Presidente da Colômbia comandará esforços para eventual diálogo de paz

Colombian President Will Lead Efforts toward Possible Peace Talks

Por Dialogo
agosto 10, 2011


O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse em 8 de agosto que comandará os esforços para um eventual diálogo de paz com a guerrilha esquerdista apenas se houver “as condições apropriadas”, incluindo a liberação dos reféns sequestrados pelos rebeldes.

Seus comentários foram feitos um dia depois de ter ordenado a revisão da estratégia na luta contra a guerrilha e as quadrilhas criminosas emergentes, e ao completar seu primeiro ano de Governo.

Santos garantiu que as Forças Armadas continuarão o combate às rebeldes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao Exército de Libertação Nacional (ELN), que aumentaram os ataques nos últimos meses, especialmente contra o setor petroleiro, um importante motor da economia.

“Assim sendo, interessa-me a busca da paz e, como presidente da República, cabe-me liderar qualquer esforço que conduza a um eventual diálogo, mas somente quando houver as condições apropriadas”, disse ele em um pronunciamento pela televisão.

“Não autorizei nem autorizo ninguém a entrar em contato com as Farc ou o ELN, só abriremos as portas para o diálogo quando estivermos seguros, seguros de que a subversão tenha dado claras demonstrações de seu interesse em chegar à paz e de não enganar novamente o país”, advertiu.

Santos garantiu que um dos gestos que poderiam ajudar em uma eventual aproximação com as Farc seria a libertação unilateral e incondicional dos reféns que são mantidos sequestrados nas selvas, incluindo pelo menos 15 efetivos das Forças Armadas, alguns há mais de uma década.

No passado, tanto as Farc quanto o ELN, considerados organizadores terroristas pelos Estados Unidos e União Europeia, rechaçaram as condições de Santos para um eventual diálogo de paz, motivo pelo qual ainda não se vislumbra de imediato uma solução negociada para o confronto.

“A libertação unilateral e incondicional dos sequestrados que hoje têm em seu poder poderá ser um passo na direção correta, e enquanto isso as Forças Militares serão implacáveis na perseguição e combate a esses grupos terroristas”, afirmou.

A Colômbia, país de 46 milhões de habitantes, exportador de petróleo, carvão e café, enfrenta um conflito interno armado há mais de quatro décadas, o qual leva milhares de vidas por ano.



Share