Exército Nacional da Colômbia desarticula esquema de lavagem de dinheiro ligado ao terrorismo

Por Dialogo
fevereiro 11, 2015




Soldados do Exército Nacional colombiano, em coordenação com a Procuradoria-Geral, detiveram recentemente 15 pessoas em quatro estados que supostamente exportavam mais de dois bilhões de pesos em ouro extraído ilegalmente, como parte de um esquema que, segundo as autoridades, financiava o terrorismo e outras atividades criminosas.

A operação fez parte da campanha Espada de Honra III, do do governo federal.

Soldados e investigadores da Procuradoria-Geral utilizaram ações de inteligência para efetuar as prisões em 15 de janeiro, nos estados de Antioquia, Caldas, La Guajira e Valle del Cauca. Os suspeitos supostamente lavavam os lucros do ouro extraído ilegalmente por meio da empresa privada Goldex.

Os suspeitos foram presos sob a acusação de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, conspiração para cometer crimes e realizar operações comerciais com pessoas inexistentes ou já mortas. Alguns dos suspeitos são executivos da Goldex e outros são empregados.

Autoridades suspeitam de ligação com terrorismo e crime organizado


As autoridades colombianas acreditam que os suspeitos fazem parte de uma rede criminosa que pode ter financiado o terrorismo. Eles supostamente vendiam e compravam ouro extraído ilegalmente no mercado interno e depois o exportavam.

“Não estamos considerando investigar casos isolados de mineração ilegal, mas queremos saber onde organizações criminosas estão usando mineração ilegal para cometer outros tipos de crimes”, disse o procurador-geral adjunto Jorge Fernando Perdomo Torres, após as prisões”.

As investigações das autoridades policiais colombianas apontaram ligações entre a Goldex e o grupo narcotraficante Clã Úsuga.

As prisões foram um duro golpe contra o crime organizado e o terrorismo.

“O país sabe há muito tempo que a mineração ilegal e a lavagem de dinheiro são utilizadas para financiar organizações criminosas”, disse Mauricio Cárdenas Santamaría, ministro das Finanças e Crédito Público da Colômbia. “Por isso, é muito importante que, da mesma forma que combatemos o tráfico de drogas, nós possamos dar os primeiros golpes contra essa forma de financiar o terrorismo em nosso país”.

O caso é de responsabilidade da 23ª Promotoria Pública, que é especializada em antinarcóticos e crimes de lavagem de dinheiro.

Enfrentando uma aliança de criminosos


Os militares da Colômbia e a Procuradoria-Geral estão cooperando para romper a aliança entre grupos de crime organizado e organizações terroristas, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o Exército de Libertação Nacional (ELN) e gangues criminosas (Bacrim). Esses grupos trabalham juntos e usam lavagem de dinheiro para financiar suas atividades criminosas.

“O crescimento econômico do país faz com que o que antes era mineração artesanal se tornasse uma atividade econômica rentável. Grupos ilegais lavam os lucros [da mineração ilegal]”, diz Rubén Sánchez, analista de segurança da Universidade de Rosario, na Colômbia.

Sánchez suspeita de uma forte ligação entre a mineração ilegal, as operações de lavagem de dinheiro, as FARC e o ELN. Esses grupos terroristas se valem de empresas ilegais para financiar suas operações violentas.

“A extorsão foi uma importante fonte de financiamento para esses grupos armados. Agora, eles não podem depender dela”, afirma Sánchez. “Eles estão à procura de outras atividades rentáveis. A mineração ilegal e a lavagem de dinheiro são ideais porque geram grandes lucros com menores riscos.”

É provável que as organizações envolvidas na mineração ilegal e lavagem de dinheiro tenham formado alianças internacionais para operar, pois, no mundo globalizado de hoje, essas redes são utilizadas para obter acesso a muitos mercados. Esses grupos tiram vantagem de rotas, contatos e alianças.

“Eles criaram uma enorme rede de cúmplices em todos os níveis”, afirma Sanchez. E ele não está sozinho em dizer que as FARC usam recursos de mineração ilegal para financiar ataques terroristas.

Em uma entrevista em julho de 2013 ao site WRadio.com.co,
o general Leonardo Pinto, comandante da Força-Tarefa Conjunta Nudo de Paramillo, do Exército Colombiano, disse que as FARC usavam seu próprio maquinário para realizar mineração ilegal em parques nacionais protegidos.

O sucesso da Espada de Honra


Para combater as FARC e o ELN em todos os níveis, as Forças Armadas da Colômbia lançaram a campanha Espada de Honra em 2012. No âmbito da iniciativa, as tropas usaram inteligência para prevenir ataques terroristas, confiscar armas ilegais e persuadir membros das FARC e do ELN a se desmobilizarem.

A iniciativa foi tão bem-sucedida que as Forças Armadas lançaram posteriormente a espada de Honra II e, em janeiro, a espada de Honra III.

Danos ambientais causados pela mineração ilegal


Além de fornecer financiamento para as organizações terroristas, a mineração ilegal também prejudica o meio ambiente colombiano.

No caminho da mineração ilegal, o prejuízo ao meio ambiente se dá pelo despejo de mercúrio em fontes de água.

Por exemplo, nos últimos anos, milhares de pessoas em Puerto Libertador, San José de Ure, Ayapel e Montelíbano consumiram água contaminada com mercúrio introduzido no meio ambiente pela mineração ilegal.



