Iniciados os preparativos para as conversações de paz em Cuba

Por Dialogo
novembro 08, 2012


Negociadores do governo colombiano e guerrilheiros esquerdistas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) abriram os dois dias de conversações em 6 de novembro, uma prévia das negociações de paz previstas para começarem em Cuba no dia 15 deste mês, disseram os diplomatas à AFP.

Uma fonte descreveu o encontro como “uma reunião interna” entre representantes das FARC e do governo do presidente colombiano Juan Manuel Santos.

O encontro privado significa que os garantidores da paz da Noruega, Cuba, Venezuela e Chile estavam ausentes.

A agência estatal cubana de notícias Prensa Latina informou que a reunião tinha como objetivo fazer com que ambas as partes “definissem os aspectos técnicos a portas fechadas” das negociações formais.

A Colômbia e a mais longa insurgência da América Latina lançaram formalmente as conversações de paz na Noruega no dia 18 de outubro, com a finalidade de pôr um fim a quase cinco décadas de um conflito que custou muitos milhares de vidas.

Essas são as primeiras conversações diretas entre as duas partes em dez anos.

Os dois lados discutirão uma agenda de cinco pontos que inclui o desenvolvimento rural, as drogas ilegais, indenizações e como desmobilizar a guerrilha e incorporar seus combatentes ao processo político da Colômbia.

A agência Anncol de notícias, simpatizante dos rebeldes das FARC, informou que a guerrilheira holandesa Tanja Nijmeijer, de 34 anos, veio a Cuba para ser a porta-voz dos rebeldes.

Autoridades norte-americanas querem Nijmeijer – uma ex-professora primária que entrou para as FARC em 2002 – por seu suposto papel no sequestro de três empreiteiros norte-americanos em 2003. Os militares colombianos libertaram os americanos junto com a candidata à presidência da Colômbia Ingrid Betancourt, em uma ousada operação realizada em 2008.

O maior grupo rebelde da América Latina, fundado em 1964 e atualmente com cerca de 9.200 combatentes armados, pode estar pronto para uma trégua após uma grande série de revezes.

Nos últimos anos, vários líderes rebeldes foram mortos ou capturados. As fileiras da guerrilha também foram reduzidas à metade do que foram em seu auge, nos anos 90.



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