Cooperação entre Colômbia e EUA leva a confissões de culpa de três narcotraficantes internacionais

Por Dialogo
outubro 08, 2014


Três narcotraficantes colombianos que utilizaram lanchas para traficar cocaína aos Estados Unidos se declararam culpados em 3 de outubro, marcando a conclusão dos esforços de cooperação entre autoridades dos dois países para levá-los aos tribunais.
Ángel Javier Varón Castro, de 43 anos; Luis Delio Herrera Astudillo, 45; e Eusebio David Webster Archbold, 33, fizeram confissão de culpa perante uma corte federal em Washington, D.C. As acusações incluíam conspiração para distribuir cocaína e posse com intenção de distribuir cocaína a bordo de um barco sujeito à jurisdição dos EUA.
As acusações foram resultado de 17 meses de investigações em que a polícia colombiana cooperou com agentes antidrogas dos EUA para desarticular o grupo de narcotráfico. Nas conversas gravadas pelos agentes em escutas telefônicas, os acusados mencionaram o uso de duas lanchas de 12 metros para transportar cocaína. A Guarda Costeira dos EUA interditou as embarcações em águas internacionais em fevereiro e abril de 2010, de acordo com o Departamento de Justiça dos EUA. A ação levou à prisão dos três traficantes.
“Esses réus e seus parceiros do narcotráfico usaram embarcações marítimas para introduzir grandes quantidades de cocaína no comércio internacional”, diz Leslie R. Caldwell, procuradora-geral adjunta dos EUA. “Mas, embora os narcotraficantes possam achar que conseguem operar em alto-mar com impunidade, [as] condenações provam o contrário. Trabalhando com nossos parceiros internacionais, levaremos à justiça aqueles que inundaram nossos portos e, em última instância, nossas comunidades com drogas perigosas.”
“[As] confissões de culpa ressaltam nossa parceria vigorosa e bem-sucedida com as autoridades de segurança da Colômbia. Trabalhamos para deter o fluxo de drogas que partem da costa colombiana em direção ao norte.”
As confissões foram realizadas perante a juíza federal americana Beryl A. Howell, que agendou a sentença para 9 de janeiro de 2015.
“As prisões e confissões desses três traficantes de drogas internacionais são o resultado direto da parceria efetiva entre a DEA e nossos parceiros responsáveis pela aplicação da lei na Colômbia”, disse em comunicado Michele Leonhart, administradora da DEA. “Esse é outro exemplo do trabalho que a DEA, promotores e nossos parceiros ao redor do mundo realizam todos os dias.”
As confissões também marcam outro sucesso da parceria entre EUA e Colômbia na luta contra o tráfico de drogas.
Em maio, unidades militares dos EUA e da Colômbia trabalharam em conjunto para apreender 2,3 toneladas de cocaína de uma embarcação semissubmersível e prender seus três tripulantes a cerca de 43 milhas da costa do Pacífico do país sul-americano. As drogas confiscadas tinham um valor estimado em US$ 71 milhões, de acordo com a polícia.
Foi a primeira vez desde que 1993 que as forças de segurança colombianas apreenderam uma embarcação semissubmersível transportando drogas com sua tripulação a bordo. O barco de fibra de vidro, que media 13 metros de comprimento por dois de largura, navegava proveniente de Sanquianga, um parque nacional no departamento de Nariño, na costa do Pacífico, perto da fronteira com o Equador.
É assim que se trabalha, ombro a ombro. eles são exemplo. O controle do tráfego marítimo está bom, acho que a única maneira de eles terem deixado seria chegar por terra ao território do Panamá e continuar sua rota pela América Central, o que torna os custos de transporte mais elevados, porque teriam de subornar muitas autoridades antes de chegar à fronteira com os EUA. Pouco a pouco eles estão sendo encurralados e os custos de transporte tornam não lucrativo, se as autoridades centro-americanos trouxerem a tecnologia para suas polícias com um pessoal que não [caia nos subornos], isso seria conseguido com uma carreira policial bem-remunerada e muita formação técnica e de segurança no trabalho, a Colômbia poderia dar-lhes uma grande ajuda no ensino e técnicas para combater as organizações do narcotráfico.
Share