Soldados do Exército Nacional colombiano, em coordenação com a Procuradoria-Geral, detiveram recentemente 15 pessoas em quatro estados que supostamente exportavam mais de dois bilhões de pesos em ouro extraído ilegalmente, como parte de um esquema que, segundo as autoridades, financiava o terrorismo e outras atividades criminosas.

A operação fez parte da campanha Espada de Honra III, do do governo federal.

Soldados e investigadores da Procuradoria-Geral utilizaram ações de inteligência para efetuar as prisões em 15 de janeiro, nos estados de Antioquia, Caldas, La Guajira e Valle del Cauca. Os suspeitos supostamente lavavam os lucros do ouro extraído ilegalmente por meio da empresa privada Goldex.

Os suspeitos foram presos sob a acusação de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, conspiração para cometer crimes e realizar operações comerciais com pessoas inexistentes ou já mortas. Alguns dos suspeitos são executivos da Goldex e outros são empregados.

Autoridades suspeitam de ligação com terrorismo e crime organizado


As autoridades colombianas acreditam que os suspeitos fazem parte de uma rede criminosa que pode ter financiado o terrorismo. Eles supostamente vendiam e compravam ouro extraído ilegalmente no mercado interno e depois o exportavam.

“Não estamos considerando investigar casos isolados de mineração ilegal, mas queremos saber onde organizações criminosas estão usando mineração ilegal para cometer outros tipos de crimes”, disse o procurador-geral adjunto Jorge Fernando Perdomo Torres, após as prisões”.

As investigações das autoridades policiais colombianas apontaram ligações entre a Goldex e o grupo narcotraficante Clã Úsuga.

As prisões foram um duro golpe contra o crime organizado e o terrorismo.

“O país sabe há muito tempo que a mineração ilegal e a lavagem de dinheiro são utilizadas para financiar organizações criminosas”, disse Mauricio Cárdenas Santamaría, ministro das Finanças e Crédito Público da Colômbia. “Por isso, é muito importante que, da mesma forma que combatemos o tráfico de drogas, nós possamos dar os primeiros golpes contra essa forma de financiar o terrorismo em nosso país”.

O caso é de responsabilidade da 23ª Promotoria Pública, que é especializada em antinarcóticos e crimes de lavagem de dinheiro.

Enfrentando uma aliança de criminosos


Os militares da Colômbia e a Procuradoria-Geral estão cooperando para romper a aliança entre grupos de crime organizado e organizações terroristas, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o Exército de Libertação Nacional (ELN) e gangues criminosas (Bacrim). Esses grupos trabalham juntos e usam lavagem de dinheiro para financiar suas atividades criminosas.

“O crescimento econômico do país faz com que o que antes era mineração artesanal se tornasse uma atividade econômica rentável. Grupos ilegais lavam os lucros [da mineração ilegal]”, diz Rubén Sánchez, analista de segurança da Universidade de Rosario, na Colômbia.

Sánchez suspeita de uma forte ligação entre a mineração ilegal, as operações de lavagem de dinheiro, as FARC e o ELN. Esses grupos terroristas se valem de empresas ilegais para financiar suas operações violentas.

“A extorsão foi uma importante fonte de financiamento para esses grupos armados. Agora, eles não podem depender dela”, afirma Sánchez. “Eles estão à procura de outras atividades rentáveis. A mineração ilegal e a lavagem de dinheiro são ideais porque geram grandes lucros com menores riscos.”

É provável que as organizações envolvidas na mineração ilegal e lavagem de dinheiro tenham formado alianças internacionais para operar, pois, no mundo globalizado de hoje, essas redes são utilizadas para obter acesso a muitos mercados. Esses grupos tiram vantagem de rotas, contatos e alianças.

“Eles criaram uma enorme rede de cúmplices em todos os níveis”, afirma Sanchez. E ele não está sozinho em dizer que as FARC usam recursos de mineração ilegal para financiar ataques terroristas.

Em uma entrevista em julho de 2013 ao site WRadio.com.co,
o general Leonardo Pinto, comandante da Força-Tarefa Conjunta Nudo de Paramillo, do Exército Colombiano, disse que as FARC usavam seu próprio maquinário para realizar mineração ilegal em parques nacionais protegidos.

O sucesso da Espada de Honra


Para combater as FARC e o ELN em todos os níveis, as Forças Armadas da Colômbia lançaram a campanha Espada de Honra em 2012. No âmbito da iniciativa, as tropas usaram inteligência para prevenir ataques terroristas, confiscar armas ilegais e persuadir membros das FARC e do ELN a se desmobilizarem.

A iniciativa foi tão bem-sucedida que as Forças Armadas lançaram posteriormente a espada de Honra II e, em janeiro, a espada de Honra III.

Danos ambientais causados pela mineração ilegal


Além de fornecer financiamento para as organizações terroristas, a mineração ilegal também prejudica o meio ambiente colombiano.

No caminho da mineração ilegal, o prejuízo ao meio ambiente se dá pelo despejo de mercúrio em fontes de água.

Por exemplo, nos últimos anos, milhares de pessoas em Puerto Libertador, San José de Ure, Ayapel e Montelíbano consumiram água contaminada com mercúrio introduzido no meio ambiente pela mineração ilegal.
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