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Brasil: Atletas militares treinam para competir nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro

Brazilian Military Athletes Train to Compete in 2016 Olympic Games in Rio de Janeiro

Por Dialogo
dezembro 25, 2014





O segundo sargento da Força Aérea do Brasil Bruno da Silveira Mendonça espera representar o país nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 com o mesmo orgulho com o qual veste o uniforme militar.

Mendonça, 30 anos, é o capitão da seleção brasileira de hóquei em campo. Durante a cerimônia de gala, em 16 de dezembro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) o homenageou com o Prêmio Olímpico Brasileiro 2014. Um júri de jornalistas, ex-atletas e jornalistas esportivos escolheram Mendonça para o prêmio de melhor jogador do hóquei em campo do mundo.

Orgulho de representar o Brasil nos esportes


“O prêmio é um reconhecimento do esforço individual e trabalho de equipe”, salientou Mendonça, que entrou para a Força Aérea em 2003 como recruta no Centro de Instrução Especializada da Aeronáutica (CIEAR) no Rio de Janeiro. “Estou contribuindo da minha forma para divulgar e desenvolver o hóquei. Quero representar o Brasil nos Jogos Olímpicos.”

Se Mendonça e seus colegas de time irão competir nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio dependerá do desempenho da equipe nos Jogos Pan-Americanos de 2015, de 10 a 26 de julho em Toronto, Canadá. Para ter uma chance de se classificar para a Olimpíada, a seleção brasileira deve ficar no mínimo em sexto lugar nos Jogos Pan-Americanos.

Os Jogos Olímpicos de 2016 ocorrerão de 5 a 21 de agosto. O Rio de Janeiro receberá cerca de 10.500 atletas de 205 países que competirão em 42 modalidades esportivas.

Disciplina militar ajuda no treinamento dos atletas


Mendonça se baseia na disciplina que aprendeu como sodado para treinar para a competição.

Sua rotina diária começa às 5h30 na Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA) no Rio de Janeiro. Após a malhação matutina, Mendonça realiza tarefas militares em seu quartel e termina o dia treinando com o time de hóquei em um clube no Rio.

O sargento tem pouco tempo para relaxar. “Chego ao quartel, alongo e aqueço, faço corridas e, então, na hora do almoço, faço séries na academia”, diz. “É muito esforço mental e físico para fazer tudo isso.”

Mendonça começou a jogar hóquei em campo em 2009. Na CDA, sua dedicação ao treinamento atraiu a curiosidade dos colegas.

“Muita gente me pede dicas para elaborar um treinamento. Tento passar meu conhecimento como professor de educação física e como atleta para ajudar os outros a melhorar seu bem-estar”, afirma.

Inspiração para outros atletas militares


Uma pessoa que se inspirou no entusiasmo de Mendonça é outro atleta militar que espera competir nos Jogos Olímpicos de 2016: a sargento Beatriz Neres, que compete no triatlo.

A sargento, conhecida como Bia Neres, tenta uma das duas vagas na seleção brasileira de sua modalidade. Ela entrou para o Exército em 2014 por meio do Programa de Alto Desempenho para Atletas (PAAR), uma iniciativa lançada em 2009 que ajuda as fileiras militares a apoiar os atletas durante o treinamento. Em 2014, havia 516 atletas no PAAR, incluindo 193 do Exército, 177 da Marinha e 146 da Força Aérea, segundo o coronel do Exército Alexandre Nascimento Freitas, membro da Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB).

Como no caso de Mendonça, as lições de disciplina militar ajudam Bia Neres em suas atividades atléticas.

“Disciplina é tudo. Para defender o país e fazer seu trabalho, os soldados têm de cuidar de sua saúde e do seu corpo.”

Bia Neres diz que, no começo, ficou surpresa com a intensidade da atividade física no quartel ao entrar para a Comissão Desportiva do Exército (CDE), que fica no Rio de Janeiro e gerencia o PAAR, em 2014. Ela concluiu o estágio básico de sargento técnico temporário e terminou as aulas de valores e regras militares.

“Existe um espírito marcado de colaboração. Aprendi muito nesse ambiente, embora no meu caso, como atleta, eu me sentisse muito solitária.”

Visando os Jogos Olímpicos de 2016


A triatleta, que pretende continuar sua carreira no Exército, agora treina para os Jogos Pan-Americanos de 2015, nos quais espera ganhar pontos para se classificar para os Jogos Olímpicos de 2016.

Ela faz isso com um relevante apoio financeiro do PAAR. O programa tem um acordo com o Ministério do Esporte que fornece recursos para cobrir salários mensais de US$ 1.012 (R$ 2.732) para sargentos e US$ 450 (R$ 1.215) para soldados, os dois postos de atletas do programa. Atletas militares também ganham 13º salário, auxílio-saúde e benefícios de educação infantil. O programa garante a principal fonte de renda para cerca de metade dos atletas participantes.

“O apoio das Forças Armadas neste ano está fazendo toda a diferença”, diz Bia Neres sobre o PAAR.

Atletas de carreira, assim como os que entram nas Forças Armadas pelo PAAR, servem de exemplo, transferindo seu conhecimento a outros e promovendo as melhores práticas das atividades físicas.

“Mendonça e Bia dão palestras e treinamento, incentivam qualidades como coragem, resiliência e camaradagem e até projetam a imagem das organizações militares brasileiras”, afirma o major Wagner Siqueira Romão Romão, gerente do PAAR do Exército. “Eles ajudam a aproximar as Forças Armadas da população.”




