Militares colombianos prometem “zero violação” aos direitos humanos

Por Dialogo
junho 15, 2011


O ministro colombiano da Defesa, Rodrigo Rivera, prometeu que as execuções extrajudiciais cometidas por militares não ficarão impunes nem se repetirão, e prometeu “zero violação aos direitos humanos” nas Forças Armadas.

“Os casos não ficarão na impunidade nem se repetirão”, disse Rivera, acrescentando no entanto que “nem todas as denúncias correspondem à realidade”. Ele se comprometeu ainda a colaborar com a justiça civil para que todas as denúncias sejam investigadas “com total rigor”.

A Promotoria colombiana investiga atualmente 1.486 denúncias de violações aos direitos humanos e ao direito internacional humanitário, cometidas supostamente por membros das Forças Armadas, revelou a promotora-geral, Viviane Morales.

O ministro Rivera lançou em um ato público uma estratégia denominada “Zero violação aos direitos humanos implica zero impunidade”, contendo 15 medidas, entre elas um trabalho associado com a Promotoria Geral para os delitos cometidos pelos militares não autorizados por atos de serviço.

“Os mais interessados em que haja uma pronta a estrita justiça são o Governo e as forças militares”, garantiu Rivera, após advertir que “nenhum caso de violação aos direitos humanos pode ser conhecido pela justiça penal militar”.

No final de 2008, quando o atual presidente Juan Manuel Santos era ministro da Defesa do Governo do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), as forças militares foram abaladas pelo escândalo da execução extrajudicial de 14 jovens da localidade pobre de Soacha, perto de Bogotá.

Os jovens, que estavam desaparecidos, foram encontrados mortos isoladamente no nordeste do país, e apontados pelo Exército como sendo guerrilheiros esquerdistas mortos em combate.

Segundo defensores dos direitos humanos, essas execuções foram agravadas por uma diretriz do Ministério da Defesa, em 2005, na qual se dava a entender que as baixas em combate seriam compensadas com gratificações.

Até o momento a justiça colombiana já proferiu 125 sentenças condenatórias por violações aos direitos humanos e ao direito internacional humanitário, cometidas em sua maioria por parte de membros das Forças Armadas, com um total de 344 militares acusados por tais violações, informou a promotora Morales, que assistiu ao ato em Bogotá.



É terrível ver pessoas que tiveram que se comprometer na segurança do nosso país, se envolvendo com atos humilhantes como a violação dos direitos humanos e até mais de pessoas como esses meninos. Espero que esse governo tenha uma mão firme nesses malandros. Veremos! Senhora, entendo que a linguagem da internet é mais casual, mas os erros de soletração e a má escrita no seu comentário deixa a mensagem que quer comunicar praticamente incompreensível. Lembre-se quanto mais articulados somos, melhor podemos protestar e lutar por nossos direitos. Eu acredito. que. o que. vocês. dizem. é. verdade
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