Exército Brasileiro apresenta simulador de ciberguerra

Por Dialogo
fevereiro 25, 2013

Acho espetacular adoro jogar muito legal kkkkkkk é muito bom conquistador de todos os mundos, é muito bom hhhmmmmmmmmmmm este jogo é o máximo... QUE QUALIDADE É ESTE JOGO é maneiro não se pode jogar se não fizer o download, e se faz o download e não é o suficiente, nãããão, deixe-nos jogar sem fazer o download Muito bom e interessante. parece um jogo muito bom para jogar que este é um jogo muito bonito e estúpido porque no primeiro nível existe um jeito, mas não no segundo, é por isso como se joga O Exército Brasileiro possui uma nova arma para combater a guerra cibernética: o Simulador Nacional de Operações Cibernéticas (SIMOC), que cria cenários de treinamento que simulam ameaças virtuais conhecidas e desconhecidas.

A Decatron, uma empresa privada que atua há 17 anos no mercado de tecnologia da informação, desenvolveu o SIMOC para o Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (CIGE), que idealizou seu design. O Ministério da Defesa do Brasil patrocinou o projeto com recursos da ordem de R$ 5 milhões.

O SIMOC é um dos pilares da Estratégia Nacional de Defesa do Brasil para criar equipamentos e plataformas para defesa cibernética. “Uma equipe de especialistas em tecnologia da informação está trabalhando exclusivamente no projeto”, informa Carlos Rust, sócio-diretor da Decatron, sediada no Rio de Janeiro, que é a parceira brasileira da Hewlett Packard, uma gigante americana da área de computação.

Rust conta que o software levou um ano para ser desenvolvido e envolveu 30 profissionais brasileiros, destacando que esta peça central da Estratégia Nacional de Defesa está gerando emprego e renda no setor. “Este é um dos projetos mais importantes desenvolvidos pelo Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército”, ressalta o General Antonino dos Santos Guerra, comandante do centro, também conhecido como CCOMGEX. Segundo ele, o SIMOC “é uma solução que promove a tecnologia nacional e ajuda a aumentar o PIB do Brasil.”

Preparando-se para 2014 e 2016

Rust também enfatiza a importância de um simulador nacional que prepare o Brasil para a defesa virtual enquanto o país se prepara para sediar a Copa do Mundo da FIFA no ano que vem e as Olimpíadas de 2016. Ele disse ao Diálogo que a principal vantagem do SIMOC é que ele é muito ágil.

“Ele é flexível e permite a criação de praticamente qualquer cenário de defesa ou ataque”, detalha. “Os cenários são criados pelo instrutor e armazenados em um banco de dados de conhecimentos para serem reutilizados. Todas as práticas e ações de ataque e defesa são, também, criadas para reutilização.”

A flexibilidade é uma grande vantagem do SIMOC, uma vez que os softwares semelhantes no mercado incluem apenas um número predeterminado de cenários e não permitem sua customização. Mas o sistema brasileiro foi desenvolvido baseado na experiência internacional, uma vez que as Forças Armadas estão envolvidas nesses tipos de projetos “em todos os países do mundo”, segundo Gen Dos Santos.

O software de simulação ajuda a analisar as vulnerabilidades das redes, permitindo que usuários ajam em um ambiente controlado enquanto adotam uma estratégia de defesa ativa, assinala. O treinamento é baseado em cenários reais de desastres e riscos à infraestrutura crítica do Brasil.

Sistema é adaptável ao treinamento militar e civil

O SIMOC funciona com nomes de usuários e senhas. Uma vez conectado, o usuário pode escolher reproduzir uma rede existente ou criar uma nova. O software permite criar relatórios técnicos de todas as operações conduzidas no ambiente virtual.

O simulador é de dupla utilização, “o que significa que o software pode seu usado para treinamento militar e civil em grandes empresas”, informa Rust. “Ele também pode ser utilizado para a análise de vulnerabilidades de rede e não apenas para treinamento”.

O aplicativo usa a tecnologia de virtualização executando vários sistemas operacionais de um terminal e vários componentes de código livre para atender a certos requisitos. Embora o uso de um software de código livre possa causar preocupações, Rust não vê isso como um risco à segurança.

“Algumas das funções foram desenvolvidas utilizando um software de código livre, o que é uma vantagem porque temos o controle do código”, ressalta. “Dessa forma, nós criamos um produto completo do mesmo nível das soluções internacionais mais avançadas, com 100 por cento de seu controle.”

Brasil firme no combate aos hackers

Com a Copa do Mundo em junho de 2014, pelo menos um grupo além dos atletas está trabalhando duro para tirar proveito do evento: os hackers de computador. Entretanto, o governo brasileiro investiu R$ 40 milhões para evitar ataques de hackers contra redes públicas, assim como sistemas computadorizados de infraestrutura, tais como de aeroportos.

“A possibilidade de o Brasil vir a sofrer um ataque maciço é a mesma de alguém declarar guerra ao país”, afirmou o General José Carlos dos Santos, comandante do Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber), em Brasília, em recente entrevista ao jornal Correio Braziliense. “[A possibilidade] é baixa, mas existe.”

O CDCiber está se preparando para todas as eventualidades. O Coronel do Exército Eduardo Wallier Vianna, do órgão, alerta que um ataque cibernético poderia realmente causar sérios estragos à Copa do Mundo.

“Vamos imaginar que alguém invada o banco de dados do sistema de ingressos da Copa do Mundo e comece a vender ingressos duplicados”, disse ao jornal Folha de São Paulo. “Centenas de pessoas poderiam chegar ao estádio com ingressos falsos. Isso iria criar confusão, turbas violentas e mortes.”

Para evitar o caos e consequentes danos ao prestígio internacional do Brasil, o CDCiber “identifica as áreas mais críticas, analisa a informação e estuda antecedentes”, diz o Cel Vianna.

Cursos sobre ciberguerra

Na apresentação do SIMOC, no auditório do CCOMGEX, os militares demonstraram como utilizaram o software durante um exercício do CIGE como parte de um curso sobre guerra cibernética – o primeiro do gênero oferecido pelas Forças Armadas a integrantes do Exército, a Marinha e a Aeronáutica. Também participaram do evento o gerente-executivo da Decatron, Bruno Mello, alem do Tenente-Coronel do Exército Márcio Ricardo Fava, do CCOMGEX, entre outros oficiais.

Em 2012, 24 oficiais de alto escalão do CCOMGEX fizeram um curso de seis meses para operar o SIMOC e, agora, estão prontos para enfrentar ameaças virtuais comuns tais como hackers e grupos organizados que atacam sites para chamar a atenção para uma causa – sem falar nos criminosos, espiões e guerreiros cibernéticos.

O SIMOC também pode ser usado à distância, o que o coloca ao alcance de outras instituições militares brasileiras. “Basta que um instrutor vá à outra instituição para coordenar as atividades do simulador”, explica dos Santos, acrescentando que, apesar de a tecnologia estar também disponível para instituições de ensino interessadas, “precisamos tomar cuidado com quem nós treinamos.”
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