Colômbia e Equador assinam plano para fortalecer a segurança na fronteira

Por Dialogo
junho 14, 2011


Colômbia e Equador assinaram na sexta-feira um programa binacional de ação para fortalecer a segurança na região da fronteira, e lançaram ainda campanhas de saúde e educação.

O documento foi assinado pelos ministros da Defesa da Colômbia, Rodrigo Rivera, e do Equador, Javier Ponce, na cidade equatoriana de Puerto El Carmen, na província amazônica de Sucumbíos (nordeste).

Essa região faz limite com o departamento colombiano de Putumayo, onde opera a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas).

Os dois países decidiram fomentar a cooperação e o desenvolvimento das capacidades de resposta frente às ameaças comuns, o intercâmbio de informações e a implementação de centros de atenção na fronteira para promover a integração, segundo o órgão equatoriano.

O programa, com 21 linhas de ação, destaca-se pelo objetivo de elevar o nível político e estratégico da relação binacional em questões de segurança, informou o ministério colombiano.

As duas nações também adotarão protocolos para regulamentar a atuação das forças de segurança frente aos habitantes da região limítrofe quanto aos direitos humanos e também impulsionar os projetos sociais.

Em função desse plano, o pessoal médico equatoriano prevê atender cerca de 5 mil pessoas em Puerto El Carmen, às margens do rio Putumayo, na fronteira, enquanto o Ministério da Educação fornecerá materiais e café da manhã aos estudantes.

Atividades similares são executadas na cidade de Puerto Ospina (Colômbia), em frente à cidade equatoriana, que foi também visitada por Rivera e Ponce.

Em março de 2008, tropas colombianas invadiram Sucumbíos e atacaram um acampamento clandestino das Farc, matando 25 pessoas, entre elas o chefe rebelde Raúl Reyes, um equatoriano e quatro mexicanos.

O bombardeio motivou o rompimento das relações diplomáticas por parte de Quito, as quais foram restabelecidas plenamente em novembro passado.



É sempre bom ver países que enfrentaram as turbulências bilaterais recentemente tratando de suas questões comuns. Países da América do Sul sabem que tem de cooperar para que melhorem a sua própria segurança interna, visto os limites porosos que compartilham, principalmente o Amazonas. Espero que o governo tenha possibilidade e vontade de implementar políticas que melhorem a segurança, diminua o contrabando e tráfico de drogas, ao mesmo tempo cuidar dos habitantes nas áreas fronteiriças.
Share