FARC deve desmoronar, diz ministro da Defesa da Colômbia

Colombian Defense Minister Juan Carlos Pinzón: FARC Close to Collapse

Por Dialogo
maio 13, 2013



O longo conflito entre a Colômbia e terroristas das FARC começa a parecer menos militar e mais uma repressão do governo contra crime organizado.
Essas foram as palavras do ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, que declarou que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), de orientação marxista, estão de saída e mudando suas táticas.
“Eles se aproximam da dissolução, mas isso também nos traz um desafio”, contou Pinzón. “Nós atingimos fortemente as FARC e eliminamos o modo como operam em todo o país, mas estão se tornando mais localizadas.”
A apresentação de Pinzón em 29 de abril no Centro William J. Perry de Estudos de Defesa Hemisféricos, da Universidade de Defesa Nacional em Washington, ocorre enquanto autoridades colombianas e líderes das FARC realizam a oitava rodada de diálogos de paz, que iniciou no ano passado. As FARC – que tanto Washington quanto Bogotá classificam como um grupo terrorista – alegam representar os trabalhadores rurais pobres da Colômbia contra a exploração pela elite do país.
Entretanto, há muito tempo, as autoridades do governo colombiano já denunciaram as táticas das FARC, que incluem sequestro, tráfico de drogas, extorsão e violência. O conflito é profundamente entrincheirado e já matou mais de 600.000 pessoas nas últimas cinco décadas, de acordo com organizações internacionais de direitos humanos.

Pinzón: FARC se tornam menos previsíveis

Pinzón lembrou que as FARC se tornam gradualmente menos previsíveis e menos visíveis, o que dificulta mais sua localização do que um movimento militar organizado e manifesto.
“Agora, são mais como uma máfia”, afirmou. “Estão mais dispersos e menos concentrados nas áreas rurais. Estão usando roupas comuns, armas menores e telefones celulares. Eles não estão mais usando todas as armas e uniformes que costumavam exibir e, geralmente, estão em trajes civis e, algumas vezes, desarmados para prevenir ações militares.”
E acrescentou: “Eles agora são mais como um grupo de bandos criminosos, mas nós estamos vencendo esses bandos criminosos um por um”.
As batalhas armadas violentas ainda são lugar-comum, embora, de uma forma geral, as lutas entre os guerrilheiros das FARC e as forças do governo tenham sido menos intensas do que já foram. Em 5 de maio, quase uma semana após o pronunciamento de Pinzón no Centro Perry, as forças do Exército mataram sete rebeldes das FARC no departamento de Nariño, no sudoeste do país, perto da fronteira da Colômbia com o Equador.
Juan Carlos Palou, um dos coordenadores da Fundação Ideias para a Paz, um instituto de pesquisas sediado em Bogotá, concorda com essa avaliação.
“Como uma força política, as FARC permanecem bastante enfraquecidas, que se isolaram através do uso de crescentes níveis de violência esporádica e ligações com cartéis mexicanos de drogas”, afirma, sugerindo que essa atitude afastou os líderes das FARC de sua base tradicional de apoio.
“Isso criou um efeito de gargalo, forçando sua transição imediata para políticas locais ou nacionais”, explica Palou.

Pinzón urgiu Washington a não desistir da luta agora

Pinzón encorajou sua plateia – cerca de 100 autoridades civis e militares da defesa sediadas em Washington – a ajudar a manter o apoio financeiro à Colômbia.
“Se existe um momento em que precisamos de apoio, ou um momento em que necessitamos enfraquecer as capacidades das FARC, esse momento é agora”, enfatizou. “Toda semana, nós estamos nos livrando de um líder das FARC ou apreendemos armas, explosivos ou drogas. Todo dia, nós continuamos a seguir em frente. A paz será conquistada com ou sem eles. A diferença será cronológica. Nós vamos fazer isso nos próximos seis meses, ou faremos nos próximos cinco anos.”
Pinzón informou que os cortes de orçamento dos EE.UU. podem afetar a ajuda à campanha militar colombiana, elaborada para combater o terrorismo, assim como para interromper o fluxo de cocaína colombiana para os Estados Unidos.
“Eu compreendo os desafios que vocês enfrentam de uma perspectiva fiscal”, disse Pinzón, fazendo uma analogia com o futebol americano para explicar seu ponto de vista. “Mas nós estamos numa zona vermelha. Nós precisamos entrar na zona final!”
Pinzón, 41 anos, filho de um coronel do Exército colombiano, é formado em Relações Internacionais e Estudos Estratégicos pela Escola de Estudos Internacionais Avançados Paul H. Nitze, pertencente à Universidade Johns Hopkins, e possui mestrado em Políticas Públicas pela Escola de Assuntos Públicos e Internacionais Woodrow Wilson, da Universidade de Princeton.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, nomeou Pinzón seu ministro da Defesa em 2011. Antes disso, ele atuou como secretário-geral da Presidência.

Aprendendo com erros do passado

Ao mesmo tempo em que Pinzón louvou os sucessos militares da Colômbia, ele também declarou que o governo está aberto para dialogar com os rebeldes. Ele salientou que Santos ofereceu às FARC um papel no processo político da Colômbia, mas que não negociará a respeito de suas políticas militares.
“Ele não vai discutir o futuro das Forças Armadas com os terroristas, mas está disposto a deixá-los participar do processo político”, informou Pinzón. “Os principais pilares da paz no país são as Forças Armadas. Elas são a proteção principal dos direitos humanos. Sim, nós podemos ter uma postura rígida – e nós a teremos caso seja necessário – mas nós também precisamos conversar. Queremos integrar a região de uma maneira pacífica.”
Segundo Pinzón, o governo colombiano está-se valendo de duras lições aprendidas durante a longa luta contra a produção ilegal de drogas e o tráfico para desarticular outras atividades criminosas.
“Na Colômbia, nós temos obtido sucesso”, ressaltou. “O narcotráfico hoje é cerca de 30% do que era há dez anos. O tamanho dos campos de cultivo de coca, o nível de produção e o modo de agir com que as organizações criminosas se sustentam, tudo isso mudou. O que não significa que não seja mais um problema, mas é um problema diferente.”
Hoje, o governo está voltando sua atenção para outras chagas virulentas.
“Estamos usando nossa experiência da guerra contra as drogas para lutar contra novas formas de financiamento da criminalidade – garimpo ilegal, extorsão, contrabando e tráfico de drogas em pequena escala em nossas cidades”, explicou. “A próxima geração está totalmente comprometida com a ideia de que a Colômbia deve aprender com sua história e não continuar a fazer o que fizemos de errado.”
Boa intervenção, nunca se deve desistir, é impossível abandonar a luta, adiante Forças Militares, apesar de B. Obama. O horizonte está claro, ÊXITO na luta, adiante COLOMBIANOS para benefício e tranquilidade de todos. Que DEUS os abençoe. Acho excelente a intervenção do muito jovem ministro da defesa. Eu simplesmente lhe recomendaria que estudasse tudo o que diz respeito à ajuda de Washington, que ele considera tão necessária. Não, senhor ministro, lembre-se de que essas ajudas não são mais que fortalecer políticas estrangeiras às nossas; se é que nós verdadeiramente queremos ser independentes em assuntos tão sérios como os que estão sendo tratados. Não nos deixemos confundir, do jeito como vamos... Vamos muito bem... Paz, o maior tesouro cobiçado por todo o universo. Sem ela, temos de encher cadernos diariamente com estratégias que não levam a encontrar a melhor opção. Viva a Colômbia.
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