Forças Armadas do Brasil em guerra contra mosquito transmissor do zika vírus

Brazilian Armed Forces Wage War on Mosquito Tied to Zika Virus

Por Dialogo
fevereiro 03, 2016




As Forças Armadas do Brasil estão em guerra contra o Aedes aegypti
, mosquito transmissor dos vírus da zika, dengue e chikungunya. O governo brasileiro mobilizou 220.000 militares para inspecionarem focos do inseto nas casas e conscientizarem os moradores em 356 cidades endêmicas em 13 de fevereiro.

Os soldados atuarão nas ruas em conjunto com 300.000 agentes públicos. “O emprego dos militares da Força Terrestre já está sendo maciço, com o máximo do efetivo disponível”, informou o Centro de Comunicação Social do Exército Brasileiro (CECOMSEx) a Diálogo
.

Os militares deflagraram a recente campanha de combate ao mosquito no início de dezembro de 2015, mas o governo decidiu intensificar as ações diante da gravidade da ameaça do zika vírus e da dengue. Em 1° de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional por complicações ligadas ao zika vírus. O Brasil registrou o recorde de 1,6 milhão de casos de dengue e 863 mortes pela doença em 2015, segundo o Ministério da Saúde.

Treinamento especial


“No momento, os soldados estão sendo capacitados nos quartéis para combater o mosquito nas ruas nas próximas semanas”, diz o Major Carlos Morgero, Oficial de Comunicação Social do Comando Militar do Planalto (CMP), que envolve Distrito Federal, Tocantins, Triângulo Mineiro e Goiás – estado brasileiro com maior incidência de dengue.

As tropas brasileiras tentarão conter o avanço do zika vírus, associado a mais de 3.400 casos de microcefalia – malformação congênita em que o bebê nasce com a cabeça e o cérebro menores que o normal. Em 27 de janeiro, as autoridades sanitárias confirmaram que 270 crianças nasceram com microcefalia por infecção congênita no país, embora não necessariamente pelo zika vírus.

“O apoio das Forças Armadas no Brasil é muito importante para o combate ao Aedes aegypti
”, disse o médico José Moya, consultor sobre doenças transmissíveis da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) na Argentina. “Os militares podem prover caminhões de transporte e equipamentos que ajudam na rápida retirada de garrafas de plástico, pneus e outros objetos que acumulam água e servem para a multiplicação do mosquito.”

A OPAS recomenda um trabalho intersetorial na eliminação dos criadouros, o que requer um esforço de coordenação envolvendo as Forças Armadas e outras autoridades governamentais. “Em função de suas próprias necessidades, os países podem convocar suas Forças Armadas e policiais para esse trabalho, como vimos no Brasil, que tem pela frente eventos como o Carnaval e as Olimpíadas.”

Campanha em quatro etapas


O Ministério da Defesa dividiu as ações dos militares contra o Aedes aegypti
em quatro fases. Na primeira, entre 29 de janeiro e 4 de fevereiro, os soldados fazem o Mutirão de Limpeza para eliminar os criadouros do mosquito nas instalações das Forças Armadas em todo o país.

Na segunda fase, em 13 de fevereiro, 220.000 efetivos visitarão 3 milhões de casas para conscientizar os habitantes dos 356 municípios mais atingidos pelo mosquito. Será o Dia Nacional do Esclarecimento.

“Distribuiremos um folheto informativo chamando a responsabilidade dos moradores no combate ao mosquito”, disse o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante Ademir Sobrinho, de acordo com a Agência Brasil
.


Na terceira etapa, entre 15 e 19 de fevereiro, 50.000 militares farão novas visitas coordenadas com o Ministério da Saúde. Inspecionarão residências e aplicarão larvicida onde for necessário. Será o Mutirão de Erradicação de Focos de Proliferação do Mosquito e Descontaminação. “Nesta ação, o Exército será empregado em apoio às autoridades federais, estaduais e municipais”, diz o CECOMSEx.

Já na última etapa, em data a ser definida, os militares atuarão nas escolas públicas e privadas. “O Exército disseminará informações sobre a gravidade do problema, os males causados pelo mosquito, o grau de responsabilidade de cada brasileiro nesta ‘guerra’ e os procedimentos a serem adotados”, informa o CECOMSEx.

