Construir Parcerias

Building Partnerships

Por Dialogo
janeiro 01, 2012




O Contra-Almirante Thomas L. Brown II já trabalhou na América Latina e
estudou a região ao longo das últimas décadas. Aprendeu espanhol na década de 80,
frequentou a Escola de Estudos Avançados Internacionais da Universidade Johns
Hopkins e fez mestrado em Estudos Latino-Americanos, sendo em seguida designado para
o Grupo de Assessoria Militar do Exército dos EUA em El Salvador. Mais tarde
comandou a Unidade Quatro de Operações Navais Especiais (NSW, por sua sigla em
inglês) em Porto Rico, que serve como o Componente NSW das Operações Especiais do
Comando Sul dos EUA (SOCSOUTH, por sua sigla em inglês).
Segundo suas próprias palavras, “a América Latina é um lugar fascinante” e
agora, como comandante do SOCSOUTH em Homestead, Flórida, tem a oportunidade de
trabalhar com os parceiros dos EUA no hemisfério para enfrentar problemas tais como
o narcotráfico, a violência de grupos extremistas e demais desafios.

Na entrevista a seguir, concedida a Diálogo, o C Alte Brown fala sobre a
missão do SOCSOUTH e a importância de se entender o idioma e a cultura da região.
DIÁLOGO: Qual é a missão do SOCSOUTH e sua relação com o SOUTHCOM?
Contra-Almirante Thomas L. Brown II: O SOCSOUTH é um quartel-general de
operações especiais sob a responsabilidade do Tenente-Brigadeiro-do-Ar Fraser
[comandante do Comando Sul dos EUA]. O Ten Brig Fraser conta com um sub-comando para
cada serviço, ou seja, Comando Sul da Marinha dos EUA, o Comando Sul das Forças de
Fuzileiros Navais, e o SOCSOUTH, que representa seu elemento de comando das Forças
de Operações Especiais (SOF, por sua sigla em inglês) para planejar e conduzir estes
tipos de operações. Uma das diferenças entre o SOCSOUTH e os sub-comandos de serviço
é que nós somos um comando conjunto sub-unificado, com membros de todos os serviços.

