Líderes e representantes das forças aéreas de todo o Hemisfério Ocidental se reuniram na Argentina, de 18 a 20 de junho, para a 64ª Conferência dos Comandantes das Forças Aéreas Americanas (CONJEFAMER).
O Tenente Brigadeiro do Ar Fernando Luis Mengo, da Força Aérea Argentina, foi o anfitrião do evento, que contou com a presença de líderes seniores das forças aéreas de 19 nações, que participaram de discussões concentradas nas necessidades de prontidão para atender a uma visão coletiva e estabeleceram planos para futuros exercícios em conjunto.
“A Conferência dos Comandantes das Forças Aéreas Americanas é uma oportunidade única para aprender e construir parcerias com nossos vizinhos do Hemisfério Ocidental”, declarou o Tenente Brigadeiro do Ar David Allvin, chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos EUA. “É também um fórum excepcional para aprimorar nossos objetivos de segurança compartilhados, gerando confiança e compreensão mútuas. Tive a honra de interagir com meus homólogos em primeira mão e estou ansioso para melhorar nossa capacidade coletiva de enfrentar desafios globais complexos.”

A conferência de três dias foi patrocinada pelo Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), uma instituição apolítica criada em 1961, que atualmente conta com 23 países membros, com o objetivo de ser uma organização eficiente na cooperação e no apoio mútuo entre as Forças Aéreas Americanas e suas equivalentes.
“A CONJEFAMER é hoje a mesa redonda das Forças Aéreas Americanas”, disse o Coronel Bruno Pedra, da Força Aérea Brasileira, subsecretário geral do SICOFAA. “Isso torna imperativo manter e fortalecer um ambiente de confiança e cooperação profissional.”
Grande parte do valor obtido durante a conferência anual pode ser atribuído às relações construídas entre os chefes das forças aéreas, para ajudar em situações emergenciais, quando uma resposta rápida é necessária.
Somente neste ano, a Colômbia sofreu incêndios florestais devastadores e o Brasil enfrentou enchentes sem precedentes, fazendo com que as discussões sobre os esforços de assistência humanitária e respostas a desastres ocupem o primeiro plano das observações de alguns líderes.
“No mundo em que vivemos hoje, há duas verdades irrefutáveis”, disse o Brigadeiro Carlos Fernando Silva Rueda, subcomandante e chefe do Estado-Maior da Força Aérea Colombiana. “A primeira é que há uma mudança climática que potencialmente produzirá desastres naturais a qualquer momento. A segunda é que não há nada como ter amigos em quem se apoiar quando você mais precisa. Nossos irmãos, as forças aéreas da Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos e Uruguai, por meio de nosso sistema, responderam ao nosso chamado, dando-nos uma mão, fornecendo suas capacidades para que pudéssemos resolver esses incêndios.”
“A CONJEFAMER é onde as lições aprendidas são relatadas e as atividades a serem desenvolvidas são decididas”, ressaltou o Cel Pedra. “De forma congruente, na Argentina, tanto os incêndios florestais na Colômbia como as inundações no Brasil foram abordados em uma estrutura de coordenações antecipadas mediadas pelo SICOFAA.”
O Cel Pedra também sugeriu a possibilidade de expandir a influência de organizações semelhantes fora do Hemisfério Ocidental.
“Estudando o SICOFAA em sua totalidade, fica claro que o futuro do SICOFAA inclui um relacionamento sistemático com sistemas homólogos da África e da região do Indo-Pacífico”, afirmou. “Dessa forma, o benefício máximo para seus membros dependerá cada vez mais da capacidade diplomática de seus representantes, seja entre eles ou com seus respectivos governos.”
Os procedimentos formais chegaram ao fim quando o Ten Brig Ar Mengo entregou o sino cerimonial do SICOFAA nas mãos do anfitrião do próximo ano, o Tenente Brigadeiro do Ar Julio Rubén Fullaondo Céspedes, comandante da Força Aérea Paraguaia, simbolizando o início das atividades do próximo ano.



