América Central e México fortalecem cooperação para lutar contra narcotráfico

Por Dialogo
janeiro 08, 2016




Baseando-se em uma série de medidas conjuntas iniciadas em 2015, como acordos de cooperação e exercícios e operações de treinamento, as autoridades de segurança da América Central e do México estão apostando em mais integração e comunicação eficaz como base de uma nova estratégia para confrontar a ameaça do tráfico de drogas.

“É fundamental entender que a luta contra o tráfico de drogas é um fenômeno internacional que não respeita fronteiras”, disse o ministro da Segurança Pública panamenho Rodolfo Aguilera. “Organizações criminosas funcionam como uma unidade única, então, as agências de segurança dos diferentes países afetados devem também funcionar como unidades únicas e totalmente integradas, e não como agências isoladas.”

Para maximizar estes esforços na luta contra organizações criminosas transnacionais, o Panamá participou de várias operações multinacionais nos últimos meses. No início de novembro, as autoridades anunciaram que cooperaram com as forças de segurança do México e da Colômbia para desmontar uma aliança criminosa no Panamá entre o Cartel de Sinaloa, liderado pelo chefão Joaquín “El Chapo” Guzmán, e a 30ª Frente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Forças de Segurança do Panamá capitanearam a investigação conjunta de 18 meses, prendendo 50 suspeitos acusados de envolvimento no narcotráfico ou lavagem de dinheiro para o Cartel de Sinaloa – a maior organização criminosa transnacional do mundo – ou para as FARC, segundo o Comissário Omar Pinzón, chefe da Polícia Nacional do Panamá. Duas toneladas de cocaína, US$ 500.000 (R$ 2 milhões) em espécie, cinco lanchas e 40 carros também foram apreendidos.

Com base nesta operação bem-sucedida, os governos do Panamá e México assinaram um memorando de entendimento em 25 de novembro para fortalecer a cooperação e aprofundar a troca de informações na luta contra o crime transnacional, disse o ministro Aguilera. Um dos objetivos do memorando para o primeiro trimestre de 2016 é desenvolver seminários de treinamento técnico para oficiais dos dois países.

Nações parceiras unem forças para garantir segurança


As forças de segurança da América Latina fortaleceram os esforços cooperativos em 2015 para lutar contra organizações criminosas transnacionais. Por exemplo, o trabalho policial realizado no ano passado pela Comissão de Chefes e Diretores de Polícia da América Central, México, Caribe e Colômbia – cujos membros se reúnem duas vezes por ano como parte da Estratégia de Segurança e Integração do Sistema de Integração da América Central (SICA) – resultou no desmantelamento de 33 gangues; a prisão e presença nos tribunais de 803 suspeitos ligados ao narcotráfico; a apreensão de 22 toneladas de cocaína; o confisco de US$ 11,5 milhões (R$ 46,2 milhões) e a apreensão de 539 veículos e 110 armas de fogo.

“Estamos prontos para unir forças e nossa vontade é garantir a segurança da região, que tem a distinção peculiar de ter os maiores produtores de cocaína no sul e os principais consumidores no norte”, disse a diretora de Polícia da Nicarágua, Primeira-comissária Aminta Granera, que temporariamente preside a Comissão de Chefes de Polícia.

Na sessão mais recente, que aconteceu em Manágua em 3 de dezembro, a Primeira-comissária Aminta destacou que “não existe um conserto rápido e fácil para este problema”. No entanto, as forças de segurança estão cientes de que a estratégia mais eficaz para o combate bem-sucedido da constante ameaça do narcotráfico começa com este tipo de inciativa regional para gerar uma resposta coordenada e articulada para combater a escória que atravessa fronteiras.

“Esta reunião da comissão está [acontecendo] para abrir uma nova fronteira para servir e proteger nossas comunidades e cidades. Serve para abrir uma janela de esperança para a paz e tranquilidade de nossas famílias.”

Cada vez mais unidos através das fronteiras


Para promover os laços de comunicação entre os países centro-americanos, o Panamá organizou a operação multinacional antidrogas Fronteras Unidas (Fronteiras Unidas), um exercício regional que foi coordenado pela Administração Antidrogas dos EUA (DEA) e incluiu El Salvador, Guatemala, Honduras, Belize, Costa Rica, Nicarágua e México.

Nas edições anteriores (2013 e 2014), a operação de duas semanas consistiu de agências da lei de nações participantes enviando relatórios independentes para a DEA, listando as várias estratégias que executaram e as drogas que apreenderam.

Na Fronteras Unidas III, que aconteceu de 14 a 24 de setembro, os relatórios independentes foram substituídos por trocas de informações em tempo real sobre prisões e apreensões, então, cada representante de país pode gerenciar dados comuns da logística adotada pelos narcotraficantes. Após as operações em portos, aeroportos e pontos de controle de fronteiras das nações parceiras, os 806 agentes de segurança que participaram da Fronteras Unidas III apreenderam 2 toneladas de drogas, prenderam 186 suspeitos, confiscaram 212 armas de fogo ilegais de diferentes calibres e apreenderam mais de US$ 2 milhões. As autoridades planejam repetir o esforço em março de 2016, com o Panamá como organizador mais uma vez.

“O mais notável aspecto de um exercício como o Fronteras Unidas e, em geral, qualquer operação de segurança conjunta, é que ele oferece às autoridades nacionais da região uma oportunidade de se conhecerem melhor, se entenderem melhor, ver quais os pontos fortes e fracos e como podemos melhorar”, disse o vice-ministro de Segurança Pública do Panamá Rogelio Donadío. “Alcançamos acordos e, depois, começamos a criar políticas de consenso que nos ajudarão a combater o crime organizado de maneira mais uniforme e eficaz.”

Iniciativa do UNODC


Outro esforço multilateral na luta contra o crime organizado pelos países centro-americanos foi o estabelecimento do Programa de Controle de Recipientes do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). A iniciativa será implantada a partir de janeiro de 2016 no maior porto de Honduras, Puerto Cortés, segundo Bob Van den Berghe, coordenador regional do programa para a América Latina.

“A intenção é estabelecer uma unidade interagências entre a polícia e a alfândega em Puerto Cortés para apoiar as autoridades na divisão de contêineres e não apenas focar em drogas e armas, mas em todos os tipos de contrabando, como medicamentos e mercadorias falsificados”, explicou Van den Berghe durante uma demonstração da 25ª Reunião de Chefes de Agências Antidrogas da América Latina e do Caribe (HONLAC), que aconteceu em outubro, em San Pedro Sula, Honduras.

“Com uma maior vontade e integração política, iremos atingir resultados muito melhores", acrescentou Amado Philip de Andrés, representante regional do UNODC, durante a cerimônia de abertura da reunião da HONLAC.
Pelo que eu estava lendo, as reportagens são muito importantes. Esta é a primeira vez que me conecto a esta página da internet.
Eu pertencia ao Exército Argentino e me aposentei. Eu gostaria de me aperfeiçoar em tudo o que se relaciona com casos de narcotráfico.
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