América Central debaterá alternativa para combater o narcotráfico

Por Dialogo
março 05, 2012


Os presidentes centro-americanos debaterão alternativas para enfrentar o narcotráfico, que vem há 30 anos aumentando a violência na região, disse no dia 1º de março, em Honduras, a vice-presidente da Guatemala, Roxana Baldetti.

A autoridade guatemalteca chegou a Honduras para uma reunião, por este motivo, com o presidente Porfirio Lobo, parte de uma série de visitas que incluiu anteriormente o Panamá e a Costa Rica, e que prosseguirá na Nicarágua.

“Já temos a proposta positiva do presidente (do Panamá, Ricardo) Martinelli, uma resposta positiva da presidente (da Costa Rica, Laura) Chinchilla e hoje (acontecerá) a aceitação, por parte do presidente Lobo, de um diálogo sobre esta questão”, afirmou ela.

“Estamos prestes a instalar exatamente essa mesa de diálogo”, acrescentou, embora não tenha especificado data ou lugar para um encontro.

Baldetti explicou que o presidente guatemalteco, Otto Pérez, está propondo a criação de uma mesa de diálogo para buscar “diferentes alternativas” para o combate ao narcotráfico e à violência ligada a esse negócio ilícito.

“Queremos dizer que os presidentes, os líderes centro-americanos, vão sentar-se para discutir e buscar alternativas que nos permitam, como cidadãos, ter uma América Central diferente, uma América Central em paz”, enfatizou.

“Oxalá Deus nos permita encontrar um caminho diferente para podermos combater um grave flagelo que causa danos enormes a toda a região centro-americana”, disse a vice-presidente da Guatemala.

Por sua vez, Lobo disse ter escutado a vice-presidente guatemalteca sobre as propostas de diálogo que “precisam também abranger, possivelmente, o México e a Colômbia” para que “levantemos a questão do que deveremos fazer” frente ao tráfico de drogas.

“Foram realizados muitos esforços na Colômbia e no México, mas a droga continua a circular e nós, que estamos no meio do caminho entre o local onde se produz e o local onde se consome,
sofremos a pior parte porque a perda de vidas humanas é enorme na região”, lamentou.





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