O segundo sargento da Força Aérea do Brasil Bruno da Silveira Mendonça espera representar o país nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 com o mesmo orgulho com o qual veste o uniforme militar.

Mendonça, 30 anos, é o capitão da seleção brasileira de hóquei em campo. Durante a cerimônia de gala, em 16 de dezembro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) o homenageou com o Prêmio Olímpico Brasileiro 2014. Um júri de jornalistas, ex-atletas e jornalistas esportivos escolheram Mendonça para o prêmio de melhor jogador do hóquei em campo do mundo.

Orgulho de representar o Brasil nos esportes


“O prêmio é um reconhecimento do esforço individual e trabalho de equipe”, salientou Mendonça, que entrou para a Força Aérea em 2003 como recruta no Centro de Instrução Especializada da Aeronáutica (CIEAR) no Rio de Janeiro. “Estou contribuindo da minha forma para divulgar e desenvolver o hóquei. Quero representar o Brasil nos Jogos Olímpicos.”

Se Mendonça e seus colegas de time irão competir nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio dependerá do desempenho da equipe nos Jogos Pan-Americanos de 2015, de 10 a 26 de julho em Toronto, Canadá. Para ter uma chance de se classificar para a Olimpíada, a seleção brasileira deve ficar no mínimo em sexto lugar nos Jogos Pan-Americanos.

Os Jogos Olímpicos de 2016 ocorrerão de 5 a 21 de agosto. O Rio de Janeiro receberá cerca de 10.500 atletas de 205 países que competirão em 42 modalidades esportivas.

Disciplina militar ajuda no treinamento dos atletas


Mendonça se baseia na disciplina que aprendeu como sodado para treinar para a competição.

Sua rotina diária começa às 5h30 na Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA) no Rio de Janeiro. Após a malhação matutina, Mendonça realiza tarefas militares em seu quartel e termina o dia treinando com o time de hóquei em um clube no Rio.

O sargento tem pouco tempo para relaxar. “Chego ao quartel, alongo e aqueço, faço corridas e, então, na hora do almoço, faço séries na academia”, diz. “É muito esforço mental e físico para fazer tudo isso.”

Mendonça começou a jogar hóquei em campo em 2009. Na CDA, sua dedicação ao treinamento atraiu a curiosidade dos colegas.

“Muita gente me pede dicas para elaborar um treinamento. Tento passar meu conhecimento como professor de educação física e como atleta para ajudar os outros a melhorar seu bem-estar”, afirma.

Inspiração para outros atletas militares


Uma pessoa que se inspirou no entusiasmo de Mendonça é outro atleta militar que espera competir nos Jogos Olímpicos de 2016: a sargento Beatriz Neres, que compete no triatlo.

A sargento, conhecida como Bia Neres, tenta uma das duas vagas na seleção brasileira de sua modalidade. Ela entrou para o Exército em 2014 por meio do Programa de Alto Desempenho para Atletas (PAAR), uma iniciativa lançada em 2009 que ajuda as fileiras militares a apoiar os atletas durante o treinamento. Em 2014, havia 516 atletas no PAAR, incluindo 193 do Exército, 177 da Marinha e 146 da Força Aérea, segundo o coronel do Exército Alexandre Nascimento Freitas, membro da Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB).

Como no caso de Mendonça, as lições de disciplina militar ajudam Bia Neres em suas atividades atléticas.

“Disciplina é tudo. Para defender o país e fazer seu trabalho, os soldados têm de cuidar de sua saúde e do seu corpo.”

Bia Neres diz que, no começo, ficou surpresa com a intensidade da atividade física no quartel ao entrar para a Comissão Desportiva do Exército (CDE), que fica no Rio de Janeiro e gerencia o PAAR, em 2014. Ela concluiu o estágio básico de sargento técnico temporário e terminou as aulas de valores e regras militares.

“Existe um espírito marcado de colaboração. Aprendi muito nesse ambiente, embora no meu caso, como atleta, eu me sentisse muito solitária.”

Visando os Jogos Olímpicos de 2016


A triatleta, que pretende continuar sua carreira no Exército, agora treina para os Jogos Pan-Americanos de 2015, nos quais espera ganhar pontos para se classificar para os Jogos Olímpicos de 2016.

Ela faz isso com um relevante apoio financeiro do PAAR. O programa tem um acordo com o Ministério do Esporte que fornece recursos para cobrir salários mensais de US$ 1.012 (R$ 2.732) para sargentos e US$ 450 (R$ 1.215) para soldados, os dois postos de atletas do programa. Atletas militares também ganham 13º salário, auxílio-saúde e benefícios de educação infantil. O programa garante a principal fonte de renda para cerca de metade dos atletas participantes.

“O apoio das Forças Armadas neste ano está fazendo toda a diferença”, diz Bia Neres sobre o PAAR.

Atletas de carreira, assim como os que entram nas Forças Armadas pelo PAAR, servem de exemplo, transferindo seu conhecimento a outros e promovendo as melhores práticas das atividades físicas.

“Mendonça e Bia dão palestras e treinamento, incentivam qualidades como coragem, resiliência e camaradagem e até projetam a imagem das organizações militares brasileiras”, afirma o major Wagner Siqueira Romão Romão, gerente do PAAR do Exército. “Eles ajudam a aproximar as Forças Armadas da população.”
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