DIÁLOGO: Quais são as tarefas essenciais do SOCSOUTH?
C Alte Brown: A missão do Comando das Áreas de Operações Especiais é planejar
e executar operações especiais, no nosso caso na América Latina e no Caribe. Isto
abrange desde a realização de operações de Relações Civis [RC] até a possibilidade
de operações especiais em apoio direto ou em parceria com nossos amigos da região,
como fizemos com a Operação Willing Spirit, para libertar os reféns norte-americanos
em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia [2003-2008]. O que está sob
as atribuições das operações especiais são, em geral, uma surpresa para as pessoas;
estas as ferramentas de “poder sutil” que possuímos, desde Operações de Informações
até as Relações Civis. O Comando de Operações Especiais dos EUA tem uma brigada de
Relações Civis que fornece elementos de apoio civil-militar empregados pelo SOCSOUTH
para ajudar nossas nações parceiras e suas equipes durante seus esforços na região.
Empregamos rotineiramente nossas Forças Especiais do 7º e 20º Grupamentos de Forças
Especiais, Combatentes de Operações Especiais e os SEALs, principalmente da Equipe
de Embarcações Especiais 22 e Equipe SEAL 18, Comandos da Força Aérea e instrutores
das Forças de Operações Especiais. Todo este potencial nos ajuda a capacitar nossos
parceiros no combate aos perigosos agentes não-estatais, ou usando o termo citado
por John Arquilla [um PhD em Relações Internacionais pela Universidade de Stanford
que escreveu diversos artigos e livros sobre o futuro das guerras], as “redes
obscuras”.
DIÁLOGO: O que as tropas dos EUA aprendem de sua participação nos exercícios
multinacionais?
C Alte Brown: Um dos valores fundamentais das forças de operações especiais é
que elas têm uma sintonia cultural, trabalham com equipes pequenas e se mantêm em
missões por longos períodos longe de bases estabelecidas ou tradicionais, o que nos
permite aprender e compreender o ambiente e as pessoas com quem trabalhamos. Através
de nossos exercícios, adquirimos um conhecimento cultural mais elaborado, maior
compreensão do potencial de nossas nações parceiras, e solidificamos os
relacionamentos que nos permitem melhor sincronizar a capacidade e a eficiência de
nossos parceiros contra o narcotráfico, os terroristas e outras ameaças afins.
Relacionamentos são vitais nesse âmbito. Conhecer as pessoas e seus pontos de vista,
e ao mesmo tempo compreender os poderes, fraquezas e necessidades de nossos
parceiros nos auxilia a reforçar seu potencial e a ajudá-los a lidar com seus pontos
fracos.
DIÁLOGO: Qual a importância de se conhecer a cultura e o idioma da região?
C Alte Brown: Pela minha experiência de ter trabalhado em diferentes partes
do mundo, o SOUTHCOM tem um papel ímpar na América Latina, e nesta região se espera
que os estrangeiros também falem o idioma. Por isso, para se chegar aos objetivos, é
importante ter um certo nível de fluência no idioma e compreender as diferenças
culturais. Algumas pessoas podem ter mais facilidade de comunicação do que outras, e
podem se fazer entender ou aprender sem conhecer o idioma, mas aí é um desafio muito
maior. Assim sendo, eu diria que saber o idioma e conhecer a cultura são essenciais
para a missão aqui. A liderança do Comando de Operações Especiais dos EUA vem
continuamente enfatizando a importância do domínio do idioma, bem como o
conhecimento da região e da cultura como uma estratégia de investimento, e o
SOUTHCOM se beneficia com a capacitação que as Forças de Operações Especiais trazem
para a área de operações.
DIÁLOGO: Como as novas tecnologias utilizadas pelos narcotraficantes, como os
semissubmersíveis, afetam sua missão?
C Alte Brown: Trabalhamos com afinco para nos mantermos atualizados quanto às
novas tecnologias ou técnicas utilizadas pelos traficantes, pelas organizações
criminosas transnacionais e os narcoterroristas como os membros das FARC, que
costumam transportar as drogas e outras mercadorias ilícitas. Levamos isto em
consideração na forma como treinamos e reforçamos nossas parcerias. Estamos sempre
atentos a isto quando trabalhamos com as equipes norte-americanas, e em estreita
colaboração com os países, para moldar nosso treinamento e demais esforços para
aumentar o potencial contra as ameaças, sempre que estas “redes obscuras” adotam
novas tecnologias de comunicações, transportes, e outras tecnologias.
DIÁLOGO: O senhor poderia falar sobre as Forças Especiais no SOCSOUTH?
C Alte Brown: O termo genérico para isto a que você se refere é Forças de
Operações Especiais, ou SOF, o que inclui as Forças Especiais do Exército, os
Combatentes de Operações Especiais da Marinha, as Equipes de Operações Especiais dos
Fuzileiros Navais dos EUA e os pelotões SEAL, bem como as operações especiais da
Força Aérea com o seu 6o Esquadrão de Operações Especiais para aumentar a capacidade
de parceria na aviação, e a Equipe de Controle de Combate e membros de paraquedistas
de resgate. No entanto, temos uma gama muito mais abrangente de capacitações,
diferentes das que acabei de mencionar, e que não são aquilo que as pessoas
normalmente imaginam em relação às SOF pelo que é mostrado nos filmes. Tão
importante quanto – se é que não mais importante – é o fato de que o SOCSOUTH está
na vanguarda do emprego das Relações Civis, das Operações de Informações e da
liderança intelectual acadêmica para solucionar os complexos problemas das operações
ilegais. Nossos conhecimentos básicos sobre um determinado território giram em torno
do comando e das influências das ações deste território. Mas é importante mencionar
que contamos com as Relações Civis e Operações de Informações para reforçar o poder
da ação direta, ou os ataques tradicionais de comando. Os combatentes e oficiais, os
homens e mulheres que trabalham no SOCOM, devem ser aqueles que sabem como empregar
todas estas ferramentas para solucionar problemas complexos. Esta é a tarefa número
um nas guerras não tradicionais, onde temos uma vantagem competitiva sobre as forças
militares tradicionais.
DIÁLOGO: Que tipo de participação tem o SOCSOUTH na Assistência
Humanitária/Ajuda para Desastres (HA/DR, por sua sigla em inglês)?
C Alte Brown: Depois do terremoto no Haiti, as Forças de Operações Especiais
estiveram entre as primeiras a chegar ao local. Ainda que não seja uma missão
primordial das operações especiais, e não é no que minhas forças se enfocam todos os
dias, podemos chegar com muita rapidez e operar com poucas pessoas em ambientes
hostis, especialmente com nossas forças de Operações de Informações e Relações
Civis, contribuindo significativamente com ajuda humanitária e assistência para
desastres no caso de uma situação de crise.
DIÁLOGO: Seria uma boa solução se fosse criada uma organização transnacional
para enviar tropas de Assistência Humanitária/Ajuda para Desastres?
C Alte Brown: É uma boa ideia, e da maneira como vejo o Ten Brig Fraser
abordar o problema, acredito que isto esteja em sintonia com sua concepção de
colaboração e formação de equipes na região. É melhor termos uma solução regional,
um espaço onde possamos nos reunir e descobrir a melhor forma de ajudar em uma
determinada situação de emergência.



