FARC libertam 10 últimos reféns militares e policiais

Por Dialogo
abril 03, 2012


A guerrilha colombiana das FARC libertou no dia 2 de abril seis policiais e quatro militares sequestrados há mais de uma década, os últimos oficiais das forças de segurança do Estado que o grupo rebelde mantinha em seu poder.



Os reféns foram entregues numa região de selva no sul do país pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) a uma missão humanitária formada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha Internacional (CICR) e pela ex-senadora do Partido Liberal Piedad Córdoba.



“Numa zona rural entre os limites dos departamentos de Meta e Guaviare, as FARC libertaram quatro militares e seis policiais, a totalidade das pessoas que havia sido anunciada por este grupo armado nos meses passados de dezembro e janeiro”, disse um comunicado do CICR.



Depois da libertação, considerada por Córdoba como um gesto unilateral de paz da guerrilha, os 10 oficiais das Forças Armadas e a missão humanitária voaram até a cidade de Villavicencio, capital do departamento de Meta, a 70 quilômetros a sudeste de Bogotá, em um dos dos helicópteros oferecidos pelo Brasil com suas respectivas tripulações. E de lá partiram para Bogotá.



“Manifestamos nossa grande alegria pelo êxito desta operação que permitiu em um só dia a reunião de 10 famílias que ficaram esperando por tantos anos”, declarou Jordi Raich, chefe da delegação do CICR na Colômbia.



O sargento da polícia José Libardo Forero chegou com um pequeno animal selvagem de cor preta que deu ao governador do departamento de Meta, Alan Jara, com quem compartilhou vários anos de cativeiro na selva.



Outro libertado cobriu seu corpo com uma bandeira da Colômbia em sinal de alegria pela liberdade.



Desde 2008, o maior grupo guerrilheiro colombiano, considerado uma organização terrorista por Estados Unidos e União Europeia, libertaram progressivamente vários reféns, incluindo políticos, no que alguns analistas consideram como uma estratégia para ganhar protagonismo e limpar sua imagem diante da comunidade internacional.



A entrega dos reféns aconteceu apesar de a guerrilha ter dito, em 2010, que não faria mais gestos unilaterais e que os prisioneiros em seu poder só recuperariam a liberdade com um acordo humanitário que incluísse a libertação de centenas de rebeldes presos.



Os 10 efetivos das Forças Armadas libertados foram sequestrados durante ataques da guerrilha a bases militares e policiais entre 1998 e 1999.



As FARC, que dizem lutar para impor um sistema socialista no país com grandes diferenças sociais, chegaram a ter em seu poder mais de 60 reféns por motivos políticos.






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