Brasil lança ofensiva contra epidemia de crack

Por Dialogo
dezembro 09, 2011


O Brasil lançou no dia 7 de dezembro uma ofensiva contra o que denominou uma “epidemia de crack”, em referência ao crescente consumo do resíduo de cocaína em seu território.

A ofensiva brasileira prevê atendimento médico aos consumidores, a perseguição ao tráfico de cocaína desde as fronteiras até as cidades, e uma reforma legal para destruir rapidamente a droga apreendida para evitar seu desvio, disseram as autoridades.

“Estamos diante de uma epidemia de crack em nosso país”, admitiu o ministro da Saúde Alexandre Padilha, acompanhado pela presidente Dilma Rousseff e outras autoridades, durante um ato realizado em Brasília no dia 7 de dezembro.

Entre 2003 e 2011, o número de casos de “dependência química” no Brasil aumentou em dez vezes, atingindo grupos e regiões que ainda não haviam sido atingidos, acrescentou Padilha. Em função disto, o governo elaborou um plano contra o crack com verba de US$ 2,234 bilhões, “conjugando três ações: prevenir, cuidar e reprimir”, explicou Dilma Rousseff.

“No entanto não existe, pelo menos na história recente da humanidade, um plano absolutamente bem-sucedido contra as drogas. O que estamos fazendo aqui é um pacto de atuação conjunta”, declarou a governante.

Haverá “repressão sem complacência”, declarou Dilma Rousseff, lembrando o recente envio de tropas para as regiões limítrofes a fim de combater o contrabando de drogas, armas e mercadorias.

Como consequência dessas ações, 6.500 militares apoiados por aviões e navios realizam operações de controle desde o dia 23 de novembro, ao longo de 7 mil quilômetros.

Um estudo realizado no Brasil revelou que o crack está superando o consumo de álcool na maioria das cidades e povoados brasileiros, porque há mais facilidade de acesso à droga devido a seu baixo custo, de menos de US$ 2,85 a dose.



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