Cerca de dez fábricas de explosivos das FARC foram destruídas

Colombian Army Destroys 10 FARC Explosives Factories

Por Dialogo
abril 08, 2013


Soldados do Exército da Colômbia conseguiram localizar e destruir, de uma maneira controlada, uma fábrica de artefatos explosivos improvisados pertencente à coluna móvel ‘Jacobo Arenas’ das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que utilizavam bombas caseiras como forma de intimidação, informou um porta-voz do Exército no dia 4 de abril.



A fábrica de explosivos tinha capacidade para fabricar grandes quantidades de dispositivos, minas e granadas artesanais, os quais seriam empregados em uma escalada terrorista em diversos municípios do norte do estado de Cauca.



No local foram destruídos quatro sacos de grampos que são colocados dentro dos explosivos como lascas duras para aumentar o potencial de destruição, 90 galões de pólvora negra para a fabricação de explosivos, 120 placas de alcatrão de 200 gramas cada uma e 24 tubos de ferro de um metro de altura para o lançamento de explosivos tipo ramalhete.



Com a utilização de dispositivos explosivos artesanais, a célula das FARC tenta espalhar o medo entre a população civil, praticando atos indiscriminados que deixaram milhares de vítimas que hoje sofrem as consequências e têm marcas indeléveis deixadas pelos explosivos.



O Exército colombiano conseguiu combater as ações terroristas na região norte do estado de Cauca e localizou áreas nevrálgicas onde são fabricados diversos tipos de explosivos, distribuídos e espalhados pelas FARC e suas redes de apoio em diversas zonas da região, causando danos irreversíveis a trabalhadores rurais, indígenas e militares.






A mudança na condução da guerra foi passar de buscar um confronto direto com a guerrilha para buscar sua derrota militar, pelo emprego da tática do mestre SUN TZU na Arte da Guerra-irregular empregando a inteligência para ver suas partes fracas, para saber onde atacá-las. o aproveitamento das áreas de combate evitando as emboscadas e tomando ações cívico-militares para ganhar o apoio da população civil, vital para o planejamento das operações. Foi um longo caminho para realizar a mudança, pois o exército colombiano era muito apegado a suas experiências com a Guerra da Coreia, com as doutrinas do exército dos EUA, que resultaram na derrota do Vietnã ante um exército sem o equipamento militar dos EUA, porém com a grande experiência de Mao e sua guerrilha na China, usando as experiências da Arte da Guerra de SUN TZU, que hoje ainda é muito válida, em especial na luta contra a insurgência made in Cuba.
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