• Home »
  • Uncategory »
  • Brazil’s ‘Robocops’ Spot Bad Guys a Mile Away With Face Recognition Sunglasses

“Robocops” do Brasil identificam baderneiros a quilômetros de distância com Óculos de Reconhecimento Facial

Brazil’s ‘Robocops’ Spot Bad Guys a Mile Away With Face Recognition			Sunglasses

Por Dialogo
maio 20, 2011



SÃO PAULO, Brasil — “GOOOOOOOL!!”, grita em êxtase a galera no Estádio do
Morumbi, em São Paulo.
Em meio à farra, um policial militar observa a multidão. Seus óculos
espelhados não servem apenas para evitar o sol, mas confrontam os milhares de
torcedores com a base de dados de criminosos e pessoas desaparecidas a uma taxa de
400 rostos por segundo.
Um rosto na multidão tem correspondência com a base de dados de milhões de
registros. Uma luz vermelha piscando surge no campo visual do policial e os fatos
aparecem: este homem é procurado por homicídio.
Agora, o agente deve decidir o que fazer: Onde prender o suspeito? Vai
precisar de apoio? Ele pondera suas opções com a potencial perturbação da
multidão.
É o Robocop, ao estilo brasileiro.
Com a escalada da violência nas grandes cidades, como São Paulo e Rio de
Janeiro, alguns receberam a notícia de que o Brasil iria realizar não apenas a Copa
do Mundo de 2014, mas também os Jogos Olímpicos de 2016, com ceticismo. Para aliviar
tais problemas de segurança, o país está ampliando seus recursos tecnológicos para o
combate ao crime.
“A Polícia Militar está em constante busca por novas tecnologias e
equipamentos que possam ajudar e complementar as atividades ligadas à proteção dos
cidadãos”, afirmou o major Leandro Pavini Agostini, chefe da Polícia Militar de São
Paulo.
A tecnologia de reconhecimento facial é utilizada em uma variedade de
aplicações em nível mundial, incluindo travessia de fronteiras automáticas na
Grã-Bretanha, Finlândia, Portugal, Alemanha e Israel, e nos locais de emissão de
vistos e passaportes nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha.
Como funciona o reconhecimento facial. A tecnologia utiliza um dos dois
métodos: comparação da geometria facial ou o método eigenface.
A geometria facial calcula a distância entre os olhos e mede as
características faciais e os ângulos a partir de tal ponto de referência. O
eigenface compara as faces digitalizadas com uma base de dados de cerca de 150 faces
"arquetípicas" abstratas.
A taxa de falsos positivos é de cerca de um em 1.000, afirmou o Dr. James
Wayman, diretor do Centro Nacional de Testes Biométricos na Universidade Estadual de
San José, na Califórnia.
“O outro lado da moeda é que a taxa de falsos negativos pode exceder 10%,
dependendo de quão cuidadosamente as condições de imagem podem ser controladas",
afirmou Wayman.
Condições de imagem ótimas para o reconhecimento facial são as mesmas
utilizadas nas fotos de passaporte: sem sorrisos ou franzidos, sem sobrancelhas
levantadas ou piscar de olhos. Os olhos devem mirar diretamente a câmera. E não são
apenas as expressões que devem ser controladas. O fundo não deverá ter quaisquer
sombras, texturas, linhas ou curvas, e deverá ter apenas uma cor.
Qualquer afastamento dessas condições faz com que o algoritmo de busca
funcione mal, o que pode causar um aumento na taxa de falsos negativos.
Manter esses padrões de precisão em um estádio lotado de torcedores alegres e
inebriados pode ser mais do que difícil. No entanto, como afirmou Wayman, os
cassinos utilizam a tecnologia de reconhecimento facial desde os anos 90 para
identificar jogadores banidos.
Os defensores da tecnologia afirmam que funciona bem, mesmo com o
envelhecimento, alterações de peso, mudança de penteado ou de pelos
faciais.
Aplicação em campo
Pavini afirmou que os óculos ajudam a identificar pessoas a uma distância de
50 metros com lentes normais e a 20 quilômetros com lentes melhores.
“Não conheço aplicações existentes de reconhecimento facial automatizado que
operam além de cinco metros, e a aplicação de cinco metros tinha câmeras paradas com
boas lentes", afirmou ele.
Em São Paulo, a tecnologia passou nos testes com uma base de dados simulada
com cores reais, afirmou Pavini. Agora está sendo utilizada com a base de dados
oficial da polícia. Ele afirmou que a tecnologia deveria ser implantada de imediato,
antes da Copa do Mundo.
“Se os próximos testes forem bem-sucedidos, sugerimos a aquisição imediata da
tecnologia para instalação em mais de 270 câmeras operadas pela Polícia Militar em
São Paulo, nos carros e nos óculos que os policiais usam em eventos públicos",
afirmou Pavini.
“Essa tecnologia torna possível pesquisar com mais agilidade e sem contato
inicial com os suspeitos, aumentando a segurança dos policiais e dos que estão ao
seu redor", afirmou ele.
Isso fará com que os 500 mil turistas que devem vir ao Brasil para os
próximos eventos esportivos se sintam muito mais seguros.
Share