Nações caribenhas se preparam para reagir a ameaças do tráfico marítimo ilegal

Caribbean Nations Prepare to Respond to Illicit Maritime Trafficking Threats

Por Geraldine Cook/Diálogo
agosto 29, 2016

Geraldine, I'm trying different way to get these files to you. Pelo terceiro ano consecutivo, membros da guarda costeira de 12 nações parceiras se uniram para compartilhar e aprender novas técnicas sobre como melhorar a prontidão operacional em suas águas. A Equipe de Assistência Técnica de Campo (TAFT, por sua sigla em inglês) da Iniciativa de Segurança da Bacia do Caribe (CBSI, por sua sigla em inglês) organizou a “Conferência para Oficiais Engenheiros da CBSI-TAFT 2016” na sede do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), de 16 a 18 de agosto. De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, a CBSI é uma importante estratégia de segurança do país, que foca na segurança do cidadão em todo o hemisfério ocidental. Como parte da CBSI, a TAFT ajuda as nações parceiras no desenvolvimento de manutenção, logísticas e instrumentos de aquisição para melhorar os recursos marítimos. “Reunimos 12 nações parceiras mais uma ONG para discutirmos métodos de melhoria de suas frotas de interceptação marítima de 65 pés e abaixo, a fim de lidar com questões de manutenção, logística, finanças e de pessoal. O objetivo é aumentar ainda mais sua capacidade para ter embarcações disponíveis para fazer interdições, conduzir patrulhas de dissuação e ajudar a estabelecer redes para deter o crime organizado transnacional, que flui para a nossa região", declarou o Capitão-de-Corveta Jason Plumley, da Guarda Costeira, oficial chefe da CBSI-TAFT lotado no SOUTHCOM. Um dos difíceis desafios que as nações caribenhas têm de enfrentar quando levam a cabo interdições marítimas é manter a disponibilidade operacional de suas embarcações. “As embarcações não estão prontas o tempo todo, na forma como as nações necessitam, para combater inimigos e ameaças", disse o CC Plumley. “Abaixa disponibilidade de embarcações tem imposto mudanças em como levamos em conta a manutenção, a logística e o apoio a missões." Assim sendo, a conferência oferece às nações parceiras uma oportunidade única de aumentar a cooperação, compartilhar informações e receber apoio técnico por meio das gestões apropriadas. O TAFT na CBSI O TAFT é composto por 15 integrantes do Exército e da Guarda Costeira dos EUA. Entre eles, engenheiros, mecânicos, eletricistas e especialistas em logística trabalham juntos com o foco na melhoria da disponibilidade operacional da frota de cada nação parceira caribenha. A equipe de campo é uma iniciativa do Departamento de Estado/SOUTHCOM para criar parcerias e melhorar a prontidão marítima, o que é coerente com os objetivos da CBSI. Por sua vez, a CBSI traz a maioria dos membros da Comunidade Caribenha (CARICOM) e da República Dominicana para colaborar no combate às ameaças à segurança, tais como o tráfico ilícito, que afeta a segurança pública e individual, e visa ainda a aumentar a justiça social. No momento, Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Dominica, República Dominicana, Granada, Guiana, Jamaica, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas e Suriname são membros ativos do TAFT. Como tais, tentam reverter a tendência de baixa disponibilidade operacional de seus ativos marítimos com uma abordagem ampla às suas carências na resolução de problemas técnicos e especialidade em consertos, execução de manutenção e programação, compra e fornecimento de peças, logística e práticas orçamentárias. Patrulha nas águas caribenhas Desde sua criação em 2013, as nações parceiras do CBSI-TAFT têm visto resultados positivos em suas frotas marítimas operacionais. A métrica da disponibilidade do CBSI-TAFT mostra que, de 2013 a 2015, o número de patrulhas dos países caribenhos aumentou cerca de 41% e a apreensão de navios com drogas cresceu até 68 por cento. Como a atividade da frota aumentou devido a mais embarcações disponíveis, a Guarda Costeira pode aumentar sua patrulha em cerca de 12%. “Trabalhamos duro na cooperação com as guardas costeiras das nações caribenhas. Interceptamos diariamente carregamentos de drogas e migrantes ilegais que estão tentando viajar para Porto Rico", disse o Capitão Tenente Ramón Gonzalo Ferreira, da Marinha da República Dominicana, comandante da frota de navios de interceptação. O CT Ferreira valoriza a conferência TAFT, porque ela permite que as nações parceiras “compartilhem experiências em termos de embarcações, para mostrar o que temos feito e aprender como os outros países resolveram seus problemas”. O Primeiro Tenente Christopher Gowey, da Guarda Costeira da Força de Defesa da Jamaica, concordou. “Esta conferência é importante para os parceiros da região", disse. "Ela nos permite aprender boas práticas de acordo com os recursos que temos de manter e ampliar a vida dos mesmos." De acordo com o 1o Ten Gowey, o principal desafio de segurança da Jamaica, em termos de patrulha marítima, é o comércio ilícito de narcóticos. Para conter a ameaça à segurança, adicionou ele, a Jamaica trabalha em conjunto com os países caribenhos para erradicar as rotas de drogas de suas águas. “A parceria caribenha é muitíssimo importante, não consigo expressar o quanto essas parcerias são importantes... As parcerias ajudam a facilitar as coisas para que nossas Forças trabalhem juntas” Os resultados positivos da interdição marítima também têm sido notados em Trinidad e Tobago. “Temos obtido resultados positivos à medida que aumentamos nossas patrulhas", declarou o Capitão de Corveta Rajesh Boodoo, oficial engenheiro da Guarda Costeira de Trinidad e Tobago. “Fornecemos ajuda marítima para outros países, porque Trinidad é considerado "o irmão mais velho" da maioria das pequenas ilhas, em especial Granada e São Vicente". Além disso, declarou ele, “é ótimo formarmos redes; não temos muitas oportunidades de formar redes entre nós e, mesmo sendo parte das ilhas, não nos vemos com muita frequência”. Por fim, o foco da conferência foi criar planos de apoio a missões para as embarcações interceptadoras entre as nações parceiras do Caribe, para a manutenção de longo prazo dos recursos marítimos. “É uma cooperação muito próxima”, declarou o CC Plumley. "Compartilhar ideias, regionalizar esforços e estimular os outros a cooperar, isso sim é um grande esforço."
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