Função essencial das Forças Armadas


Tradicionalmente, as Secretarias de Estado da Saúde pedem o apoio do Exercito Brasileiro para combater o Aedes aegypti
. De abril a junho de 2015, por exemplo, 100 militares do CMP em Brasília visitaram casas e orientaram os moradores nas ruas sobre dengue e chikungunya.

“Essa ajuda gerou uma redução nos índices [das doenças] no Distrito Federal, ao contrário do que aconteceu na maioria dos estados brasileiros”, diz o Maj Morgero. O Distrito Federal registrou 9.654 casos confirmados de dengue entre janeiro e 22 de julho em 2015, uma queda de 38,79% em relação ao mesmo período de 2014 (15.773 casos), segundo o informativo epidemiológico da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Em dezembro de 2015, com a propagação de zika, as autoridades sanitárias do Distrito Federal anteciparam o pedido de ajuda ao Exército. “Apoiamos então o combate ao mosquito com cerca de 1.000 militares, com foco também no zika vírus”, afirma o Maj Morgero. “Agora, a mobilização aumentará de acordo com as quatro etapas do plano de ação federal.”

As Forças Armadas são essenciais no combate ao mosquito Aedes aegypti
,
afirmou a presidente do Brasil, Dilma Rousseff. “A participação das Forças Armadas é o centro dessa campanha”, disse a presidente durante visita ao Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, em 29 de janeiro, primeiro dia de mutirão nos quartéis. “As capacidades de mobilização e disciplina e o poder de conscientização dos militares serão fundamentais para o sucesso da campanha.”

O objetivo é que o treinamento dos soldados contra o mosquito seja expandido a todos os habitantes, segundo Dilma. “A população vai escutar e respeitar [essa ação], porque as Forças Armadas são uma das instituições brasileiras mais respeitadas, para não dizer a mais respeitada”, afirmou. “Vamos demonstrar que o povo brasileiro é capaz de ganhar essa guerra.”

Prevenção e sintomas


Como os vírus da dengue, zika e chikungunya são transmitidos pelo mesmo mosquito, a prevenção é semelhante. “É preciso revisar constantemente as janelas, vasos, pátios, terraços, piscinas e demais lugares propensos ao acúmulo de água de chuva”, explica Moya. “Esse trabalho deve ser feito por todos os moradores e de forma coordenada com as autoridades.”

As três doenças também têm sintomas parecidos: febre, mal-estar, dores nas articulações e musculares, erupções na pele, olhos vermelhos e dor atrás dos olhos. “As formas leves e moderadas das doenças costumam ser confundidas, mas o importante é a pessoa se dirigir a um centro de saúde caso apresente esses sintomas”, alerta o especialista. “Lá poderá ser atendida e realizar os exames laboratoriais para confirmar ou descartar a doença.”

A vacina contra dengue ainda está em fase de estudo e não foi aprovada pela OMS, segundo Moya. Além do suposto vínculo com casos de microcefalia, o zika vírus preocupa as autoridades sanitárias por sua provável relação com transtornos autoimunes e neurológicos. Entre eles a síndrome de Guillain-Barré, que leva o sistema imune a atacar o sistema nervoso. A lesão dos nervos compromete os movimentos e a respiração do paciente.

Para mais informações sobre como combater o mosquito Aedes aegypti
no Brasil, acesse http://combateaedes.saude.gov.br
.


O exercito deveria de ser usado tambem na proteçao das fronteiras entre o Brasil e outros paises para conter a entrada de tanta droga e armas no Brasil.
Mas o governo nao tem interesse em relaçao a isto.Se tivesse o faria. Como faço para fazer a inscrição para as forças armadas para meu filho de 16 anos ? O meu amigo está sendo unsado sim Projeto Sisfron, sistema de monitoramento de fronteira que faz exatamente o que você disse no comentário! Meu sonho era ser militar tanto do exército quanto da polícia milita mais não tive oportunidade e agora tenho 29 anos tenho 2 filhos e estou mim formando no ensino médio técnico o que fazer para ser militar? Alguém pode mim ajuda. Gostei muito de saber sobre isso, e adoraria estar apar desse assunto.
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