Vice-presidente colombiano pede mudanças aos organismos de Direitos Humanos

Por Dialogo
abril 12, 2012


O vice-presidente colombiano Angelino Garzón solicitou, em 10 de abril, que os organismos públicos regionais e internacionais de direitos humanos elaborem análises contextualizadas dos progressos alcançados por cada um de seus países membros.



Ao responder ao balanço anual da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), divulgado no dia 9 de abril, Garzón disse que os informes elaborados por esse organismo deveriam “deixar evidentes os avanços alcançados pelos países e as dificuldades que enfrentam, incluindo a violência gerada por organizações armadas ilegais e práticas criminosas como o narcotráfico”.



“Os organismos internacionais não podem vivenciar os problemas e dificuldades de seus países membros, e sim trabalhar em conjunto com eles visando a solução dos mesmos”, acrescentou.



Ao se referir à Colômbia, a CIDH disse que o país ainda sofre “situações muito graves de violação dos direitos humanos” devido ao seu conflito interno, e lembrou que apesar dos esforços do governo, ainda persiste o “grave problema” dos desalojados internos e da falta de ação dos agentes da força pública frente às execuções extrajudiciais.



Em sua declaração, divulgada pelo escritório de Bogotá, Garzón insistiu que a “Colômbia é um país que respeita os direitos humanos e o direito internacional humanitário, e é um dos países mais comprometidos e que mais cooperam com o sistema de direitos humanos das Nações Unidas e com o sistema interamericano de direitos humanos, bem como com seus procedimentos”.



No entanto, disse que o governo colombiano “procederá a uma revisão minuciosa e detalhada do documento [da CIDH] e que continuará, junto com a sociedade civil, a adotar as ações e medidas necessárias para garantir a toda a população o direito de viver em tranquilidade, bem-estar e em paz”.



Finalmente, lembrou que “tal como foi mencionado no informe, no dia 27 de dezembro de 2011 o Estado colombiano enviou à CIDH suas observações sobre cada um dos pontos merecedores de especial preocupação e a Comissão avaliou a disposição do Estado de dialogar com a CIDH de forma construtiva para continuar a proteger os direitos humanos dos habitantes da Colômbia”.






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