Colômbia aumenta a ofensiva contra entorpecentes e dissidências

Colômbia aumenta a ofensiva contra entorpecentes e dissidências

Por Yolima Dussán/Diálogo
março 30, 2021

Entre os dias 7 e 19 de fevereiro de 2021, as forças de ordem da Colômbia alcançaram resultados operacionais que impactaram as organizações do narcotráfico no Caribe, especialmente na zona do Pacífico, onde há uma alta concentração de produção de narcóticos. O relatório Avaliação Nacional da Ameaça das Drogas 2020, publicado no dia 2 de março de 2021 pela Administração para o Controle de Drogas dos EUA (DEA, em inglês), informa que a pandemia da COVID-19 não reduziu o tráfico e o fornecimento de cocaína nos EUA, e mostra que “91 por cento da cocaína apreendida nos EUA e analisada pelo CSP [Programa Distintivo de Cocaína, em inglês] tem origem na Colômbia”.

No dia 19 de fevereiro, a Procuradoria Geral da Colômbia anunciou a captura de 150 pessoas e a apreensão de mais de 9 toneladas de entorpecentes. Esse resultado ocorreu após 17 dias de operações de busca e incursões nos estados de Valle del Cauca, Cauca e Nariño. “Foram atingidas três grandes estruturas vinculadas ao envio de carregamentos de cocaína e maconha do Pacífico aos mercados internacionais, bem como redes de microtráfico”, informou a Procuradoria, acrescentando que foram afetadas as estruturas transnacionais Punto Fijo, Sol e Nava, identificadas por suas atividades em toda a cadeia do narcotráfico.

No dia 11 de fevereiro de 2021, o Exército Nacional da Colômbia apreendeu 1.058 kg de cocaína, 420 kg de pasta base de coca, 400 kg de insumos sólidos e quase 14.000 litros de insumos líquidos em um laboratório clandestino em Tumaco. (Foto: Forças Militares da Colômbia)

Em outra operação realizada no dia 18 de fevereiro, a Polícia Nacional da Colômbia (PNC) impediu a saída do porto de Barranquilla, com destino à Holanda, de 6.332 lâminas retangulares que os militares encontraram em mais de 5.000 caixas contendo 304 quilos de cocaína. O carregamento estava em um armazém de refrigeração de frutas.

No dia 12 de fevereiro, a Marinha Nacional informou a interceptação de duas lanchas que transportavam 1.102 kg de entorpecentes. A operação foi realizada quando a Força Aérea da Colômbia (FAC) detectou uma embarcação suspeita à noite. Militares da Estação de Guarda-Costas de Buenaventura interceptaram o barco a motor tripulado por um colombiano e dois costarriquenhos, e encontraram 827 kg de maconha e 2.000 litros de combustível, bem como equipamentos de comunicação e geolocalizadores. Horas mais tarde, a FAC detectou uma segunda embarcação tripulada por duas pessoas, onde os agentes da Estação de Guarda-Costas de Buenaventura encontraram 275 kg de cocaína em um fundo duplo.

No dia 11 de fevereiro, as Forças Militares da Colômbia destruíram em Tumaco um laboratório rústico para a produção de drogas. O General de Brigada do Exército Nayro Javier Martínez, comandante da Força-Tarefa Conjunta de Estabilização e Consolidação Hércules, explicou que no local foram encontrados 1.058 kg de cocaína, 420 kg de pasta base de coca, 400 kg de insumos sólidos e quase 14.000 litros de insumos líquidos pertencentes ao grupo criminoso Los Contadores.

Em 7 de fevereiro, a Polícia Nacional concentrou suas operações no município de Riosucio, estado de Chocó, onde foi neutralizado Nelson Hurtado, conhecido como Marihuano, principal homem de confiança do indivíduo conhecido como Otoniel, líder máximo do Clã do Golfo, considerado o maior grupo de narcotráfico da Colômbia.

A Polícia Nacional informou que vulgo Marihuano coordenava o envio de 6 toneladas de cocaína por mês para a América Central e a Europa. “Graças à guerra interna que o Clã do Golfo trava pelo poder do narcotráfico, vários de seus integrantes começaram a fornecer informações. A neutralização de vulgo Marihuano foi produto dessas delações”, publicou no YouTube o General de Exército Jorge Luis Vargas, diretor da Polícia Nacional.

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