Em 1º de julho, a Marinha da Colômbia apresentou o balanço geral das conquistas efetuadas nas nove versões da Campanha Naval Multinacional Orión, uma iniciativa liderada pela instituição naval colombiana e consolidada como uma pedra angular na luta contra o narcotráfico no mundo. A campanha, cuja criação data de 2017, com o apoio do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) e da Marinha do México, conseguiu aprimorar as operações de interdição para desarticular as redes transnacionais do narcotráfico e seus crimes relacionados no Mar do Caribe, no Oceano Pacífico e nos rios fronteiriços da região.
“[A Orión] tem sido uma campanha eficaz na medida em que consegue a coordenação interagências de mais de 41 países da América Latina, África e Europa, e que com o apoio e a coordenação do governo nacional e especialmente de nossa Marinha Nacional, articula 106 agências desses 41 países, a fim de materializar um objetivo concreto na luta contra o narcotráfico”, disse à imprensa o ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano. “Este enorme esforço multinacional tem demonstrado ao longo dos anos o compromisso de cada um desses países, de cada uma dessas agências na luta contra o narcotráfico e com o objetivo comum de livrar o mundo desse flagelo, dos efeitos que ele tem sobre nossas futuras gerações e dos efeitos que tem o aumento da criminalidade em nossas nações.”
Desde sua criação e até sua nona edição, realizada entre 15 de março e 15 de maio, as autoridades apreenderam 716 toneladas de cloridrato de cocaína e 266 toneladas de maconha, entre outras drogas. Esse esforço contínuo representa uma conquista sem precedentes na redução do fornecimento de narcóticos em nível mundial, informou a Marinha da Colômbia em um comunicado.

Da mesma forma, durante as nove versões da campanha, as autoridades apreenderam 3.266 toneladas de insumos sólidos, 986.000 galões de insumos líquidos e destruíram 2.413 infraestruturas ilegais utilizadas para todos esses processos de extração e transformação de alcaloides, informou a Marinha da Colômbia.
Somente durante a IX versão da Campanha Naval, as autoridades participantes apreenderam 214 toneladas de narcóticos, imobilizaram um semissubmersível e 89 embarcações, apreenderam diferentes moedas estrangeiras equivalentes a $US 1 bilhão e capturaram 602 pessoas de diferentes nacionalidades, entre outras conquistas, explicou o Almirante de Esquadra Gabriel Alfonso Pérez Garcés, comandante da Marinha da Colômbia.
Os resultados da Campanha Naval Orión continuam a responder aos desafios que o narcotráfico representa para o mundo. “O tráfico de cocaína em grande escala proveniente dos países andinos exige uma intensificação da cooperação internacional entre os organismos encarregados daaplicação da lei, particularmente nas rotas de tráfico terrestre e marítimo estabelecidas devido às restrições impostas ao tráfego aéreo, após o surgimento da pandemia da COVID-19”, afirma o último Relatório Mundial sobre Drogas, apresentado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, no final de junho.
“A Campanha Naval Orión reflete essecompromisso multilateral das nações aqui presentes, das agências aqui presentes, de nossas Forças Armadas, de nossas políciasao redor do mundo, e esse compromisso multilateral procura reduzir essa oferta de drogas ilícitas, proteger nossos jovens dessa dependência de drogas, contribuir para a segurança e, certamente, alcançar um desenvolvimento integral e, ao mesmo tempo, proteger a biodiversidade e a saúde pública de nossas nações”, concluiu o ministro Molano


