
A assistência em fases, que totalizou mais de US$ 3 milhões em investimentos dos EUA desde 2023, foi financiada através do SOUTHCOM. O esforço plurianual se concentrou em mobilidade, comunicações e sustentação tática, com cada pacote adaptado a lacunas operacionais específicas.
Fortalecendo a mobilidade fluvial e tática
A colaboração começou com foco na mobilidade, avaliada em aproximadamente US$ 1,5 milhão entre março de 2023 e novembro de 2024. Uma instalação de manutenção tática foi construída em uma área adjacente à selva, em meados de 2024, para dar suporte à crescente frota do SENAFRONT, com mais de 80 veículos operacionais.
Isso foi seguido por um investimento de US$ 1,1 milhão em mobilidade fluvial, entregue em abril de 2025. Esse equipamento ampliou a capacidade do serviço de realizar interdições rápidas e ágeis nas vias navegáveis interiores e corredores costeiros do Panamá. O pacote incluiu 32 motores fora de borda, 16 barcos de patrulha infláveis e quatro reboques para barcos, todos operacionais em rotas de narcotráfico de alto risco no Tampão de Darién e na bacia do Caribe.
“O investimento em mobilidade fluvial aumentou significativamente nossa presença e capacidade de resposta em rios estratégicos, como o Tuira e o Chucunaque, na província de Darién”, disse o Comissário Cáceres. “Com esse equipamento, agora podemos patrulhar de maneira mais eficiente, detectar atividades ilícitas mais rapidamente e agir com mais eficácia contra redes criminosas, especialmente em áreas de difícil acesso.”
Aprimorando as comunicações no terreno
O investimento mais recente, avaliado em US$ 500.000 e entregue em junho de 2025, aprimorou a capacidade de comando e controle em ambientes hostis. Além disso, melhorou a coordenação em áreas sem cobertura de celular ou de internet, fornecendo 12 rádios táticos, sistemas de geração de energia e seis tendas de posto de comando destacáveis.
Esse investimento em segurança faz parte de um esforço mais amplo, para apoiar as operações lideradas pelo Panamá. Ao fortalecer a autossuficiência das unidades da linha de frente do Panamá, os Estados Unidos promovem a estabilidade coletiva em uma região onde o tráfico ilícito, a migração irregular e atores estatais externos exploram a infraestrutura e a mobilidade limitada.
“Juntos, continuaremos a proteger as fronteiras do Panamá, garantindo a segurança de suas vias navegáveis e mantendo a paz e a estabilidade em todas as Américas”, disse o Gen Bda Ryan.
Um compromisso estratégico duradouro
A estabilidade do Panamá, que é uma artéria vital para o comércio internacional e o comércio marítimo global, está intimamente ligada à segurança internacional. Esse investimento reflete um compromisso calculado e sustentado com a resiliência regional.
A cerimônia, realizada na sede do SENAFRONT, significou algo mais do que uma transferência de equipamentos; ela refletiu o aprofundamento da confiança e o alinhamento operacional. Embora o pessoal dos EUA apoie a capacitação por meio de rotações temporárias e treinamento, as capacidades permanecem no Panamá.
A visita do Gen Bda Ryan ao Panamá também incluiu compromissos com a Embaixada dos EUA e o Grupo Conjunto de Cooperação em Segurança – Panamá, estabelecendo condições para a colaboração futura, incluindo treinamento na selva, desenvolvimento de patrulhas fluviais e iniciativas bilaterais de intercâmbio de inteligência.


