Chefes das forças aéreas discutem sobre COVID-19, operações aéreas e domínio espacial na 60ª CONJEFAMER

Chefes das forças aéreas discutem sobre COVID-19, operações aéreas e domínio espacial na 60ª CONJEFAMER

Por Segundo-Sargento Angela Ruiz, Forças Aéreas Sul dos EUA/12ª Força Aérea/Editado pela equipe da Diálogo
outubro 21, 2020

O Tenente Brigadeiro do Ar Charles Q. Brown, Jr., chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA, e o Brigadeiro Barry R. Cornish, comandante das Forças Aéreas Sul dos EUA/12ª Força Aérea, reuniram-se virtualmente com líderes aéreos de 19 nações do hemisfério ocidental para a 60ª Conferência dos Chefes das Forças Aéreas Americanas (CONJEFAMER, em inglês), no dia 30 de setembro de 2020.

O Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA) sediou virtualmente essa CONJEFAMER, que é normalmente realizada em junho por uma nação participante, mas foi adiada devido à COVID-19. A conferência oferece uma oportunidade para que os chefes das forças aéreas se reúnam e colaborem coletivamente na agenda do SICOFAA, em exercícios de treinamento combinado e operações de assistência humanitária e ajuda em caso de desastres na região.

O Tenente Brigadeiro do Ar Ramsés Rueda Rueda, comandante da Força Aérea Colombiana, participa da 60ª CONJEFAMER em seu escritório, pois a conferência foi realizada de forma virtual devido à COVID-19. (Foto: Força Aérea Colombiana)

“Os esforços de assistência humanitária e ajuda em desastres, especialmente durante a COVID-19, nunca foram tão essenciais em todo o mundo. A Conferência de Chefes das Forças Aéreas Americanas é um evento que cria confiança e apoio entre os EUA e nossos parceiros latino-americanos. Os relacionamentos criados entre todos os chefes das forças aéreas são inestimáveis e propiciam às nossas nações a oportunidade de colaborar e responder às crises humanitárias e aos desastres naturais no hemisfério ocidental”, disse o Ten Brig Ar Brown.

Desde que a pandemia atingiu as Américas, houve mais de 200 dias de respostas à COVID-19 com operações aéreas no hemisfério ocidental, envolvendo as forças aéreas na logística de transporte aéreo de ajuda humanitária, distribuição de alimentos, apoio às agências de saúde e estatais, avaliações médicas e apoio à segurança de cada país. Os chefes das forças aéreas compartilharam suas experiências, lições aprendidas e melhores práticas sobre a COVID-19, durante a conferência virtual.

O Tenente Brigadeiro do Ar Ramsés Rueda Rueda, comandante da Força Aérea Colombiana, disse que as nações membros do SICOFAA estão se preparando para o exercício ao vivo Cooperação VII, que será realizado em Rionegro, Colômbia, em agosto de 2021. O exercício Anjo dos Andes também será realizado como parte do Cooperação VII. “[O exercício nos permite] treinar, sob um esquema multinacional combinado, o planejamento e o emprego interoperável do poder aéreo, as capacidades de resposta e assistência humanitária para a gestão de desastres naturais de grande envergadura, apoiados nos recursos oferecidos pelo SICOFAA para o desenvolvimento desse tipo de exercícios.”

Os líderes das forças aéreas encerraram a conferência com um debate sobre a criação de parcerias internacionais no domínio espacial e a incorporação das capacidades espaciais nas futuras operações combinadas de assistência humanitária e ajuda em desastres, beneficiando a região. Sete nações latino-americanas têm programas espaciais ativos e outras três têm professores de ciência espacial.

“Tive a honra de representar a Força Espacial dos EUA na Conferência dos Chefes das Forças Aéreas Americanas, a primeira desde nossa criação, em dezembro passado [de 2019]”, disse o Major-Brigadeiro da Força Espacial dos EUA William Liquori, subchefe de Operações Espaciais, Estratégia, Planos, Programas, Requisitos e Análise. “Parcerias sólidas com nações que compartilham ideias afins e interessadas na ciência espacial, como as que compareceram hoje, são essenciais para a segurança e a sustentabilidade de longo prazo do domínio espacial.

“Embora a conferência deste ano seja virtual, o evento só foi possível graças aos vínculos criados a partir das conferências anteriores bem-sucedidas”, disse o Ten Brig Ar Brown.

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