América Central se prepara para tratar possíveis casos de ebola

Central America Prepares to Treat Possible Ebola Cases

Por Dialogo
novembro 26, 2014




Especialistas técnicos da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) organizaram um workshop na Cidade do Panamá, em 18 e 19 de novembro, para desenvolver capacidades em comunicação de risco e melhorar os planos de resposta ao vírus ebola na América Central e no Caribe.

“Estamos tratando essa situação de alerta sanitário contra o ebola como uma oportunidade de melhorar nosso sistema de prevenção e nos preparar para o surgimento de possíveis casos na América Latina”, diz Brayna Brennan, assessora especial de comunicação de risco da OPAS, destacando que a comunicação diante de ameaças desse tipo é essencial para a confiança e a tranquilidade da população.

“É muito importante, frente a esses desafios que colocam à prova os sistemas de saúde mundiais, que as autoridades não escondam informação e alertem o público de maneira rápida e precisa, para que as pessoas confiem no que dizem as autoridades.”

Delegações de especialistas técnicos em epidemiologia e comunicação dos ministérios da Saúde de Costa Rica, Cuba, El Salvador, Honduras, Guatemala e Panamá participaram de uma conferência para compartilhar suas experiências, revisar e aperfeiçoar os planos estabelecidos em cada país, além de estabelecer protocolos de resposta similares para o tratamento de possíveis casos de ebola.

A OPAS está trabalhando com todos os países das Américas para prestar assistência técnica e supervisionar seus planos. O mesmo workshop será realizado em Quito, no Equador, em 9 e 10 de dezembro, para participantes da América do Sul.

Até o final de outubro, haviam sido registradas 4.877 mortes como resultado do surto de ebola na África Ocidental, onde houve 9.936 casos confirmados, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, há 444 casos confirmados de infecção entre profissionais da saúde.

Parceria com os meios de comunicação


“Nada pode ser ocultado no mundo de hoje. Tudo é conhecido graças às redes sociais e, por isso, esconder informação não é uma opção. Devemos entender que é necessário dizer o que o público precisa saber. Não o que as autoridades querem dizer, mas o que a população exige saber”, diz Vilma Gutiérrez, especialista em comunicação da OPAS.

Uma das metas da comunicação de risco é transformar os meios de comunicação em aliados para divulgar informações da forma mais transparente possível.

“Se os jornalistas souberem como é a doença, como é tratada, como se espalha, então eles poderão divulgar informações precisas para o público. A ideia é evitar, a todo custo, a publicação de rumores que servem apenas para causar pânico coletivo.”

Para isso, o primeiro passo é preparar e informar os profissionais de saúde sobre a desinformação, para que possam corrigi-la por meio da mídia.

Panamá está na vanguarda com sua Sala de Biossegurança


“A OMS e a OPAS reconheceram que a região centro-americana e particularmente o Panamá cumpriram todas as diretrizes e tomaram as medidas necessárias para responder a qualquer evento relacionado ao ebola que possa ocorrer”, diz Itza Baraona de Mosca, diretora-geral do Ministério da Saúde do Panamá (MINSA).

Conforme essas diretrizes, as autoridades inauguraram em 19 de novembro, no Hospital 24 de Diciembre, a Sala de Biossegurança, totalmente equipada para tratar possíveis casos do vírus ebola.

Cerca de US$ 1,5 milhão foram investidos na sala, cujos equipamentos preveem qualquer tratamento ou procedimento desde a chegada do paciente ao hospital. Isso inclui a área de entrada da ambulância, o elevador e o corredor que será usado para o deslocamento dentro da instituição, até o isolamento e a biossegurança.

“Um andar inteiro foi adequado, não apenas uma sala. Se não houver casos de ebola, o Panamá ficará com um plano de emergência fortalecido ante qualquer eventualidade, com instituições coordenadas e alinhadas. Havia uma debilidade antes”, diz Rafael Pérez, coordenador da comissão interagências criada para lidar com casos de ebola na região.

“O Panamá está respondendo rapidamente a essa necessidade de preparação. Estamos satisfeitos porque agora podemos ver alguns pontos de partida para enfocar e apoiar, em conjunto com a OPAS, com missões de especialistas para que o país possa melhorar ainda mais sua capacidade de enfrentar possíveis casos de infecção pelo ebola”, diz Nelson Arboleda, diretor do Escritório Regional Centro-Americano dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC-CAR).





