Presidente colombiano defende a validade dos computadores das FARC como provas

Por Dialogo
maio 24, 2011


O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, defendeu a validade do conteúdo dos computadores das FARC apreendidos no Equador em 2008 como provas, depois que a Corte Suprema de Justiça não os aceitou como prova em um processo.



“Existem outros países que já utilizaram provas como essas, como por exemplo a Espanha, para ordenar detenções”, disse Santos aos jornalistas, depois de lembrar que quando ocorreu a apreensão ele ocupava o cargo de ministro da Defesa.



“Tomamos um especial cuidado, um especial cuidado para respeitar a cadeia de custódia, e as provas foram recolhidas da forma adequada”, disse Santos aos jornalistas no porto caribenho de Cartagena (norte), no dia 20 de maio.



Os computadores do comandante assassinado Raúl Reyes foram apreendidos pelas forças militares da Colômbia após o bombardeio a um acampamento rebelde no Equador, quando morreram o chefe guerrilheiro e cerca de vinte pessoas.



“O conteúdo dos computadores tem enorme valor em nossa luta contra o terrorismo. Por isto, espero que no recurso que iremos interpor o senhor procurador possa esclarecer algumas dúvidas que aparentemente existam sobre os procedimentos e, sobretudo, sobre o alcance que possa ter uma sentença dessa natureza frente à segurança nacional do país”, acrescentou.



O procurador-geral da Colômbia, Alejandro Ordóñez, pretende interpor um recurso à decisão da Corte Suprema, visto que seu despacho baseou-se nesses computadores para sancionar, com incapacidade por 18 anos, a senadora do partido Liberal, Piedad Córdoba, por “colaborar” com as FARC.



Córdoba, destituída pelo Congresso em novembro de 2010, agiu como intermediária perante as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, comunistas), para obter a libertação de sequestrados, em alguns casos com a colaboração autorizada do presidente venezuelano Hugo Chávez.



No dia 19 de maio, o presidente da Corte Suprema de Justiça, Camilo Tarquino, informou que esse tribunal indeferiu o valor probatório dos computadores de Reyes, por terem os mesmos sido apreendidos de forma irregular.






Share