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Comando Conjunto de Operações Especiais, arma estratégica para a segurança da Colômbia

Comando Conjunto de Operações Especiais, arma estratégica para a segurança da Colômbia

Por Geraldine Cook/Diálogo
setembro 21, 2021

O Comando Conjunto de Operações Especiais (CCOES) das Forças Militares da Colômbia foi criado em abril de 2009. Seu comandante, o General de Brigada Jorge Isaac Hoyos Rojas, do Exército da Colômbia, conversou com Diálogo durante uma visita às instalações do CCOES em Bogotá, em agosto de 2021, para falar sobre a missão do comando e o trabalho interagências, entre outros temas.

Diálogo: O CCOES executa operações especiais de importância estratégica para o Estado, como operações contra líderes terroristas e criminosos. Qual é o balanço dessas operações?

 General de Brigada Jorge Isaac Hoyos Rojas, do Exército da Colômbia, comandante do Comando Conjunto de Operações Especiais: O CCOES é uma arma estratégica da nação e seu balanço é totalmente positivo. Graças ao CCOES, foi fraturada a estrutura de comando e controle da organização narcoterrorista das FARC [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia], o que acelerou sua derrota, obrigando-os assim a buscar um processo de diálogo em Havana, em 2012.

Podemos também ressaltar a neutralização de Andrés Felipe Vanegas Londoño, conhecido como Uriel, em outubro de 2020, responsável pelo terrorismo urbano da organização narcoterrorista do ELN [Exército de Libertação Nacional], e de Robinson Gil Tapias, conhecido como Flechas, neutralizado em maio de 2021, líder principal da rede criminosa Los Caparros, e cujo golpe estratégico desmantelou totalmente essa organização criminosa. Além disso, temos, entre outras, as operações de resgate de sequestrados. Podemos citar a Operação Camaleón, em junho de 2010, na qual resgatamos quatro militares e policiais, que haviam sido sequestrados há 12 anos pelas FARC, e resgatamos 53 menores de idade, que foram forçados a cometer crimes nos diferentes grupos residuais que ameaçam o país.

É importante ressaltar que tenho dentro de minha organização o AFEAU [Agrupamento de Forças Especiais Antiterroristas Urbanas], que conseguiu proteger e evitar que os centros de poder e estratégicos de nossa nação caíssem nas mãos de diferentes ameaças terroristas, que são cada vez mais difíceis de identificar, pois, algumas vezes, se camuflam dentro da população.

Diálogo: Qual é seu maior desafio como comandante do CCOES?

Gen Bda Hoyos: Meu maior desafio é manter essa organização sempre efetiva e integrada e continuar fortalecendo todos os seus componentes para o desenvolvimento das diversas operações especiais conjuntas, coordenadas, interagenciais, binacionais e multinacionais, obviamente contra qualquer tipo de ameaça que ataque nosso país ou ponha em risco a segurança nacional.

Diálogo: Como o CCOES lida com o conceito de interoperabilidade?

Gen Bda Hoyos: A interoperabilidade é gerenciada através dos acordos bilaterais de cooperação, capacitações, convites para exercícios de interoperabilidade e treinamento conjunto, principalmente com o Exército dos EUA, que é a instituição com a qual mantemos mais convênios e coordenações. Usamos a interoperabilidade para nos focarmos em melhorar nossas capacidades para análise das ameaças internas e externas. Também utilizamos uma doutrina linear com padrões internacionais como a OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte], o que nos possibilita ter uma linguagem comum.

Diálogo: Como o CCOES se integra com as Forças Especiais do Exército dos EUA?

Gen Bda Hoyos: Nosso CCOES se integra com diversas operações especiais no mundo, graças a nossos altos padrões de qualidade, profissionalismo e interoperabilidade, reconhecidos precisamente pela OTAN. No caso pontual dos EUA, gerenciamos uma assessoria de intercâmbio de experiências e de diferentes conhecimentos constantes, da mesma forma que em nosso treinamento de capacitação estratégica e capacitação tática que, em via de mão dupla, realizamos em diferentes treinamentos e operações.

Diálogo: O senhor poderia mencionar alguma operação conjunta realizada entre o CCOES e os EUA?

Gen Bda Hoyos: Realizamos diferentes exercícios conjuntos com a 82ª Divisão Aerotransportada do Exército Sul dos EUA, como os Exercícios Estratégicos Multinacionais Hidra I e Hidra II, nos quais intercambiamos conhecimentos e treinamos ombro a ombro para garantir o preparo e a interoperabilidade de operações aerotransportadas, como as de combate urbano e operações anfíbias.

Diálogo: Que tipo de relação as Forças Especiais da Colômbia mantêm com os países amigos da região?

Gen Bda Hoyos: A cooperação entre as forças especiais de nossos países amigos da região e nossas forças especiais é extremamente importante. Os fenômenos do crime e do terrorismo transcendem as fronteiras e é necessário haver uma cooperação entre todos para podermos combatê-los. As forças especiais de muitos países vieram treinar ombro a ombro com nossos homens, e nós fomos a esses países para aprender. Os operadores de forças especiais colombianos somos conhecidos por nossa tenacidade, capacidade de entrega, apego à norma, à doutrina e, antes de tudo, nossa defesa dos direitos humanos, o que é primordial em cada ato operacional que realizamos. Em geral, nosso profissionalismo é reconhecido em nível mundial. Um exemplo disso é a competição do Forças Comando, onde, entre as 15 provas realizadas em âmbito mundial, vencemos 10.

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