Especialistas técnicos da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) organizaram um workshop na Cidade do Panamá, em 18 e 19 de novembro, para desenvolver capacidades em comunicação de risco e melhorar os planos de resposta ao vírus ebola na América Central e no Caribe.

“Estamos tratando essa situação de alerta sanitário contra o ebola como uma oportunidade de melhorar nosso sistema de prevenção e nos preparar para o surgimento de possíveis casos na América Latina”, diz Brayna Brennan, assessora especial de comunicação de risco da OPAS, destacando que a comunicação diante de ameaças desse tipo é essencial para a confiança e a tranquilidade da população.

“É muito importante, frente a esses desafios que colocam à prova os sistemas de saúde mundiais, que as autoridades não escondam informação e alertem o público de maneira rápida e precisa, para que as pessoas confiem no que dizem as autoridades.”

Delegações de especialistas técnicos em epidemiologia e comunicação dos ministérios da Saúde de Costa Rica, Cuba, El Salvador, Honduras, Guatemala e Panamá participaram de uma conferência para compartilhar suas experiências, revisar e aperfeiçoar os planos estabelecidos em cada país, além de estabelecer protocolos de resposta similares para o tratamento de possíveis casos de ebola.

A OPAS está trabalhando com todos os países das Américas para prestar assistência técnica e supervisionar seus planos. O mesmo workshop será realizado em Quito, no Equador, em 9 e 10 de dezembro, para participantes da América do Sul.

Até o final de outubro, haviam sido registradas 4.877 mortes como resultado do surto de ebola na África Ocidental, onde houve 9.936 casos confirmados, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, há 444 casos confirmados de infecção entre profissionais da saúde.

Parceria com os meios de comunicação


“Nada pode ser ocultado no mundo de hoje. Tudo é conhecido graças às redes sociais e, por isso, esconder informação não é uma opção. Devemos entender que é necessário dizer o que o público precisa saber. Não o que as autoridades querem dizer, mas o que a população exige saber”, diz Vilma Gutiérrez, especialista em comunicação da OPAS.

Uma das metas da comunicação de risco é transformar os meios de comunicação em aliados para divulgar informações da forma mais transparente possível.

“Se os jornalistas souberem como é a doença, como é tratada, como se espalha, então eles poderão divulgar informações precisas para o público. A ideia é evitar, a todo custo, a publicação de rumores que servem apenas para causar pânico coletivo.”

Para isso, o primeiro passo é preparar e informar os profissionais de saúde sobre a desinformação, para que possam corrigi-la por meio da mídia.

Panamá está na vanguarda com sua Sala de Biossegurança


“A OMS e a OPAS reconheceram que a região centro-americana e particularmente o Panamá cumpriram todas as diretrizes e tomaram as medidas necessárias para responder a qualquer evento relacionado ao ebola que possa ocorrer”, diz Itza Baraona de Mosca, diretora-geral do Ministério da Saúde do Panamá (MINSA).

Conforme essas diretrizes, as autoridades inauguraram em 19 de novembro, no Hospital 24 de Diciembre, a Sala de Biossegurança, totalmente equipada para tratar possíveis casos do vírus ebola.

Cerca de US$ 1,5 milhão foram investidos na sala, cujos equipamentos preveem qualquer tratamento ou procedimento desde a chegada do paciente ao hospital. Isso inclui a área de entrada da ambulância, o elevador e o corredor que será usado para o deslocamento dentro da instituição, até o isolamento e a biossegurança.

“Um andar inteiro foi adequado, não apenas uma sala. Se não houver casos de ebola, o Panamá ficará com um plano de emergência fortalecido ante qualquer eventualidade, com instituições coordenadas e alinhadas. Havia uma debilidade antes”, diz Rafael Pérez, coordenador da comissão interagências criada para lidar com casos de ebola na região.

“O Panamá está respondendo rapidamente a essa necessidade de preparação. Estamos satisfeitos porque agora podemos ver alguns pontos de partida para enfocar e apoiar, em conjunto com a OPAS, com missões de especialistas para que o país possa melhorar ainda mais sua capacidade de enfrentar possíveis casos de infecção pelo ebola”, diz Nelson Arboleda, diretor do Escritório Regional Centro-Americano dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC-CAR).


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