Forças Armadas do Chile se unem a missão de paz na República Centro-Africana

Chilean Armed Forces Join Peacekeeping Mission in Central African Republic

Por Dialogo
fevereiro 26, 2016




As Forças Armadas do Chile se uniram à Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA). Os três oficiais do Estado-Maior Conjunto (EMCO) – Maj do Exército Mella Spuler, o CC da Marinha César Gajardo Blu e o Ten Cel da Força Aérea Jorge Bustos Oakley – começaram a apoiar o esforço em 26 de fevereiro.

O Maj Mella Spuler serve como Oficial de Logística no quartel-general da MINUSCA, localizado na cidade de Bangui, capital da República Centro-Africana, enquanto o CC Gajardo Blu é o Oficial de Pessoal no quartel-general da Brigada Setor Central, na cidade de Kaga Bandoro. O Ten Cel Bustos Oakley é Oficial de Operações Aéreas no mesmo local em que serve o CC Gajardo Blu. “O objetivo é proteger os civis, apoiar a segurança internacional e o processo de transição na República Centro-Africana”, explicou o Tenente-Coronel Augusto Scarella, secretário-geral do EMCO.

Os três oficiais foram selecionados com base em suas habilidades profissionais e experiência militar. Eles treinaram durante duas semanas no Centro Conjunto de Operações de Paz do Chile antes de serem enviados para a missão, de acordo com as diretrizes acadêmicas da ONU. “A decisão de contribuir no continente africano é parte do compromisso do Chile pela paz”, disse o subsecretário de Defesa, Marcos Robledo.

Três etapas


Em 27 de janeiro, o Congresso Nacional do Chile aprovou o envio de militares e apoio logístico para a MINUSCA em três etapas
. A iniciativa atende ao compromisso assumido pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, durante a II Cúpula de Líderes Mundiais sobre Operações de Paz, que foi realizada em Nova York, em setembro de 2015.

A primeira etapa envolve o envio de oficiais militares; a segunda etapa contempla o envio de uma Companhia de Engenheiros de Construção e um Grupo de Helicópteros de Médio Porte enquanto a terceira etapa envolverá o envio de uma Unidade Médica Nível 2 composta de soldados e civis. “Os oficiais militares servirão durante seis meses nesta primeira etapa. Depois disso, outros três soldados serão enviados como substitutos”, afirmou Robledo. “Esta é uma forma de mostrar solidariedade com uma região que passa por grandes dificuldades. Os países cooperam para a atuação conjunta frente a situações que preocupam a todos.”

Para o Chile, a missão permitirá também receber “informações privilegiadas e atualizadas do terreno, forças, organização e o desenvolvimento e condução de operações e, a partir delas, poderemos continuar aprendendo e avaliando formas e modalidades de participação nesses tipos de missões de paz”, concluiu Robledo. O CC da Marinha Gajardo Blu afirmou que é um “enorme desafio para os chilenos participar desta missão sendo pioneiros na MINUSCA. Estamos muito confiantes no trabalho que faremos, já que fomos muito bem preparados.”

Missão MINUSCA


A MINUSCA foi criada em 7 de abril de 2014 pela Resolução 2.149 do Conselho de Segurança da ONU para lidar com as crises humanitária, política, de segurança e de direitos humanos na República Centro-Africana. A missão, que inclui 11.644 militares de 48 países, empenha-se para garantir a paz aos civis.

Segundo o relatório da ONU, os militares têm a missão de apoiar o processo de transição, facilitar a assistência humanitária, promover e proteger os direitos humanos, dar suporte para a justiça e o Estado de Direito, promover o desarmamento, desmobilização, reintegração e processos de repatriamento. “Há muita desordem interna em vários países africanos”, disse o Ten Cel Bustos Oakley. "Se você pode colaborar um pouco para melhorar a situação das pessoas que vivem lá, você se sentirá recompensado.”

O Chile também tem atualmente forças de manutenção da paz no Haiti (MINUSTAH), Bósnia Herzegovina (ALTHEA), Chipre (UNFICYP), Índia e Paquistão (UNMOGIP) e no Oriente Médio (UNTSO).
Meu desejo é que a Venezuela fosse assim, e não o governo que tem hoje. Interessado com experiência no trabalho policial no Estado de Trujillo
Share