Governo da Colômbia cessará as ações militares para a entrega dos reféns das FARC

Por Dialogo
março 27, 2012


No dia 25 de março, o governo colombiano declarou-se disposto a suspender as operações militares nas zonas onde a guerrilha das FARC libertará, unilateralmente, dez militares que tem em seu poder os quais, conforme anunciou, entregará nos próximos dias 2 e 4 de abril.

“Se as informações forem divulgadas (pelas FARC) no dia 31 de março antes das 19h00 horário local, poderão ser interrompidas as operações militares nessa região geográfica das 18h00 locais do dia 1º de abril até as 06h00 locais do dia 3 de abril”, disse aos jornalistas o vice-ministro da Defesa, Jorge Bedoya.

Um esquema similar será posto em prática para a segunda etapa das libertações, o que deverá ocorrer no dia 4 de abril, de acordo com o cronograma que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) enviaram à ex-senadora Piedad Córdoba, que comanda um grupo civil mediador das libertações.

O vice-ministro Bedoya advertiu que se as FARC não derem as informações sobre as zonas dentro do prazo previsto, “estarão descumprindo o protocolo (que aceitaram previamente) e isto tornaria inviável qualquer condição de segurança para que esses dez colombianos cheguem sãos e salvos a seus lares”.

Bedoya assistiu a uma reunião realizada na delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), responsável pelos trâmites para receber os reféns, e delegados do Brasil, país que disponibilizará os dois helicópteros para a operação.

A reunião tinha a finalidade de definir os detalhes logísticos da operação, depois que as FARC anunciaram as novas datas para a libertação dos seis agentes de Polícia e quatro militares que estão sequestrados nas profundezas da selva há 12 e 13 anos.

Inicialmente as FARC haviam fixado o dia 26 de março para o início das libertações, mas essa data foi considerada prematura por motivos logísticos pelo CICV e governos da Colômbia e Brasil.



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