Bom,pra comecar,so pessoas desinformadas do processo politico latino americano nas ultimas decadas poderao dar credito a que esse mercenario ianque terrorista esta dizendo,o cara nao passa de uma marionete,servical,lacaio a servico das oligarquias corruptas e sanguinarias de seu pais,que se intrometem e financiam,direta ou indiretamente grupos de mercenarios que defendem os interesses dessas escorias capitalistas na America Latina e no mundo,legitimam governantes,oprimindo populacoes inteiras,que vivem a margem da sociedade,e destituidas das mais elementares condicoes de vida digna.Os exemplos dessa atitude criminosa sao varias,so verificarmos na Historia recente,digo do seculo XX ate agora.para verificar que se trata de um fato inquestionavel.Esses abutres,financiam e vivem da guerra,para poderem estrair(ou melhor,saquear riquezas,(Iraque-petroleo) ou interesses deles(ianques).Em outras palavras,podemos considera-los como o C A N C E R em fase terminal,que nos assola.As suas acoes terroristas,sao legitimadas por um dos seus tentaculos de dominacao das massas oprimidas,que e a midia,TVs, Radio,Cinemas,Jornais,que nao sao mais do que alguns elementos de sua dominacao.Esses lacaios,massacraram seus indigenas,no processo de colonizacao,se assim podemos dizer,impondo uma pseudoreligiao aos nativos,roubando as suas terras,massacrando seu espirito,e vindo com a conversinha de pseudocristao que deveriam ser agradecidos a D E U S,por serem salvos.Hoje o que verificamos,nao e diferente,mudaram-se a roupagem,mas a pseudoretorica barata e a mesma.Creio que,se a America Latina,Africa,Asia,e o mundo em geral quiser se emancipar socialmente,economicamente,livres,devemos nos libertar das amarras que nos subjulgam e nos oprimem,combatendo-as. É interessante conhecer muito superficialmente as atividades do Comando do Sul na América Central e do Sul além do trabalho humanitário em situações de desastres naturais e assistência médica em lugares recônditos, também cobre a parte de segurança regional que é ameaçada pela transnacional do narcoterrorismo, que tem uma visão geopolítica para além de suas fronteiras. Essa é uma situação preocupante e complexa porque, apesar de todo esse envio de segurança, alcança-se muitas vezes o objetivo traçado que é inundar o mercado de narcóticos em troca de armas, produtos químicos e altas somas de dinheiro que servem para manter seus grupos criminosos e para comprar a lealdade de algumas autoridades corruptas aqui não existe tecnologia que valha é muito lamentável mas a triste realidade é que as forças obscuras penetraram as blindagens por mais grossas que sejam é como um jogo de camaleões, eles adaptam-se de acordo com a situação não se pode confiar em ninguém porque a pessoa que parece ser mais ingênua está trabalhando para o inimigo em qualquer nível ninguém escapa de ser cooptado sempre e quando um ator está atuando em um papel no cenário que interessa ao diretor da orquestra. excelente resenha das atividades
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