Colômbia impede tráfico de drogas e destrói laboratórios

Colômbia impede tráfico de drogas e destrói laboratórios

Por Yolima Dussán/Diálogo
março 12, 2021

As Forças Armadas da Colômbia informaram sobre a interceptação de três embarcações carregadas com drogas, a destruição de 13 laboratórios de fabricação de pasta base de coca e a descoberta de um depósito de maconha, entre os dias 15 e 22 de janeiro de 2021, em várias regiões do país.

No dia 22 de janeiro, no estado de Guainía, a 25 quilômetros da fronteira com a Venezuela, membros da Marinha Nacional da Colômbia consideraram suspeito o nível de afundamento de uma embarcação, abaixo dos 30 centímetros permitidos. Após a sua inspeção, descobriram que transportava drogas em um fundo falso.

A Marinha Nacional da Colômbia apreendeu no dia 22 de janeiro de 2021, no estado de Guainía, 614 kg de maconha no fundo falso de uma embarcação. (Foto: Marinha Nacional da Colômbia)

Depois de abrirem o casco da embarcação, encontraram 614 quilos de maconha empacotada, declarou a Procuradoria Geral da Nação. “O carregamento ilícito seria levado à Venezuela”, declarou.

Um dia antes, em 21 de janeiro, no estado do Amazonas, as Forças Armadas encontraram um depósito com 1.600 kg de maconha já empacotada, “que seria enviada ao Peru e ao Brasil”, informou em seu portal o Comando Geral das Forças Militares da Colômbia (CGFM).

No mesmo dia, o CGFM comunicou também a destruição de 12 laboratórios utilizados para o processamento de pasta base de coca. A ação combinada com membros da Procuradoria Geral da Nação foi realizada simultaneamente nas margens dos rios Putumayo, Caquetá, Meta e Guaviare. A operação resultou na apreensão de mais de 6.363 litros de insumos líquidos, 1.632 kg de insumos sólidos e 555 kg de folhas de coca.

Um outro golpe contra os grupos criminosos ORBI e Clã do Golfo foi desferido no dia 19 de janeiro, no estado de Antióquia. A Polícia Nacional informou que encontrou a localização e efetuou a destruição e a judicialização de um laboratório com capacidade para produzir 2 toneladas de cocaína por mês.

O General de Brigada Herman Alejandro Bustamente, diretor Antinarcóticos da Polícia, declarou à imprensa que foram confiscados no laboratório 419 kg de cloridrato de cocaína e 80 kg de base de cocaína, e que foram presos em flagrante nove narcotraficantes.

No dia 17 de janeiro, a Força Naval do Caribe anunciou a apreensão de 500 kg de cocaína a bordo de um navio mercante com bandeira de Singapura, na Bahía Colômbia, em Turbo, Antióquia.

A Marinha Nacional informou que “graças à informação fornecida pela Rede de Participação Cívica sobre a presença de passageiros clandestinos na embarcação, a Estação de Guarda-Costas de Urabá e a Companhia Antinarcóticos de Controle Portuário inspecionaram o navio mercante que tinha como destino a Costa Rica”.

No dia 15 de janeiro, depois de quatro horas de perseguição em alto-mar, militares do Corpo de Guarda-Costas conseguiram interceptar um barco a motor a 80 milhas náuticas do Porto de Tumaco.

O Contra-Almirante da Marinha Nacional da Colômbia José David Espitia Jiménez explicou à imprensa que a embarcação, tripulada por três pessoas, transportava entorpecentes para a costa da América Central, provenientes da costa do Pacífico. O oficial acrescentou que o contrabando, “que incluía 835 kg de maconha e 8 kg de cocaína, seria comercializado na América Central”.

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