Forças Armadas Brasileiras terão papel fundamental nos Jogos Olímpicos Rio 2016‎

Por Dialogo
novembro 05, 2014





As Forças Armadas do Brasil não só irão fornecer segurança para os Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro de 5 a 21 de agosto, como também vão sediar várias competições, sendo que alguns de seus membros irão competir em vários eventos.

Garantir a segurança pública em todas as instalações olímpicas durante os jogos será uma tarefa complexa com vários componentes. “Os militares desempenharão atividades de coordenação, gerenciamento e segurança”, disse o Centro de Comunicação Social do Exército Brasileiro (CCOMSEx) em nota.

A experiência do Brasil em realizar torneios anteriores, como os Jogos Mundiais Militares em 2011, facilitará a próxima missão.

“Participar da organização de um evento esportivo que contou com cerca de 4.000 atletas de 112 países, e onde o Brasil ficou em primeiro lugar no quadro de medalhas, certamente foi mais uma missão cumprida”, disse o General Fernando Azevedo e Silva sobre os Jogos Mundiais Militares. Ele foi o presidente da Comissão Desportiva Militar do Brasil nesses jogos e, hoje, preside a Autoridade Pública Olímpica (APO), consórcio formado pela União, pelo Estado e pelo município do Rio de Janeiro, com o objetivo de coordenar os preparativos dessas três esferas e realizar os Jogos de 2016.

Instalações novas e remodeladas


Enquanto isso, o Complexo Olímpico de Deodoro do Exército, localizado na zona oeste do Rio, abrigará 11 modalidades olímpicas, entre elas canoagem, hóquei sobre grama, hipismo, pentatlo moderno, rúgbi, canoagem slalom e tiro esportivo. Além disso, o complexo receberá competições paralímpicas, com esgrima em cadeira de rodas e futebol com sete titulares.

Cerca de 60% das instalações do Complexo de Deodoro já estão em operação. Elas foram usadas durante os Jogos Pan-Americanos de 2007 e nos Jogos Mundiais Militares de 2011. As faixas de tiro do complexo serão ligeiramente renovadas para atender aos requisitos do Comitê Olímpico Internacional (COI). A reforma começou em 3 de julho de 2014 e deve terminar no primeiro semestre de 2016.

O Complexo de Deodoro reúne arenas permanentes, temporárias e novas. Entre as permanentes estão:


Centro de Hóquei sobre Grama Sargento João Carlos de Oliveira (Centro Olímpico de Hóquei sobre Grama), com duas quadras que serão reformadas. Durante os Jogos, a quadra principal terá 7.500 assentos e a secundária terá 5.000 assentos temporários.

Estande de Tiro Tenente Guilherme Paraense (Centro Nacional de Tiro Esportivo), que abrigará eventos de tiro. As instalações foram batizadas em homenagem ao oficial do Exército que conquistou a primeira medalha de ouro olímpica do Brasil, com tiro de pistola rápida nas Olimpíadas de Antuérpia em 1920.

Parque Equestre General Eloy Menezes (Centro Nacional de Hipismo), local de eventos de salto e adestramento. As instalações serão reformadas e expandidas, passando a contar com uma nova clínica veterinária e 72 apartamentos para tratadores e veterinários.

Centro de Pentlato Moderno Coronel Eric Tinoco Marques (Centro Aquático de Pentatlo Moderno). Terá uma piscina que será reformada para atender aos padrões olímpicos. As instalações terão 2.000 assentos.


Instalações novas e temporárias


Além de reformar as instalações mencionadas, as autoridades federais brasileiras planejam construir três novas arenas que farão parte do Complexo de Deodoro.

Entre elas estão o Centro Olímpico de BMX, que terá assentos temporários para 7.500 espectadores; o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom, com 8.500 assentos temporários; e a Arena Coronel Wenceslau Malta (Arena Deodoro), que abrigará rodadas preliminares de basquete e esgrima. Esse ginásio terá um quadra poliesportiva com capacidade para até 5.000 espectadores. Após os Jogos, as arquibancadas desmontáveis para até 3.000 pessoas serão removidas, deixando espaço para uma segunda quadra poliesportiva.

As autoridades federais brasileiras também construirão arenas temporárias: o Parque Olímpico de Mountain Bike, que abrigará 25.000 pessoas, com 5.000 sentadas e 20.000 em pé; e a Arena de Rúgbi e Pentatlo Moderno.

Enquanto isso, no Campo de Instruções de Gericinó, do Exército Brasileiro, autoridades militares estão construindo o Parque Radical (ou X-Park), uma imensa área verde de 500.000 metros quadrados. Após os jogos, o Parque Radical ficará à disposição da comunidade.

“Essa área poderá ter um uso combinado como centro de treinamento de atletas de alto rendimento e área de lazer e prática de atividades ao ar livre”, informou o CCOMSEx.

Os Jogos atraem investimentos necessários para Deodoro


O bairro de Deodoro, localizado perto de duas área militares, sofre com um sistema sanitário precário, alagamentos constantes e ruas deterioradas. Dois a cada cinco moradores dependem de benefícios do governo e o mesmo número são pessoas de baixa renda que ganham no máximo dois salários mínimos por mês.

Mas o bairro começa a atrair investimentos, continuando a progredir com o Complexo Olímpico de Deodoro.

“Morei por mais de dez anos em Deodoro. Criei os meus dois filhos lá e tenho um grande apreço por lá”, diz Azevedo Silva. E, sendo carioca, sei da importância de se investir naquela região.”


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