Forças Armadas da Colômbia são reconhecidas por profissionalismo

Colombia’s Armed Forces recognized for professionalism

Por Dialogo
outubro 23, 2013



Mais de 50 oficiais superiores das Forças Armadas provenientes de mais de 60 países reuniram-se recentemente em Cartagena para a “Oficina para oficiais superiores sobre as normas internacionais que regem as operações militares” (SWIRMO 2013).
O encontro, promovido pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), ocorreu de 6 a 12 de outubro. Esta foi a sétima edição da SWIRMO e a primeira a ser realizada no continente americano. Os encontros anteriores ocorreram na Malásia, África do Sul e França.

Forças de segurança colombianas são reconhecidas

De acordo com o vice-ministro da Defesa colombiano Jorge Enrique Bedoya, a Colômbia foi escolhida para sediar o encontro devido ao grande reconhecimento do CICV do profissionalismo das Forças Armadas desse país. O CICV também reconheceu a rigorosa adesão da Colômbia ao Direito Internacional Humanitário (DIH).
Os organizadores da conferência reconheceram que os líderes das Forças Armadas colombianas estabeleceram um recorde impressionante ao combater dois grupos rebeldes, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Exército de Libertação Nacional (ELN).
“Devido ao nosso longo conflito interno armado, a Colômbia adquiriu uma vasta experiência combatendo terroristas e nós trabalhamos com parceiros de toda a região para compartilhar esse conhecimento”, disse Bedoya. “Esta é a primeira vez que esse evento é realizado no continente americano e tanto a Colômbia quanto nossos aliados devemos nos orgulhar das conquistas que obtivemos.”
As forças de segurança colombianas registraram diversas vitórias importantes nos últimos meses. Por exemplo, durante os seis primeiros meses de 2013, a Polícia Nacional Colombiana desmontou mais de 75 gangues que praticavam extorsão, tirando mais de US$ 10 milhões (R$ 21,7 milhões) das vítimas nas quatro maiores cidades do país.

Treinamento militar

Autoridades da Colômbia, Peru e Chile realizaram simulações de operações das Forças Armadas para demonstrar como usar o DIH em treinamentos em campo, no desenvolvimento de uma doutrina nacional e nos seus sistemas disciplinares militares.
A Colômbia é conhecida por aplicar positivamente o DIH, disse Frederico Almendra, representante militar e de segurança das Américas do Sul e Central do CICV. “O Ministério da Defesa da Colômbia garante referências específicas para que a implantação do DIH seja realizada em todas as suas operações militares”, disse Almendra.
Nos últimos anos, líderes militares da Colômbia, Chile e outros países da América compartilharam seu conhecimento sobre questões de segurança com as operações das forças de paz das Nações Unidas na América Latina e Caribe. Eles também compartilharam seu conhecimento com autoridades militares do Oriente Médio e da África.


Operações de paz chilenas

Sem grupos internos rebeldes para combater, os militares chilenos são particularmente ativos em seu apoio às missões da força de paz da ONU.
“Como não possuímos nenhuma operação interna de combate no Chile, nós apoiamos ativamente 48 missões da força de paz por todo o planeta”, informou o coronel Andrés Schüler, do Exército chileno.
Segundo Schüler, as principais missões da força de paz dos militares chilenos incluem apoiar a MINUSTAH da ONU no Haiti. As forças militares do Chile também estão trabalhando com tropas de El Salvador, engenheiros do Equador e soldados da Argentina em uma missão da força de paz em Chipre.
Soldados chilenos também estão contribuindo com as ações de paz da União Europeia na Bósnia-Herzegovina.
“No Haiti, nosso maior desafio agora é lidar com as operações do dia a dia que envolvem contatos regulares com civis”, explicou Schüler. “Até agora, as tensões entre a população haitiana e nossos soldados não envolveram violações de direitos humanos, mas se isso ocorresse seria tratado por um efetivo especial de investigações da Guatemala que opera sob a chancela da ONU em Porto Príncipe.”

Combatendo o Sendero Luminoso

As Forças Armadas do Peru estão lidando com um adversário – o Sendero Luminoso – que está cada vez mais envolvido com operações transnacionais de tráfico de drogas, segundo o coronel do Exército Hugo Molina Carazas. As Forças Especiais peruanas estão contando com o trabalho da Inteligência para lutar contra o Sendero Luminoso, disse.
Nas décadas de 80 e 90, o Sendero Luminoso cometeu atos de violência para expandir sua ideologia política extremista, mas agora, a organização comporta-se como um cartel de drogas, informou Carazas. “Eles [o Sendero Luminoso] são narco-assassinos sem uma ideologia política”, explicou o coronel. “Para conseguir essa mudança, nossas Forças Especiais estão usando métodos de coleta de inteligência para derrubar seus líderes.”
De acordo com o coronel, no auge do conflito com o Sendero Luminoso, na década de 80, os jovens soldados não recebiam nenhum nível detalhado de treinamento que recebem hoje sobre DIH. Durante aquele período, a principal prioridade dos militares peruanos era limitar a violência do Sendero Luminoso, explicou.
À medida que o conflito evoluía, o mesmo acontecia com o treinamento das Forças Armadas peruanas, disse Carazas.
“Atualmente, nós temos uma estrutura jurídica mais forte, com currículo acadêmico que detalha as principais áreas de aplicação do DIH para ser utilizado em nossos planos operacionais”, completou.

Cooperação militar

A oficina de trabalho serviu como uma “oportunidade única para os líderes militares trocarem opiniões e aprenderem novas maneiras de integrar esse Direito Internacional Humanitário às suas operações militares”, salientou Almendra.
Carazas concordou com essa avaliação.
“Nós aprendemos muito com nossas contrapartes da Colômbia em termos de maneiras para introduzir gradualmente uma abordagem comunitária às nossas operações militares, integradas às nossas forças policiais, como um modo de reconquistar corações e mentes de localidades menores, onde o Sendero Luminoso continua a operar”, concluiu Carazas.


gostei e to entrando no territorio colombiano
muita coca muito dólar !
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