Colômbia diz que cerca de 3 mil crianças foram desmobilizadas em nove anos

Por Dialogo
novembro 21, 2011


Pelo menos 2.962 menores de idade que pertenciam a grupos armados ilegais da Colômbia foram desmobilizados nos últimos nove anos e ingresssaram em um programa estatal de proteção, revelou o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón.

De um total de 24.303 membros dessas organizações desmobilizados nos últimos anos, cerca de 13 por cento são menores de 18 anos, informou o ministro ao lançar, em Bogotá, uma campanha contra este tipo de recrutamento forçado, denominada ‘Basta, quero ser livre’.

Pinzón explicou que 27 por cento dos menores desmobilizados pertencem a comunidades indígenas, dos quais 70 por cento foram recrutados pela guerrilha comunista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) quando tinham apenas entre 12 e 14 anos de idade.

“É uma situação dramática. Isto é uma violação aos direitos de meninos e meninas, e ainda contra os direitos das comunidades indígenas”, disse.

Além da utilização dos menores de idade como combatentes, Pinzón denunciou que eles são explorados sexualmente pelos diversos grupos armados ilegais.

O ministro disse que as províncias que mais apresentam o recrutamento forçado de menores são Caquetá (sul), Antioquia (noroeste), Cundinamarca (centro), Chocó (oeste) e Cauca (sudoeste).

A Colômbia sofre, há cerca de meio século, um sangrento conflito armado interno, com enfrentamentos de guerrilhas de esquerda, grupos de extrema-direita, narcotraficantes e quadrilhas criminosas contra as forças do Estado.



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