Colômbia informa sobre destruição de laboratórios de drogas e prisão de criminais  

Colômbia informa sobre destruição de laboratórios de drogas e prisão de criminais  

Por Yolima Dussán/Diálogo
setembro 23, 2020

Durante os primeiros 15 dias de agosto de 2020, as autoridades colombianas informaram sobre a realização de diversas operações que causaram importantes baixas aos criminosos e às finanças do crime organizado.

Em uma operação conjunta entre a Marinha e a Polícia Nacional da Colômbia, no dia 15 de agosto, foram capturados 18 integrantes do grupo criminal Clã do Golfo, entre os quais estava o indivíduo conhecido como Jhorman, acusado de ser o principal articulador dessa organização criminosa. O indivíduo conhecido como Bebeto, encarregado de coordenar as extorsões e os assassinatos de aluguel, foi neutralizado quando tentava fugir, informou o Comando-Geral das Forças Militares (CGFM) da Colômbia.

No sul de Bolívar, Colômbia, as autoridades capturaram 17 integrantes do grupo guerrilheiro ELN, que foram entregues à Promotoria-Geral da Nação para que se inicie seu processo de judicialização. (Foto: Exército Nacional da Colômbia)

Em outra operação, realizada no dia 6 de agosto, o CGFM informou ter destruído seis laboratórios para o processamento de pasta base de coca em diversos povoados dos estados de Guaviare e Meta, reduto da dissidência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Os insumos destruídos pelas autoridades totalizaram 1.031 quilos de insumos sólidos e 3.467 litros de insumos líquidos, suficientes para produzir cerca de 310 kg de pasta base de coca por mês.

Em uma megaoperação, as forças de ordem colombianas capturaram, no dia 29 de julho, 17 guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) que praticavam crimes no estado de Bolívar. A Polícia Nacional, a Primeira Divisão do Exército e a Promotoria realizaram a operação que incluiu mais de 30 invasões simultâneas em três municípios, informou a Polícia em um comunicado de imprensa.

Esses criminais são acusados de extorsão, deslocamento forçado, homicídio, comércio ilegal de material de guerra e tráfico e porte de entorpecentes, garante a Polícia.

Com esse resultado, o ELN perde peças chaves. As forças colombianas ressaltaram a importância da operação ao informar que se atribui a esse grupo, que já disputou com o Clã do Golfo a posse de território e o poder na região, a autoria material do assassinato de líderes comunitários na região.

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